Save the Date!: X Encontro da AIM

31.07.2019

Carlos Melo Ferreira (1946-2019)

28.07.2019

Com o falecimento do Carlos Melo Ferreira, estamos de luto.

Natural de Lisboa, doutorado em Ciências da Comunicação com especialidade em cinema pela Universidade Nova de Lisboa, Professor Jubilado da Escola Superior Artística do Porto, investigador integrado do Centro de Estudos Arnaldo Araújo, docente convidado do Mestrado em Comunicação Audiovisual da Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto, foi alguém cujo trabalho dedicado marcou de forma indelével os estudos de cinema em Portugal. Como crítico, investigador, e professor, o Carlos era insaciável e generoso. Deixou vários livros que compõem uma constelação dos seus interesses e amores: O Cinema de Alfred Hitchcock (1985), Truffaut e o Cinema (1991), As Poéticas do Cinema: A Poética da Terra e os Rumos do Humano na Ordem do Fílmico (2004), Cinema: Uma Arte Impura (2011), e Pedro Costa (2018) nas Edições Afrontamento, Cinema Clássico Americano: Géneros e Génio em Howard Hawks (2018) nas Edições 70, mais Cruzamentos: Estudos de Arte, Cinema e Arquitectura (2007) e Corte e Abertura (2015) publicados pelo Centro de Estudos Arnaldo Araújo. Marcou presença na blogosfera, tirando partido das novas tecnologias de escrita, com Some Like It Cool (2012-2016) e depois Some Like It Hot (2017-2019).

As minhas sentidas condolências aos membros da sua família e a outras pessoas próximas. O Carlos foi também membro da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento. Como actual presidente da associação, cabe-me transmitir a muita estima que tenho (e temos) pelo apoio que ele sempre deu este projecto e a sua activa participação nas suas actividades.

Rutger Hauer (1944-2019)

20.07.2019


Blade Runner (1982).

Sucessivos Espantos

12.07.2019


Valha-me Deus.

Para além de diferenças e rupturas, acidentes e contradições, a obra de Jean-Luc Godard foi sempre comandada por uma tenaz pedagogia ligada ao desejo de ver. Em muitos momentos do seu cinema, o dispositivo é tornado visível: da estrutura espacial de Tudo Vai Bem (Tout va bien, 1972) à mão que avança sobre a lente em Valha-me Deus (Hélas pour moi, 1993). Nos seus filmes, toda a imagem é o resultado da colisão entre a teia da matéria e o vetor da imaginação e do pensamento.

A consciência exacta da solidão de cada ser — no limite, de cada imagem — num universo saturado de comunicação e desencantado pela obrigação de comunicar é uma das questões centrais de Valha-me Deus. Obras como esta assemelham-se a paisagens de encontros e desencontros de solidões que se cruzam. A relação com os corpos e os espíritos é tão ascética quanto carnal. São exercícios do olhar gerados a partir da própria dificuldade de ver. Em Valha-me Deus, os movimentos dos actores e o ritmo das imagens recompõem o mundo a cada instante através de sucessivos espantos.

Lives in Transition

08.06.2019

1st International Conference on Cinema, Philosophy and... Children's World

07.06.2019


La Ciénaga.

The first international conference on cinema, philosophy and children’s world will be held next week in Lisbon, organised by Nova Institute of Philosophy, in a partnership with Nova Institute of Communication and the Centre for 20th Century Interdisciplinary Studies - University of Coimbra. The complete program is available here. I am chairing Deborah Martin’s (University College London) keynote session, “‘Seen Through Gestures’: Children’s Hands, Space and the Child’s World in Film”, on the second day. La Ciénaga (2001), directed by Lucrecia Martel, will be screened after her talk and she will make some comments on the film.