O Interior: “A Comunidade”

17.01.2015


A Comunidade.


A última crónica que escrevi para o jornal O Interior é uma análise crítica do filme A Comunidade (2012), realizado pela Salomé Lamas. O texto pode ser lido aqui.

Kino Kino Kino Kino Kino

15.01.2015


O último número da L’Atalante: Revista de estudios cinematográficos, publicada pela Universidade de Valência, inclui um ensaio meu. Originalmente intitulado “Kino Kino Kino Kino Kino: Guy Maddin’s Cinema of Artifice”, o texto surge com o título “Kino Kino Kino Kino Kino: el cine de artificio de Guy Maddin”, depois da tradução para castelhano de Pablo Hernández Miñano e Violeta Martín Núñez. O número está disponível na íntegra aqui. A versão em inglês pode ser lida aqui.

Imagens que Não Se Bastam

30.12.2014


Bandit's Roost, 
59 1/2 Mulberry Street (1888).


Numa entrevista recente, Pedro Costa fala sobre a inclusão das fotografias de Jacob Riis em Cavalo Dinheiro (2014) como parte integrante do trabalho artístico que conduziu ao filme e às suas imagens:

Há até uma proximidade com o cinema americano, com o filme de David W. Griffith, The Musketters of Pig Alley [Os Mosqueteiros de Pig Alley, 1912]. É o mesmo mundo de becos e meliantes. O trabalho fotográfico de Riis está depositado no Museu da Cidade de Nova Iorque, no Harlem, que inventariou os negativos e tratou da digitalização. Mas eu nunca pensei no Jacob Riis como um fotógrafo americano, sempre o vi como o emigrante que ele foi, irmão daqueles que fotografava. Tem uma história de vida muito comovente, muito chaplinesca, vagabundava pelas ruas sem um tostão, com um cãozito que o seguia para todo o lado... E ele escrevia, ruminava muito o que via, usava as imagens como um complemento para escrever apontamentos sobre a vida de miséria nos tenements, os lúgubres e sobrelotados prédios de Nova Iorque da época. Ou seja, as fotos não acabavam em si, eram um pretexto para mostrar a realidade aos homens do poder naquela altura, para denunciar e protestar. É uma atitude muito nobre: uma fotografia, um filme, têm de dar continuidade a alguma coisa. Fazer um filme só por fazer um filme não devia chegar, não é?[1]

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[1] “Pedro Costa: Guarda o Meu Silêncio para Sempre”, entrevista de Francisco Ferreira, Expresso, “Atual”, n.º 2196, 29 Nov. 2014, p. 7.

Cinema 6

27.12.2014


The sixth issue of Cinema: Journal of Philosophy and the Moving Image, edited by Susana Viegas, has now been published. The contents may be consulted, read, and downloaded here:

“Editorial: Gilles Deleuze and Moving Images”, Susana Viegas

ARTICLES

“Cinema: The ‘Counter-Realization’ of Philosophical Problems”, Mirjam Schaub (University of Applied Sciences (HAW) Hamburg)

“Visual Effects and Phenomenology of Perceptual Control”, Jay Lampert (University of Guelph/Duquesne University)

“Double-Deleuze: ‘Intelligent Materialism’ Goes to the Movies”, Bernd Herzogenrath (Goethe-University Frankfurt am Main)

“Bringing the Past into the Present: West of the Tracks as a Deleuzian Time-Image”, William Brown (University of Roehampton)

“Thought-Images and the New as a Rarity: A Reevaluation of the Philosophical Implications of Deleuze’s Cinema Books”, Jakob Nilsson (Stockholm University)

“Visions of the Intolerable: Deleuze on Ethical Images”, Joseph Barker (Pennsylvania State University)

“Artaud Versus Kant: Annihilation of the Imagination in the Deleuze’s Philosophy of Cinema”, Jurate Baranova (Lithuanian University of Educational Sciences)

