Os Pobres Não Têm Direito a Olhar para o Rio

11.08.2022

A Nossa Terra, O Nosso Altar.

O número do jornal “Avante!” saído hoje inclui um artigo meu sobre o documentário A Nossa Terra, O Nosso Altar (2020) de André Guiomar. Dei-lhe o título “Os Pobres Não Têm Direito a Olhar para o Rio”. Está disponível aqui.

Conversa com André Guiomar

26.06.2022

A Nossa Terra, O Nosso Altar.

Sexta-feira, dia 29, converso com o realizador André Guiomar sobre o seu magnífico A Nossa Terra, O Nosso Altar (2020), às 18h, na Casa do Cinema de Coimbra. Apareçam!

Momento CEIS20 2022

02.07.2022

A Transcendência do Ecrã #6

24.06.2022


O ciclo de 12 seminários com o título “A Transcendência do Ecrã” procura investigar expressões do religioso no cinema português, abordando revisitações cristãs, traçando itinerários de leitura, e tateando fronteiras incertas. Os seminários são coordenados por Maria do Rosário Lupi Bello (UAb/CECC-UCP) e Sérgio Dias Branco (UC/CEIS20).

Os pedidos de inscrição devem ser dirigidos para:sdiasbranco@fl.uc.pt

Mais informação sobre o projecto FID: Film and Interreligious Dialogue aqui.

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The Mistake of Sneezing

17.06.2022

Parks and Recreation, “The Stakeout” (2.02).

There is a moment from the sitcom Parks and Recreation (2009-15), created by Greg Daniels and Michael Schur, that is exemplary of the staging of action ans stillness in the series. Ron Swanson, played by Nick Offerman, is at the heart of the scene. He is an advocate of libertarianism who is purposely remote and, perhaps contradictorily, serves as the Director of a Parks and Recreation department in Indiana — which, of course, he believes it should not exist. The series is a mockumentary that employs stylistic devices and techniques that have been used in other workplace sitcoms like The Office (2001-5, UK; 2005-13, US) such as hand-held filming and direct sound.

The moment is from the episode “The Stakeout” (2.02). Ron is fixed in his chair. The smallest movement of his body causes excruciating pain because of a hernia that had been bothering him for a while. “I made the mistake of sneezing”, he explains. Since he is usually seated and almost does not move, people do not notice his troubling situation. Leslie Knope (Amy Poehler), the energetic Deputy Director talks to him as if everything is as it usually is. In analysing and interpreting this moment, I call attention to the particular achievements of Offerman’s understated comedic performance. But also to the character’s physical characterisation, between action and stillness, feeling and apathy, mutual help and self-reliance, with a penetrating political dimension.

Such a moment revelas the richness of the sitcom, one of the most popular and neglected forms of televisual art. More broadly, the close stylistic analysis of this moment from Parks and Recreation gives me the opportunity to scrutinise and appraise Greg Daniels’ work as television creator. He had developed the American version of The Office and has been responsible for the animated sitcom King of the Hill (1997-present; with Mike Judge). In Parks and Recreation, he worked with Michael Schur. A distinct aspect of his work in the history of television lies in how it employs the format of the sitcom to frame satire. Satirical comedy makes use of irony and exaggeration in order to be socially and politically critical. Parks and Recreation uses the workplace sitcom to examine the inner workings of the institution that oversees public parks, open space, and community centres, its function in democracy and its connection with the daily lives of Pawnee’s inhabitants (Pawnee is the series’ fictional town in Indiana). Moreover, the series adapts the sketch comedy of Saturday Night Live (1975-present), where Daniels began as a member of the writing staff, to the sitcom genre along with the everyday, often subtle, humour of King of the Hill that paints a portrait of Middle America.

Ilhas de Rocha

15.06.2022

A Ilha dos Amores.

O jornal “Avante!” desta semana inclui um artigo meu sobre A Ilha dos Amores (1982) e A Ilha de Moraes (1984) de Paulo Rocha. O texto levou o título “Ilhas de Rocha” e está disponível aqui.

