Película: Latin’ América (3)

26.05.2015


La nana (A Criada, 2009).



Nueve reinas (Nove Rainhas, 2000).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras. Este ciclo foi programado por alunos do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra: Eduardo Duarte, Francisco Frutuoso, José Clive Castro, Luís Fernandes, Rafael Marques, Vasco Assis.

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“Película: Latin’ América”: (1) | (2)

O Cinema como Ética

20.05.2015


Kapò.


O quinto encontro anual da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM) começa oficialmente amanhã, 21, e termina no sábado, 23, no ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa. Apresentarei uma comunicação no último dia intitulada “O Cinema como Ética”, uma reflexão a partir de textos de Jacques Rivette, Serge Daney, e José Barata-Moura. Eis o resumo:

A ética tem uma história na filosofia, mas tem também uma história no cinema. Simplificaríamos muito se afirmássemos que a segunda história é um simples produto da primeira. Será, até certo ponto, na medida em que a filosofia foi traçando o amplo campo de pensamento a que chamamos ética, mas a questão no cinema foi-se colocando de modo específico. O tópico teve uma abordagem particularmente penetrante por parte dos críticos-cineastas da Nova Vaga Francesa que se colocava, em simultâneo, nos planos da criação e da fruição. Se o cinema tinha sido antes de mais analisado como estética, aqui o cinema passou a ser abordado também como ética. Segundo este entendimento, a equação da arte só se constitui de forma crítica a partir do cruzamento destas duas dimensões. A revisitação e análise do artigo de Jacques Rivette, “Da Abjecção”, sobre o filme Kapò (1961) permite-nos fixar os termos precisos da discussão — e expressos noutros textos, como a mesa redonda sobre Hiroshima mon amour (Hiroshima, Meu Amor, 1959), na qual Jean-Luc Godard afirmou “O travelling é uma questão moral.” Tal discussão relaciona-se tanto com as escolhas de quem cria como com as respostas de quem frui, mas igualmente com as suas determinações, no emaranhado social e histórico de que fazem parte e na marca de individualidade que protagonizam. Considerar o cinema como ética passa portanto por rejeitar a retórica da ética, mais ou menos moralista, para assumir o cinema enquanto prática.

O programa da conferência e os resumos das comunicações podem ser consultados aqui. Os oradores convidados são Laura Rascaroli (Universidade de Cork), Lúcia Nagib (Universidade de Reading), e Toby Miller (Universidade de Cardiff/Universidade Murdoch).

Película: Latin’ América (2)

19.05.2015


María, llena eres de gracia (Maria Cheia de Graça, 2004).



Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras. Este ciclo foi programado por alunos do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra: Eduardo Duarte, Francisco Frutuoso, José Clive Castro, Luís Fernandes, Rafael Marques, Vasco Assis.

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“Película: Latin’ América”: (1)

Um Encontro Desencontrado em Tempo de Guerra

07.05.2015


O novo número da Via Latina: Fórum de Confrontação de Ideias, revista publicada pela Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra, é dedicado ao tema da Semana Cultural da Universidade de Coimbra deste ano: tempo de encontro(s). Contribuí para este número com um pequeno ensaio sobre o filme Paisà (Libertação, 1946), realizado por Roberto Rossellini, a que chamei “Um Encontro Desencontrado em Tempo de Guerra”. Está disponível aqui.

Antropologia, Cinema e Sentidos

07.05.2015

V Encontro Anual da AIM

07.05.2015

Película: Latin’ América (1)

05.05.2015


Memorias del subdesarrollo (Memórias do Subdesenvolvimento, 1968).



Los olvidados (Os Esquecidos, 1976).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras. Este ciclo foi programado por alunos do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra: Eduardo Duarte, Francisco Frutuoso, José Clive Castro, Luís Fernandes, Rafael Marques, Vasco Assis.

Sessões do Carvão: “Película: Latin’ América”

04.05.2015



6 MAIO

18:30   Memorias del subdesarrollo (Memórias do Subdesenvolvimento, 1968), real. Tomás Gutiérrez Alea

21:30   Los olvidados (Os Esquecidos, 1976), real. Luis Buñuel

20 MAIO

18:30   María, llena eres de gracia (Maria Cheia de Graça, 2004), real. Joshua Marston

21:30   Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), real. Glauber Rocha

27 MAIO

18:30   La nana (A Criada, 2009), real. Sebastián Silva

21:30   Nueve reinas (Nove Rainhas, 2000), real. Fabián Bielinsky

Antes e Depois de Abril

28.04.2015


Brandos Costumes (1974).



Revolução [excerto] (1976).


Paredes Pintadas da Revolução Portuguesa (1976).


O Voo da Papoila (2011).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, os segundos às 21:30 (com um comentário do realizador Nuno Portugal), na Casa das Caldeiras.

Como reflectiu o cinema português o tempo do fascismo, o tempo da Revolução de Abril, e o tempo que esse processo anunciou sem cumprir? Estes filmes projectam esses tempos de diferentes formas. Brandos Costumes, terminado antes da revolução mas estreado em 1975, liga o espaço familiar ao espaço social, mostrando a relação entre a ideologia fascista e o sistema patriarcal. Revolução é um registo experimental da euforia da liberdade política, inscrita nas paredes e nas vozes que enchiam as ruas. Paredes Pintadas da Revolução Portuguesa é um documentário militante, produzido no âmbito da célula de cinema do PCP, que exalta a criatividade artísticas e política inscrita nos murais pintados em Lisboa. O Voo da Papoila perspectiva a revolução através de três personagens que olham o passado e o presente.

Sessões do Carvão: “Antes e Depois de Abril”

27.04.2015



29 ABR.

18:30   Brandos Costumes (1974), real. Alberto Seixas Santos

21:30   Revolução [excerto] (1976), real. Ana Hatherly | Paredes Pintadas da Revolução Portuguesa (1976), real. António Campos | O Voo da Papoila (2011), real. Nuno Portugal

Comentário de Nuno Portugal