Chris Marker (1921-2012)

31.07.2012


La Jetée (1962).

Alta (In)definição

26.07.2012


Missão Impossível: Operação Fantasma (Mission: Impossible - Ghost Protocol, 2011).

Apresento amanhã uma curta sessão integrada na Universidade de Verão, organizada pela Universidade de Coimbra e destinada a estudantes do 10.º ao 12.º ano. Chama-se “Alta (In)definição: Entre Nós e as Imagens Digitais” e terá lugar na Casa das Caldeiras às 9h.

À Pala de Walsh

25.07.2012

À Pala de Walsh é um novo espaço de escrita sobre cinema da autoria de Carlos Natálio, João Lameira, Luís Mendonça, e Ricardo Vieira Lisboa que vale a pena acompanhar. A publicação surge sob o signo do grande cineasta Raoul Walsh e pode ser acedida aqui.

“O Que é o Cinema?”

17.07.2012


Ninja bugei-chô (1967).

Apresento hoje o quinto seminário de investigação Cinema e Filosofia: Textos e Filmes. A sessão decorre no âmbito do projecto Cinema e Filosofia: Mapa de um Encontro, coordenado por João Mário Grilo no Instituto de Filosofia da Linguagem e do qual faço parte.

Escolhi um capítulo intitulado “What Is Cinema?” do livro The Philosophy of Motion Pictures (Oxford: Blackwell Publishing, 2008) do filósofo estado-unidense Noël Carroll. O seminário é aberto a quem nele quiser participar e realiza-se na sala 1.06 do Edifício I&D da FCSH-UNL a partir das 11h.

Haloes and Auras

10.07.2012

Marx and Engels point out that capitalism has stripped off the halo of the doctor, the lawyer, the priest, the poet, and the man of science.[1] These occupations are no longer put on a pedestal the way they were. The removal of these haloes brings all people to the same plane of being — which is why there is a defensive tendency to introduce new divides and gulfs between human beings.

Walter Benjamin was perhaps thinking about this when he wrote the influential essay “The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction” and developed the concept of aura. He writes

We define the aura [...] as the unique phenomenon of a distance, however close it may be. If, while resting on a summer afternoon, you follow with your eyes a mountain range on the horizon or a branch which casts its shadow over you, you experience the aura of those mountains, of that branch.[2]

So the aura may be thought of as an emanation from something distant as well as a kind of fingerprint. The aura of a thing is then connect with its uniqueness. Reproducible works of art like films are obviously not unique, not one of a kind. Yet each film plays a role in the world, transformative or not, that is specific. The same may be said of each person and occupation.

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[1] Karl Marx and Friedrich Engels, Manifesto of the Communist Party, ch. I, http://www.marxists.org/
archive/marx/works/1848/communist-manifesto/ch01.htm#007
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[2] Walter Benjamin, “The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction”, sec. III, http://
www.marxists.org/reference/subject/philosophy/works/ge/benjamin.htm
.

Metropolis

06.07.2012


A revista Premiere foi fechada no final de 2011. A nova publicação online Metropolis reúne a mesma equipa, com algumas novos colaboradores como o jornalista Nuno Galopim e o crítico de cinema Nuno Carvalho, ambos do Diário de Notícias.

A revista pretende ser um espaço de divulgação e reflexão no domínio do cinema, concentrando-se em filmes, livros, bandas sonoras, e séries de televisão. O número zero, que inclui uma crítica minha ao filme Jin líng shí san chai (As Flores da Guerra, 2011) dirigido por Yimou Zhang, pode ser lido aqui.

De Derrida

04.07.2012

Cada texto manifesta uma presença subterrânea na linguagem, um vestígio. Os textos constroem uma sequência feita de impressões e marcas que podem ser salientadas e valorizadas em vez de ignoradas e desprezadas. Um texto aparece sempre no interior de uma rede de relações — exactamente como nós. A desconstrução não é portanto uma destruição. É uma tentativa de abrir a complexidade da construção de um texto — mesmo que contra o seu declarado autor, cuja intenção não é mais do que um elemento do muito que gera um texto.

A palavra escrita não é um mero registo da palavra falada. Tal como a linguagem não é meramente funcional. Escancaramos os textos nos seus elementos constitutivos, quebramos a sua forma, quando lemos e relemos, citamos e recitamos, partimos e repartimos. Um texto surge como um puro objecto diferencial — uma “diferença” que expõe conflitos estruturais, não redutíveis a uma síntese. Porque a palavra esconde e revela, delimita e contamina. Os múltiplos significados das palavras e das frases tornam impossível decidir ou determinar o sentido de um texto. Tudo permanece (em) aberto. Quem pretende ser definitivo em relação a esta decisão ou determinação, idealiza a relação com o texto. Desdenha a história. Subtrai-se ao tempo e ao espaço onde encontra o texto, aqui, agora.

Frames

03.07.2012


Frames from All That Heaven Allows (1955).

Frames is a new on-line journal published by the film department at the University of St. Andrews. The first issue is packed with articles from renowned film scholars and was edited by my good friend Catherine Grant (University of Sussex), who maintains the tremendouly helpful Film Studies for Free. This issue focuses on the revitalisation of film and moving image studies through the digital. It is imperative reading.