O Cinema Político Brasileiro Contemporâneo:
Retratos de Identificação (2014) de Anita Leandro

12.11.2019

Ouvir Cinema

08.11.2019

É com imenso prazer que participo no dia 9 de Novembro no Encontro Nacional de Cineclubes na Curia, Anadia. Vou moderar uma mesa com o título “Ouvir Cinema”, com a participação de Branko Neskov (engenheiro de som), Tiago Fernandes (professor de som, UBI), e Joaquim Pavão (músico). Mais informações aqui.

Uma Ausência Tornada Presente

01.11.2019


Gestos e Fragmentos.

Participo no dia 19 de Novembro no II Encontro Internacional de História Oral do Cinema Português, que vai decorrer na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa. A minha comunicação tem o título “Uma Ausência Tornada Presente: Gestos e Fragmentos (1983)” e o seguinte resumo:

Gestos e Fragmentos (1983) integra uma trilogia na obra de Alberto Seixas Santos que inclui Brandos Costumes (1975), obra começada em 1972 no período fascista e terminada já depois do 25 de Abril de 1974, e Paraíso Perdido (1992), filme mais tardio sobre os traumas existenciais associados ao passado colonial português. Cada um deles olha para a Revolução dos Cravos adoptando uma perspectiva singular: focando-se na transição entre períodos históricos no caso de Brandos Costumes e centrando-se na relação com um passado que se tornou longínquo, mas permanece marcante, em Paraíso Perdido. Gestos e Fragmentos é um filme directamente sobre a revolução, dirigido quase uma década após os acontecimentos e produzido pelo Grupo Zero, Cooperativa de Cinema, uma estrutura indissociável do cinema que emergiu na revolução. A Lei da Terra (1977), sobre a Reforma Agrária, foi uma obra colectiva desse grupo. Na década de 1980, o 25 de Abril era sobretudo uma ausência no cinema português, como o confirmaria Um Adeus Português (1986), realizado poucos anos depois e construído exactamente em torno dessa ausência. Gestos e Fragmentos é assim um filme que contempla essa ausência e a torna presente, sem a querer decifrar completamente. A dimensão reflexiva do ensaio cinematográfico revela-se sobretudo na sua capacidade para questionar e redefinir as formas de representação no cinema — e até de problematizar o próprio conceito de representação. Gestos e Fragmentos faz isso através da combinação de vozes com diferentes modalidades discursivas: do militar Otelo Saraiva de Carvalho, do filósofo Eduardo Lourenço, e do cineasta estado-unidense Robert Kramer que interpreta um jornalista a investigar o processo revolucionário e contrarevolucionário.

Declaration of Solidarity with Chile from Academics Across the World

24.10.2019

My name is already on the list. Please join us here, fellow academics.

Investigar Pela Prática:
Olhando Para a Prática Artística Documental

24.10.2019

Bibi e os Crustáceos

22.10.2019

“A lula está a limpar o bar.” Estou a (re)ler um argumento para uma longa-metragem de animação, escrito por um mestrando brasileiro, sobre uma baleia grávida em busca de águas quentes. A prova de defesa é amanhã. Como não amar o meu trabalho?

Semana da Igualdade 2019: Milk – A Voz da Igualdade

22.10.2019


Milk – A Voz da Igualdade.

O Município da Figueira da Foz, em parceria com as entidades que desenvolvem intervenção na área da igualdade, programou um conjunto de atividades sob o mote da igualdade desenvolvidas entre os dias 21 e 27 de Outubro.

Esta Semana da Igualdade visa mobilizar os vários agentes locais e consciencializar a população em geral para as questões da igualdade, cidadania e não discriminação. No âmbito desta iniciativa, será exibido amanhã no Pequeno Auditório do CAE, pelas 21h, o filme Milk – A Voz da Igualdade (Milk, 2008). No final da projecção do filme, haverá um debate moderado por mim.

