As Estátuas Também Morrem

22.06.2015

Entendimentos do Cinema

17.06.2015


Juventude em Marcha (2006).


O n.º 174 da revista Vértice acabou de sair e inclui um ensaio meu com o título “Entendimentos do Cinema: A Linguagem Analítica e Crítica para Daniel Frampton e David Bordwell”. Na sua base está uma palestra que apresentei na Universidade NOVA de Lisboa e na Universidade do Minho em 2009.

Francesco, Jester of God

10.06.2015


Francesco, giullare di Dio.


The literal translation of Francesco, giullare di Dio (The Flowers of St. Francis, 1950), directed by Roberto Rossellini, is “Francis, God’s Jester”. The English title is connected with one of the sources for the film, Brother Ugolino’s The Little Flowers of Saint Francis,[1] a book on St. Francis and the first Franciscans composed at the end of the 14th century. The other source is a volume on the life of Brother Ginepro, who is a central figure in this portrayal of Franciscan spirituality. In fact, Ginepro is the one traditionally called “the jester of the Lord”, not Francis. His energetic altruism often blinds him to the consequences of his actions, such as cutting the feet of a pig for a sick brother thinking that the animal wanted to help. He has wild ideas, like cooking enough food for two weeks in order to go preach. He does things that seem foolish, like giving his tunic to someone in need or letting someone else rob him of his habit, after Francis tells him not to give away the only piece of garment that he possesses.

Rossellini and his co-writer Federico Fellini, with the contribution of two priests, Félix A. Morlion OP, and Antonio Lisandri OFM, connect the Franciscans’ devoutness with the joy of life. It is as if the friars (who were real friars) are constantly daydreaming, dreaming without stepping out of reality — which means that the film is a fruitful encounter and dialogue between Rossellini’s and Fellini’s cinematic sensibilities. Worshipping God, celebrating the marvels of the world, and working and living together as a classless, brotherly community are one and the same. This delighted celebration involves paying attention and being surprised by nature as well as by the people they come across. It entails caring for them.

Francesco, giullare di Dio was released in the same year as Stromboli (1950). Both were generally badly received at the time and re-evaluated years after. The film presents a series of episodes, following the usual discontinuous structure of Rossellini’s films that sequence intense slices of life. In the message that accompanied the release, the director discusses what he calls “the spiritual itinerary” of his films. He confesses that Germania anno zero (Germany Year Zero, 1948), the last tome of his war trilogy, was a world that had “reached the limits of despair”. Stromboli was the rediscovery of faith. After this film, the filmmaker wanted to look for the greatest realisation of the Christian ideal. He found it in St. Francis and he wanted to capture the simplicity, innocence, and delight that emanated from his spirit.

In a short text, Martin Scorsese claims that he has never seen the life of a saint “treated on film with so little solemnity and so much warmth”.[2] Scorsese notices that reverence is a usual problem in the films that portray saints, because it is “at odds with the way the saints must have felt about themselves”.[3] In fact, the persons who are considered saints were simple and modest. They did not saw themselves as perfectly virtuous. Rossellini proposes therefore a neo-realist portrayal of Francis and his friends, including Sister Clare, a female companion. Such an approach influenced Pier Paolo Pasolini and his Il vangelo secondo Matteo (The Gospel According to St. Matthew, 1964). We may say that Pasolini looks at Jesus in the same way that Rossellini had looked at Francis.

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[1] Ugolino Boniscambi, The Little Flowers of Saint Francis, ed. Jon M. Sweeney (Orleans, MA: Paraclete Press, 2011).
[2] Martin Scorsese, “A Personal Appreciation” (2005), par. 1, http://www.eurekavideo.co.uk/moc/catalogue/francesco-giullare-di-dio/essay/.
[3] Ibid., par. 2.

SERIES

04.06.2015


There is a new academic journal on television series. It is called SERIES: International Journal of TV Serial Narratives, an editorial project between the Polytechnic University of Valencia and the University of Bologna. I am honoured of be a member of the Scientific Committee. The first issue is available here for viewing and download.

False Movements

01.06.2015

Película: Latin’ América (3)

26.05.2015


La nana (A Criada, 2009).



Nueve reinas (Nove Rainhas, 2000).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras. Este ciclo foi programado por alunos do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra: Eduardo Duarte, Francisco Frutuoso, José Clive Castro, Luís Fernandes, Rafael Marques, Vasco Assis.

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“Película: Latin’ América”: (1) | (2)

O Cinema como Ética

20.05.2015


Kapò.


O quinto encontro anual da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM) começa oficialmente amanhã, 21, e termina no sábado, 23, no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. Apresentarei uma comunicação no último dia intitulada “O Cinema como Ética”, uma reflexão a partir de textos de Jacques Rivette, Serge Daney, e José Barata-Moura. Eis o resumo:

A ética tem uma história na filosofia, mas tem também uma história no cinema. Simplificaríamos muito se afirmássemos que a segunda história é um simples produto da primeira. Será, até certo ponto, na medida em que a filosofia foi traçando o amplo campo de pensamento a que chamamos ética, mas a questão no cinema foi-se colocando de modo específico. O tópico teve uma abordagem particularmente penetrante por parte dos críticos-cineastas da Nova Vaga Francesa que se colocava, em simultâneo, nos planos da criação e da fruição. Se o cinema tinha sido antes de mais analisado como estética, aqui o cinema passou a ser abordado também como ética. Segundo este entendimento, a equação da arte só se constitui de forma crítica a partir do cruzamento destas duas dimensões. A revisitação e análise do artigo de Jacques Rivette, “Da Abjecção”, sobre o filme Kapò (1961) permite-nos fixar os termos precisos da discussão — e expressos noutros textos, como a mesa redonda sobre Hiroshima mon amour (Hiroshima, Meu Amor, 1959), na qual Jean-Luc Godard afirmou “O travelling é uma questão moral.” Tal discussão relaciona-se tanto com as escolhas de quem cria como com as respostas de quem frui, mas igualmente com as suas determinações, no emaranhado social e histórico de que fazem parte e na marca de individualidade que protagonizam. Considerar o cinema como ética passa portanto por rejeitar a retórica da ética, mais ou menos moralista, para assumir o cinema enquanto prática.

O programa da conferência e os resumos das comunicações podem ser consultados aqui. Os oradores convidados são Laura Rascaroli (Universidade de Cork), Lúcia Nagib (Universidade de Reading), e Toby Miller (Universidade de Cardiff/Universidade Murdoch).

Película: Latin’ América (2)

19.05.2015


María, llena eres de gracia (Maria Cheia de Graça, 2004).



Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras. Este ciclo foi programado por alunos do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra: Eduardo Duarte, Francisco Frutuoso, José Clive Castro, Luís Fernandes, Rafael Marques, Vasco Assis.

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“Película: Latin’ América”: (1)

Um Encontro Desencontrado em Tempo de Guerra

07.05.2015


O novo número da Via Latina: Fórum de Confrontação de Ideias, revista publicada pela Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra, é dedicado ao tema da Semana Cultural da Universidade de Coimbra deste ano: tempo de encontro(s). Contribuí para este número com um pequeno ensaio sobre o filme Paisà (Libertação, 1946), realizado por Roberto Rossellini, a que chamei “Um Encontro Desencontrado em Tempo de Guerra”. Está disponível aqui.

Antropologia, Cinema e Sentidos

07.05.2015