Cinema 9 CFP: Islam and Images

24.03.2017

Cinema: Journal of Philosophy and the Moving Image is calling for proposals for its ninth issue on Islam and images, edited by Patrícia Castello Branco (IFILNOVA), Saeed Zeydabadi-Nejad (SOAS University of London), and Sérgio Dias Branco (University of Coimbra/IFILNOVA/CEIS20).

In recent times, due to significant political, mediatic and social, but also aesthetic and artistic factors, we have witnessed an awakening of interest in Islamic aesthetics and imagery.

Islamic art is intrinsically connected with religion, ethics, politics, and social structures, as Islam is, for Muslims, not only a religion, but a way of life. So, tackling the issue of “Islam and Images” is also, necessarily, a gesture that includes all these spheres that, in our Western secular culture, are often taken as separated fields.

This issue aims at discussing and analysing Islamic art and aesthetics, with a special focus on the “modes of sense perception” embodied in particular images, taken politically as forms of organization, encompassing forms of visibility, ways of doing and making, and ways of conceptualizing. In proposing this topic, we are particularly interested in: discussing the philosophical understandings of Islamic imagery production; their roots in the history of philosophy; the Islamic tradition of aniconism and anti-ocularcentrism; its influences on styles and movements in the history of art, namely abstract imagery; their development in contemporary societies dominated by new technologies of the moving image; the relationships between the classical and the contemporary, the manual and digital, artefacts and technologies; as well as the connections between Islamic art and secular art in Muslim-majority countries.

Particular themes of interest include (but are not restricted to) the following topics:

• philosophical roots of Islamic visual aesthetics. (e.g., Plato, Aristoteles, Al Ghazali, Avicenna, Averroes, Ibn Arabi, et al.);
• the philosophy of Islamic artistic visual practices;
• aniconism, abstraction and representation in Islamic art;
• aniconism and the status of photographic and filmic images;
• influences of Islamic aesthetics in Western art (classical and contemporary), particularly painting and film;
• verbal/visual divide in Islamic aesthetics and arts;
• haptical dimensions of aesthetic experience in Islamic visual works;
• different regimes of visibility in Islamic art tradition;
• aesthetic experience and transcendence in Islam;
• connections and interdependence between philosophy, theology, art, politics and society in Islamic traditions.

Plus:

• specificities of Islamic thought and aesthetics in the Iberian Peninsula;
• connections between Islamic and Christian aesthetics in the Iberian Peninsula;
• mysticism in Islam and in Christianity, the Sufi tradition and early Christian mystics, particularly in the Iberian Peninsula.

The submission deadline is April 30 (for 500-word abstracts). Prospective authors should submit a short CV along with the abstract. A selection of authors will be invited to submit full papers according to the journal guidelines. Acceptance of the abstract does not guarantee publication, since all papers will be subjected to double blind peer-review. Submissions are accepted only in English.

Cinema also invites submissions to its special sections: interviews, conference reports and book reviews. Please consult the web site of the journal for further details.

Feel free to contact the editors for this issue, Patrícia Castello Branco or Sérgio Dias Branco.

Jan Troell: A Memória das Vidas (1)

21.03.2017


Här har du ditt liv (“Esta é a Tua Vida”, 1966).


Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.

A obra de Jan Troell é uma das mais relevantes do cinema sueco, em conjunto com a de Ingmar Bergman. Um autoditacta, Troell começou a sua carreira na realização de curtas-metragens e na direcção de fotografia. Quando passou à realização de filmes com uma duração longa, nalguns casos longuíssima, continuou a assegurar a direcção de fotografia. O realismo poético das suas obras é marcado pelo vibrante registo visual dos gestos humanos, aberto à improvisação. As personagens surgem densamente inscritas no tecido social e nas malhas da história, abordando temas como a alienação da sociedade moderna em relação à natureza e a expansão do nazi-fascismo e desenvolvimento da Segunda Guerra Mundial. O seu olhar atento, sobre cada personagem e as suas circunstâncias, tem-se focado em particular nos trabalhadores e nos emigrantes.

Cinema 8

20.03.2017


Issue 8 of Cinema: Journal of Philosophy and the Moving Image on Marx’s philosophy, which Mike Wayne (Brunel University London) and I have edited, has now finally been published, dated December 2016. The contents may be consulted, read, and downloaded here:

“Editorial: Film Through Marx, Our Contemporary”, Michael Wayne and Sérgio Dias Branco

Articles

“Cinema Violence and the Ontology of Capitalism”, Se Young Kim (Vanderbilt University)

“From Binary to Rich Dialectics: The Revolt of the Fishermen and Mauser”, Angelos Koutsourakis (University of Leeds)

“From Barton Fink to Hail, Caesar!: Hollywood’s Ghosts of Marxist Past”, Cam Cobb and Christopher J. Greig (University of Windsor)

“Making Films Negatively: Godard’s Political Aesthetics”, Jeremy Spencer (Camberwell College of Arts - University of Arts London)

“The View from Below: Film and Class Representation in Brecht and Loach”, Keith O’Regan (York University)

“For Marx: The New Left Russian Cinema”, Marijeta Bozovic (Yale University)

Interviews

“‘Another kind of primitive dream’: Interview with Apichatpong Weerasethakul”, by Susana Nascimento Duarte (IFILNOVA) and José Bértolo (CEC - University of Lisbon)

Book Reviews

“Lukácsian Film Theory and Cinema: A Study of Georg Lukács’ Writings on Film 1913-71”, Stefanie Baumann (IFILNOVA)