O Cinema Político Brasileiro Contemporâneo:
Marighella (2011) de Isa Grinspum Ferra

10.10.2019

Investigar Pela Prática: Cinema Documental

10.10.2019

Sessões do Carvão — O Cinema Falado
A Autoria no Cinema: Mostra de Cinema Documental Brasileiro

09.10.2019

Estudante e Orientador de Doutoramento

09.10.2019

Retirei esta imagem da página da Universidade de Kent sobre Investigação/Doutoramento (Research/PhD). Desde que defendi a minha tese de doutoramento em Estudos Fímicos a 8 de Dezembro de 2010 que nunca mais lá voltei. Hei-de regressar. Estudar no excelente departamento de cinema em Kent foi uma das experiências mais gratificantes da minha vida, logo à partida pelo facto de ter beneficiado de uma bolsa de doutoramento da própria universidade. Lembro-me bem.

Na sexta-feira passada, um estudante em Estudos Artísticos na Universidade de Coimbra, Markus Carpenter, orientado por mim, doutorou-se com distinção e louvor. Foi o terceiro, depois do Nuno Malheiro Lopes e da Jô Levy. É motivo de contentamento para mim que cada estudante tenha feito o seu caminho, na liberdade do que querem estudar, aprofundar, conhecer, sem que eu os tenha dirigido. Orientar é, para mim, ajudar a levar um projecto de outra pessoa a bom porto. Muito tenho aprendido. Espero que ela e eles também.

II Encontro Internacional de História Oral do Cinema Português

09.10.2019

Lá estarei no dia 19 de Novembro para apresentar uma comunicação sobre Gestos e Fragmentos (1983) num painel sobre a etnoficção no cinema documental pós-25 de Abril, os militares e o poder em Alberto Seixas Santos. Um agradecimento à Raquel (IHC-NOVA) pela organização deste evento que reúne um grupo impressionante de investigadores na Fundação Calouste Gulbenkian e pelo convite que me endereçou. A não perder.

Hollywood Glamoroso

30.09.2019

Começa amanhã o ciclo de cinema “Hollywood Glamoroso”, integrado na programação do Fila K Cineclube, em parceira com o LIPA - Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas. A selecção e apresentação dos filmes ficou a cargo de Miguel Moreira, doutorando em Estudos Artísticos da Universidade de Coimbra.

Research Visit to Blackfriars, Oxford

25.09.2019


Library, Blackfriars, University of Oxford.

I am thankful to Fr. Richard Conrad, OP for inviting me to visit Blackfriars, a Dominican Priory and one of the Permanent Private Halls of the University of Oxford, as a researcher in theology on 26 and 27 September.

I will use the library at Blackfriars and the Institute’s own small collection of books. I will converse with Richard on the subject of my MA dissertation in theology and, in particular, on Thomas Aquinas’ thoughts on the theological virtues. I am studying how some contemporary films represent, dramatise, and reflect the theological virtues, exploring how faith is voiced, hope is placed, and love is embodied in this medium.

O Ensaio Audiovisual na Era Digital

23.09.2019

X Encontro Anual da AIM CFP

16.09.2019

Chamada para Trabalhos
X Encontro Anual da AIM
27-30 de maio, 2020
Instituto Politécnico de Setúbal

O X Encontro Anual da AIM terá lugar no Instituto Politécnico de Setúbal entre 27 e 30 de maio de 2020, numa organização conjunta da AIM e a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. O Encontro Anual da AIM é uma conferência internacional onde todas as propostas serão submetidas a revisão por pares. Serão publicadas atas em formato electrónico.

Criada em 2010, a AIM pretende reunir em Portugal o conjunto de investigadores que têm em comum objetos e temas de pesquisa relacionados com a imagem em movimento. Com este objetivo, realizaram-se já nove encontros anuais: na Universidade do Algarve, Faro (2011), na Universidade Católica Portuguesa, Lisboa (2012), na Universidade de Coimbra (2013), na Universidade da Beira Interior, Covilhã (2014), no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (2015), na Universidade Católica Portuguesa, Porto (2016), na Universidade do Minho, Braga (2017), na Universidade de Aveiro (2018) e na Universidade de Santiago de Compostela, Espanha (2019).

