AIM: O Futuro do Passado

22.05.2018

Quando a AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento foi criada pelo Tiago Baptista, o Paulo Cunha, o Daniel Ribas, o Paulo Granja, e a Ana Isabel Soares, a primeira Presidente da associação, eu não estava em Portugal. Estava a terminar o meu doutoramento na Universidade de Kent, Cantuária, Inglaterra. Mas estava mais longe do que os 1835 km que me separavam da sede da AIM. Inscrevi-me como membro assim que pude. Participei no I Encontro Anual na Universidade do Algarve em 2011. Nessa altura, tirando quem trabalhava comigo no IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova (nessa altura, IFL - Instituto de Filosofia da Linguagem) e na FCSH, todas as pessoas eram para mim desconhecidas tal como eu era desconhecido para elas. Tinha estudado no estrangeiro durante sete anos e acabado de regressar a Portugal, acolhido na Universidade Nova de Lisboa. O III Encontro Anual teve lugar na Universidade de Coimbra em 2013, onde já trabalhava. Participei na organização desse evento. Fui eleito pela primeira vez para a Direcção da AIM no ano seguinte, durante o IV Encontro Anual na Universidade da Beira Interior. Neste momento, depois de ter sido eleita a primeira Direcção sem membros fundadores, talvez valha a pena pensarmos naquilo que tem feito a força da AIM. Penso que o essencial tem sido o cumprimento do objectivo de reunir quem investiga a imagem em movimento e promover essa investigação. Não se pode fazer a história do desenvolvimento desta área em Portugal sem reconhecer o papel fundamental da AIM. Formou-se uma grande comunidade aberta, viva, diversa, que transcende Portugal, que se junta num tom informal, sem egocentrismos nem complexos de superioridade (ou inferioridade), para dar a conhecer o trabalho dos seus membros e convidados, discutir e reflectir, desenvolver projectos, e, claro, conviver. Aquilo que se tem construído com a AIM, aquilo que a AIM tem construído, é fruto não só do trabalho dos seus dirigentes, mas sobretudo do entusiasmo e amizade de quem organiza as suas actividades e nelas participa. Parafraseando o Tiago: estar ao serviço da AIM é um grande exercício de humildade porque recebemos muito mais do que damos. O futuro será tão igual que será diferente.