Tempo e Narrativa no Cinema de Manoel de Oliveira

06.06.2022


Foi apresentado no XI Encontro Anual da AIM, em Évora, pela autora. Recomendo vivamente este estudo sobre a obra cinematográfica de Manoel de Oliveira a partir do tempo e da narrativa. Foi uma honra para mim aceitar o convite da Maria do Rosário Lupi Bello e assinar o prefácio ao seu livro. Aqui fica o excerto do meu texto que a editora achou por bem destacar:

A estética oliveiriana não se baseia na transparência do registo, mas também não é artificial. É um cinema em permanente construção que desafia o que se pensa como evidente […]. A luminosidade e a escuridão memoriais das origens do cinema habitam‑no e indiciam o que há a (re)descobrir. É o passado e o presente. Através de um foco limitado, necessário para o aprofundamento, este livro tem a grande virtude de nos dar a conhecer esta consciência do tempo que provém do trabalho criativo sobre a narrativa fílmica nos filmes de Oliveira.

Fé Persuadida

06.06.2022

Lourdes.

O programa do Colóquio da ReliMM - A Religião nas Múltiplas Modernidades, 30 de Junho a 1 de Julho no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto já é público. Participo no painel “Religião, Imagem, Arquitetura e Comunicação”, moderado por Alex Villas Boas. A minha comunicação tem o título: “Fé Persuadida: Uma Leitura Teológica de Lourdes (2009)”. Eis o resumo:

Como uma das três virtudes teologais, a fé (fidei) é concebida na teologia cristã como infundida em vez de adquirida. Tal como a esperança (spes) e a caridade (caritas), a fé tem Deus como origem, motivo, e objecto. O entendimento teológico é o de que, através dela, os seres humanos podem unir-se a Deus e participar ativamente na vida divina trinitária. Mas, para São Tomás de Aquino, mesmo uma virtude infundida — isto é, causada por Deus sem a nossa ação —, necessita do nosso consentimento para ser eficaz e produzir efeito. Esta comunicação apresenta uma leitura teológica do filme Lourdes (2009), realizado por Jessica Hausner, que permite desenvolver estas reflexões, porque se trata de um exemplo significativo de representação da fé como virtude teologal no cinema contemporâneo. A narrativa segue uma jovem chamada Christine (Sylvie Testud), que sofre de esclerose múltipla grave, numa peregrinação católica ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes em França. O percurso da personagem em torno da sua possível cura, os seus momentos de meditação, as suas interações com outras personagens, mostram a fé humanamente vivida, oscilando entre a incerteza e a confiança. O consentimento humano decide-se nesta oscilação, que a obra associa à possibilidade de persuasão.

O Cinema como uma Educação Social dos Sentidos

30.05.2022

Escapou-me esta recensão ao meu livro “O Trabalho das Imagens: Estudos sobre Cinema e Marxismo” (Lisboa: Página a Página, 2020), escrita por Jesús Ramé López (Universidade Rei Juan Carlos) e publicada na Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento. Obrigado pela dica, Caterina Cucinotta! Só posso agradecer esta leitura muito atenta e perspicaz, centrada numa das ideias desenvolvidas no livro: o cinema como educação social dos sentidos. Quem sabe se este texto não iniciou um diálogo entre nós que pode dar frutos científicos no futuro.

A Transcendência do Ecrã #5

24.05.2022


O ciclo de 12 seminários com o título “A Transcendência do Ecrã” procura investigar expressões do religioso no cinema português, abordando revisitações cristãs, traçando itinerários de leitura, e tateando fronteiras incertas. Os seminários são coordenados por Maria do Rosário Lupi Bello (UAb/CECC-UCP) e Sérgio Dias Branco (UC/CEIS20).

Os pedidos de inscrição devem ser dirigidos para:sdiasbranco@fl.uc.pt

Mais informação sobre o projecto FID: Film and Interreligious Dialogue aqui.

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