A AIM convida à submissão de propostas de comunicação, em português, galego, castelhano ou inglês, que não excedam os 1500 carateres (incluindo espaços), nas seguintes áreas (que poderão ser alargadas a outras): cinema, televisão, vídeo e media digitais.

As propostas para o Encontro Anual podem ser submetidas por membros da AIM (inscrição gratuita) e por não-membros (taxa de inscrição de 60€, após aceitação). As contribuições poderão assumir a forma de comunicações individuais ou painéis pré-constituídos. Alguns painéis poderão ter respondentes. Os proponentes que já sejam membros da AIM terão de renovar a sua inscrição e proceder ao pagamento das quotas relativas à anuidade de 2020 até 15 de novembro de 2019 (30€/normal; 20€/estudante de licenciatura e mestrado).

Para mais informações sobre as condições de participação, formas de contribuição e submissão de propostas, consulte a Chamada para Trabalhos online, incluindo Chamada de Trabalhos dos GTs da AIM: http://aim.org.pt/?p=meeting&sp=cfp

O prazo para submissão de propostas termina a 15 de novembro de 2019.

* Call for Papers
10th AIM Annual Meeting
May 27-30, 2020
Polytechnic Institute of Setúbal

The 10th AIM Annual Meeting will be hosted at the Polytechnic Institute of Setúbal on May 27-30, 2020, in a joint organization of AIM and the Higher Education School of the Polytechnic Institute of Setúbal. AIM’s Annual Meeting is an international conference and all proposals will be peer reviewed. Proceedings will be published in electronic format after the meeting.

Founded in 2010, AIM – Portuguese Association of Researchers of the Moving Image aims to gather scholars and researchers whose common subjects and research interests are related to the moving image. With this in mind, nine annual meetings have been organized: at the University of Algarve, Faro (2011), at the Catholic University of Portugal, Lisbon (2012), at the University of Coimbra (2013), at the University of Beira Interior, Covilhã (2014), at ISCTE-IUL, University Institute of Lisbon (2015), at the Catholic University of Portugal, Porto (2016), at the University of Minho, Braga (2017), at the University of Aveiro (2018) and at the University of Santiago de Compostela, Espanha (2019).

We invite submissions for individual presentations and pre-constituted panels in Portuguese, Galician, Spanish or English, not exceeding 1500 characters (including spaces), in the areas of film, television, video, and digital media studies. The list is indicative and may include other areas.

In order to participate in the conference you can submit your proposal as an AIM member (free registration) or as a non-member (60€ registration fee, paid after acceptance). Each person may submit one paper proposal, either as an individual presenter or as part of a pre-constituted panel. Some panels may have respondents. Please note that, before submission, AIM members must renew their membership for 2020 until November 15, 2019 (30€/normal; 20€/student).

Further information about the terms of participation, forms of contribution and submission of proposals can be found in the online Call for Papers, which includes the Internal Call for Papers of the Working Groups: http://aim.org.pt/?p=meeting&sp=cfp

The deadline for submission of proposals is November 15, 2019.

Portugal e o Resto do Mundo Vistos pelo Cinema

12.09.2019


Raiva (2017).

O CineAvante! de 2019 esteve quase sempre à pinha. Uma alegria, portanto. A minha reportagem sobre este programa de filmes foi publicada hoje no jornal Avante! e está disponível aqui.

Cinema: Revista da FPCC 45

11.09.2019

Foi hoje lançado um novo número da revista Cinema: Revista da Federação Portuguesa de Cineclubes, dirigida pelo Paulo Cunha. Este n.º 45 inclui um dossiê especial dedicado ao Prémio António Loja Neves, com um artigo meu sobre a segunda longa-metragem de Silas Tiny, “O Canto do Ossobó: Reminiscências”, e contributos de Maria Veiga Copertino (UNESP), Michelle Sales (UFRJ), Sílvia Vieira (UAlg), Ana Cristina Pereira (UMinho), e Tiago Fernandes (UBI). A Elena Cordero Hoyo (UL) também escreve sobre a pioneira Virgínia de Castro e Almeida, Mariana Liz (UL) sobre o lugar do cinema na última Conferência Anual ICS, e Fernanda Barini Camargo (UNESP) sobre a parceira entre Manoel de Oliveira e Agustina Bessa-Luís. O número completo pode ser lido e descarregado aqui.

