Descobrir o Irão

30.05.2012


Gaav.


As sessões do carvão de hoje compõem um pequeno ciclo denominado “Descobrir o Irão”. É preciso mais para descobrir verdadeiramente o cinema iraniano que não estreou nas salas portuguesas, mas este dois filmes inéditos são um bom ponto de partida: Gaav (A Vaca, 1969) de Dariush Mehrjui e Sib (A Maça, 1998) de Samira Makhmalbaf. A projecção do primeiro filme será seguida de uma conversa entre mim e Osvaldo Silvestre.

Antígona

21.05.2012


Die Antigone des Sophokles nach der Hölderlinschen Übertragung für die Bühne bearbeitet von Brecht 1948 (Suhrkamp Verlag).


Em Fevereiro de 2012, a associação Origem da Comédia convidou-me a escolher um filme para ser mostrado no âmbito do ciclo Clássicos no Cinema. Muito agradecido pelo convite, escolhi Die Antigone des Sophokles nach der Hölderlinschen Übertragung für die Bühne bearbeitet von Brecht 1948 (Suhrkamp Verlag) (A “Antígona” de Sófocles na Tradução de Hölderlin tal como foi Encenada por Brecht em 1948, 1992) de Danièle Huillet e Jean-Marie Straub, que vou apresentar hoje. Será às 21:00 na Sala Arte à Parte (Rua Fernandes Tomás 29, Coimbra). Depois da projecção, contaremos com a participação de António Sousa Ribeiro (FLUC/CES) e Tiago Santos (CEC) para o comentário final.

Jean Rouch: Cinema e Antroplogia

20.05.2012



Clique na segunda imagem para ver o programa em detalhe.

Faust Musicado

15.05.2012

“Estejamos Atentos!”

08.05.2012


Mouchette (Amor e Morte, 1967).


O segundo encontro anual da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM) começa esta quinta-feira, 10, e termina no sábado, 12, na Universidade Católica Portuguesa em Lisboa. Apresentarei uma comunicação no primeiro dia intitulada “‘Estejamos Atentos!’: Notas sobre o Cinematógrafo como Reflexões Espirituais”. Eis o resumo:

Esta comunicação olha para Notas sobre o Cinematógrafo de Robert Bresson, não como uma mera colecção de pensamentos, mas como reflexões espirituais. Estes breves registos de meditações condensam aspectos da sua prática como cineasta e revelam a ligação entre a contemplação e a acção. O tom contemplativo do livro torna-se perceptível através da observação cuidadosa que está na origem de cada nota. O objectivo parece ser o de definir parâmetros para a transformação — para que a sua arte mude sem perder de vista o seu núcleo, para que essa mudança tenha um sentido e explore as possibilidades do meio cinematográfico.

Mais precisamente, a natureza espiritual destas reflexões é duplo. Por um lado, Bresson fala explicitamente sobre a alma em várias passagens, numa tentativa de não sucumbir aos poderes superficiais da fotografia. Para ele, a cinematografia, ou a fotografia em movimento, tem a capacidade de capturar a vida, a alma das coisas vivas, e não apenas a sua aparência. Por outro lado, há um fundo religioso para as suas observações que, embora seja bem conhecido, só é explicitado uma vez quando o autor menciona um dizer da liturgia católico-grega: “Estai atentos!” A expressão exacta é “Estejamos atentos!”, que ainda se adequa melhor às notas de Bresson dado que estão escritas simultaneamente a partir do ponto de vista do artista e do espectador. Ambos precisam de ter atenção, de estar vigilantes sobre o pode ser ou é projectado no ecrã.

No dia 11, moderarei um painel sobre teoria do cinema, com contribuições para a discussão da percepção, similitude e montagem, avaliação e interpretação, e omissão no filme documental.

O programa da conferência pode ser consultado aqui. Os dois oradores convidados são Henry Jenkins (Universidade do Sul da Califórnia) e András Bálint Kovács (Universidade Eötvös Loránd).

Todas as Manhãs do Mundo

07.05.2012


Tous les Matins du Monde.


A pedido do meu colega Paulo Estudante, realiza-se amanhã uma sessão de cinema no âmbito da Semana da Música Antiga deste ano do Conservatório de Música de Coimbra. O filme projectado será Tous les Matins du Monde (Todas as Manhãs do Mundo, 1991), dirigido por Alain Corneau, às 21:30 na sala do carvão da Casa das Caldeiras.

A Vossa Casa

04.05.2012


Passa no próximo domingo às 16:45 no Cinema Londres no âmbito do IndieLisboa 2012. Infelizmente, ainda não é desta que o vejo. Mas fica aqui um abraço para o João Mário e a certeza de que hei-de ver o filme — até porque raramente o cinema olha a arquitectura, olhos nos olhos.

Fernando Lopes (1935-2012)

03.05.2012


Uma Abelha na Chuva (1972).

Radical War Films

02.05.2012


1941.


Experimental war cinema is a field that remains overlooked. Popular cinema has produced a large number of movies like Born on the Fourth of July (1989) that employ drama to express an anti-war sentiment. Yet, there is another kind of films that espouse a pacifist stance or that are critical of a militarist attitude. These works have been made within the tradition of experimental film — some of them also fit within the narrower category of avant-garde film. As such, they often forgo character definition and narrative structures. They tend to deal with this subject matter more obliquely.

Francis Lee’s abstract yet intense rendering of the attack on Pearl Harbor in 1941 (1941), Jean-Luc Godard’s moral fable about greed and warfare in Les Carabiniers (1963), Norman McLaren’s vibrant and politically subversive animations in Hell Unlimited (1936, with Helen Biggar) and Neighbours (1952), John Korty’s documentary on a group of Quakers peacefully protesting against nuclear weapons in The Language of Faces (1961), Franciszka and Stefan Themerson’s elegiac visual poem on the destruction of Polish culture by the Nazis in Calling Mr. Smith (1943), among others, demonstrate the diverse ways in which experimental films have tackled critically, which is to say ethically and aesthetically, the motivations and consequences of armed conflict.

Each of these examples shows that anti-war experimental cinema is not necessary more vital than its popular counterpart, but it is often intentionally more radical. That is, it is a cinema connected with political modernism and informed by Marxist thought that frequently tries to face the reality of bloodshed and to go the root of the issue of war by raising ideological questions.