“Para Além da Imagem-Cristal: Contributos para a Identificação de uma Terceira Síntese do Tempo nos Cinemas de Gilles Deleuze”, Nuno Carvalho (University of Lisbon)

BOOK REVIEWS

Ecologies of the Moving Image: Cinema, Affect, Nature”, Niall Flynn (University College Cork)

Brutal Vision: The Neorealist Body in Postwar Italian Cinema”, Adam Cottrel (Georgia State University)

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Cinema: Journal of Philosophy and the Moving Image: 1 | 2 | 3 | 4 | 5

Cinema & Filosofia

27.12.2014

Foi recentemente publicado pelas Edições Colibri uma colecção de ensaios que condensa muito do trabalho de investigação conduzido no âmbito do projecto “Cinema e Filosofia: Mapa de um Encontro”, coordenado pelo João Mário Grilo. Cinema & Filosofia: Compêndio reúne textos sobre 18 tópicos, da percepção ao arquivo. O meu capítulo é dedicado ao cinemático e tem por título “O Conceito Aberto de Cinemático”.

Mundo Sur/real (9)

16.12.2014


The Heart of the World (O Coração do Mundo, 2000).


Os Canibais (1988).



Barton Fink (1991).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.

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Revista Alma Azul 10

15.12.2014


Esta Revista Alma Azul inclui um texto meu, “Fotografar, Filmar, Escrever”, escrito a partir de um poema de Al Berto, e lido pelo Ricardo Correia e por mim na Casa da Esquina em Março deste ano. Há de certeza muito a descobrir nas páginas deste número. Fica o convite para a próxima quinta-feira.

Mundo Sur/real (8)

09.12.2014


Les Jeux des anges (Os Jogos dos Anjos, 1964).


A Zed & Two Noughts (Um Z e Dois Zeros, 1985).



Neco z Alenky (Alice, 1987).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.

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From Us to Us

07.12.2014


Um Adeus Português.


Tomorrow I participe in a one-day event on Portuguese cinema and the Carnation Revolution held at University College London and co-organized by the University of Coimbra. I am thankful for the invitation and I would like to express my gratitude to André Rui Graça. Further information about the papers and the speakers may be found here.

Here is an outline of my talk, which is titled “From Us to Us: Um Adeus Português in 1980’s Portugal”:

The central topic of Um Adeus Português (A Portuguese Farewell, 1986), directed by João Botelho, is memory in Portuguese society — more precisely, the necessity of memory and its sparse presence in 1980’s Portugal. The film alternates scenes in the past, set in 1973 during the colonial war in Africa, with scenes in the present, set in 1985 in rural and urban areas of Portugal. A soldier dies in the war and the family gathers twelve years after his death. This study is anchored to four thematic concerns that are addressed in the twelve segments of the film: the colonial war, class relations, labour, and religion. My analysis emphasises the context of the film, interpreting it as a meditative depiction of the difficulty of coming to grips with the Portuguese nation’s history and the suffering of its people in a particular time. Um Adeus Português was released in the year when Portugal entered the European Economic Community. Such a moment served the narrative of Portugal as transitioning from an Atlantic past to an European destiny. It, once again, eluded the much needed conversation between us, from us to us, as Portugal integrated a capitalist structure of dominion that was further developed within the European Union. For Botelho, the colonial war had become history and therefore could be reflected upon. Influenced by the materialist filmmakers Jean-Marie Straub and Danièle Huillet, the director uses the constant back and forth between a distant past (in dense black and white) and an opaque present (in postcard-like colour) only to reveal an absence in between them: the 25th April Revolution of 1974, an event connected with the end of the war as well as with profound social and economic changes that opened the possibility of a different future. The revolution is not yet history.


Mundo Sur/real (7)

02.12.2014


Dwaj Ludzie z Szafy (Dois Homens e um Roupeiro, 1958).


Eraserhead (No Céu Tudo é Perfeito, 1977).



Videodrome (Experiência Alucinante, 1983).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.

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