“Understanding Sound Tracks Through Film Theory”, Nick Poulakis (National and Kapodistrian University of Athens)

“Cinema of Simulation: Hypereal Hollywood in the Long 1990s”, Jorge Martins Rosa (NOVA)

“Mismatched Women: The Siren’s Song Through the Machine”, Najmeh Moradiyan Rizi (University of Kansas)

“Literatura e Cinema. Vergílio Ferreira e o espaço do indizível”, Ana Bela Morais (CEC - Universidade de Lisboa)

“Cinema El Dorado – Cinema e Modernidade”, José Bértolo

Conferences Report

“Capitulation to Cool?: Thoughts on Conferences 2015-2017”, William Brown (University of Roehampton)

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Sessões do Carvão: “Jan Troell: A Memória das Vidas”

16.03.2017



22 Março

21:30   Här har du ditt liv (“Esta é a Tua Vida”, 1966), real. Jan Troell

29 Março

21:30   Ole dole doff (“Quem o Viu Morrer?”, 1968), real. Jan Troell

5 Abril

21:30   Utvandrarna (Os Emigrantes, 1971), real. Jan Troell

19 Abril

21:30   Nybyggarna (“A Nova Terra”, 1972), real. Jan Troell

26 Abril

21:30   Hamsun (1996), real. Jan Troell

3 Maio

21:30   Maria Larssons eviga ögonblick (“Os Momentos Eternos de Maria Larssons”, 2008), real. Jan Troell

No Dia Internacional da Mulher

06.03.2017


Suffragette.


No próximo dia 8, Dia Internacional da Mulher, às 21:15, o Grupo Unitário de Mulheres da Figueira da Foz organiza uma sessão de cinema gratuita no Centro de Artes e Espectáculo com o filme Suffragette (As Sufragistas, 2015). Fui convidado para participar numa conversa a seguir à projecção. É um convite que muito me honra, empenhado como estou na emancipação das mulheres que está longe de se ter concretizado (e de se poder concretizar) na sociedade em que vivemos. Darei o meu melhor, como a ocasião exige. Mais informações aqui.

Eterno Dialéctico

02.03.2017


Au hasard Balthazar (Peregrinação Exemplar, 1966).


Montaigne parafraseado por Bresson nas “Notas sobre o Cinematógrafo”: “Os movimentos da alma nascem com a mesma progressão que os do corpo.” Fui procurar o original. O filósofo tinha escrito “funções”. O cineasta substituiu essa palavra por “movimentos”. Bresson, eterno dialéctico.

O Direito do Mais Forte à Liberdade: Soleil Ô

22.02.2017


Soleil Ô.


O ciclo de cinema “O Direito do Mais Forte à Liberdade” começa amanhã na Sala do Carvão, Casa das Caldeiras, às 21:00, com o filme Soleil Ô (1967), realizado por Med Hondo.

Abundância e Violência: A América Contemporânea Vista por Wim Wenders (2)

21.02.2017


Ten Minutes Older: The Trumpet – “Twelve Miles to Trona” (“Doze Milhas para Trona”, 2002).


The Million Dollar Hotel (The Million Dollar Hotel - O Hotel, 2000).



The End of Violence (Crimes Invisíveis, 1997).


Estes filmes serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, o segundo às 21:30.

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“Abundância e Violência: A América Contemporânea Vista por Wim Wenders”: (1)

O Direito do Mais Forte à Liberdade

20.02.2017


É uma iniciativa inédita na Universidade de Coimbra que junta o Centro de Estudos Sociais (CES)/Faculdade de Economia (FEUC), o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) e o Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras (FLUC). Visa gerar um espaço de reflexão sobre os processos coloniais e as relações pós-coloniais que ultrapasse limites disciplinares, mas também o espaço da sala de aula, analisando a complexidade das relações políticas, sociais e culturais do mundo de hoje. O título do ciclo é uma apropriação da feliz e complexa tradução portuguesa do título do filme realizado por R. W. Fassbinder em 1974, Faustrecht der Freiheit: O Direito do Mais Forte à Liberdade. Trata-se de um retrato desapiedado da sociedade alemã do pós-guerra. O título em português enfatiza o parasitismo e o carácter predatório do capitalismo transmutado para uma relação amorosa na qual não se reconhece a igualdade entre os amantes. O ciclo parte da premissa da relação inextricável entre colonialismo e capitalismo na formação do mundo dos últimos 150 anos, questionando a forma como o colonialismo se alimentou daquilo a que Partha Chatterjee denominou de “regra da diferença colonial”.

Abundância e Violência: A América Contemporânea Vista por Wim Wenders (1)

14.02.2017


Land of Plenty.



Don’t Come Knocking (Estrela Solitária, 2005).


Estes filmes serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30.

O fascínio do cineasta alemão Wim Wenders pelos EUA tem marcado a sua obra fotográfica e cinematográfica. Na sua filmografia, além de elementos dispersos pelos seus primeiros filmes, essa ligação torna-se evidente em Der Amerikanische Freund (O Amigo Americano, 1977), adaptação de um romance de Patricia Highsmith com o actor Dennis Hopper. Volvidos alguns anos, Wenders rodou a sua primeira obra na América: Paris, Texas (1984). O conjunto de filmes reunidos neste ciclo são posteriores a Paris, Texas e retratam a abundância (e desigualdade social) e a violência (e o medo) na América contemporânea. Assim, começa com Land of Plenty (Terra da Abundância, 2004) e termina com The End of Violence (Crimes Invisíveis, 1997).