Questões de Género

11.09.2019

Agradeço à Isabel Araújo Branco o convite que me dirigiu para participar com uma comunicação neste ciclo. No dia 18 de Dezembro, partilharei a Sessão “Sexualidade e Cinema” com a Ana Bela Morais. Mas esta é apenas uma parte deste grande evento que começa este mês. Mais informações aqui.

Carlos Melo Ferreira: Até Sempre, Querido Professor

10.09.2019


No Quarta da Vanda (2000).

Foi com imenso prazer que contribuí para uma merecida e bonita homenagem do À Pala de Walsh ao Carlos Melo Ferreira. Para ler de fio a pavio aqui.

Beyond the Music

05.09.2019

Chauncey K. Robinson covered this year’s Avante! Festival for People’s World. She talked to me about the film program that I helped organize. It is all in her article, “Beyond the Music: Portugal’s Avante! Festival Combines Culture and Marxist Politics”.

CineAvante! 2019

05.09.2019

O programa completo do CineAvante! deste ano está disponível aqui. A selecção de filmes é diversificada, mantendo-se a aposta no cinema português, com documentários internacionais e as habituais sessões de cinema de animação.

Politics and Image

02.09.2015

The proceedings of the Politics and Image conference are now out, edited by Constantino Pereira Martins and Pedro T. Magalhães, in open access. The volume is available here and it includes my paper “The Class of Images: Sketch for a Research Project”.

Vem e Vê

29.08.2019


Vem e Vê.

Bem sei que a Rússia do presente está a chamar a si todo o grande património artístico criado na extinta União Soviética, mas não é preciso reproduzi-lo nos jornais portugueses. Vem e Vê (Idi i smotri, 1985), que estreia hoje em cópia restaurada, é um filme soviético, não russo. Foi rodado na República Socialista Soviética da Bielorrússia, actual Bielorússia, um país diferente da Federação Russa. Foi co-produzido pela bielorussa Belarusfilm e pela russa Mosfilm. Dito isto, corram a vê-lo.

Momentos-Variações

27.08.2019


Variações (2019).

Variações. O filme escrito e realizado pelo João Maia, com a assistência do Miguel Raposo, produzido pelo Fernando Vendrell e pela Ana Figueira, fruto do trabalho conjunto de outros talentos, é uma obra que mergulha na cultura portuguesa de forma densa e sensível. Nela encontramos António, um homem e um artista no qual confluem múltiplas dimensões históricas, sociais, espirituais, emocionais dessa cultura, sem quebrar o mistério que moldou a sua vida e a sua arte. No fim, o que fica é uma voz que chama toda a gente. A existência de António surge como uma sucessão de momentos-variações sobre uma solidão em busca da proximidade, do contacto, do enlaço.

Save the Date!: X Encontro da AIM

31.07.2019

Carlos Melo Ferreira (1946-2019)

28.07.2019

Com o falecimento do Carlos Melo Ferreira, estamos de luto.

Natural de Lisboa, doutorado em Ciências da Comunicação com especialidade em cinema pela Universidade Nova de Lisboa, Professor Jubilado da Escola Superior Artística do Porto, investigador integrado do Centro de Estudos Arnaldo Araújo, docente convidado do Mestrado em Comunicação Audiovisual da Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto, foi alguém cujo trabalho dedicado marcou de forma indelével os estudos de cinema em Portugal. Como crítico, investigador, e professor, o Carlos era insaciável e generoso. Deixou vários livros que compõem uma constelação dos seus interesses e amores: O Cinema de Alfred Hitchcock (1985), Truffaut e o Cinema (1991), As Poéticas do Cinema: A Poética da Terra e os Rumos do Humano na Ordem do Fílmico (2004), Cinema: Uma Arte Impura (2011), e Pedro Costa (2018) nas Edições Afrontamento, Cinema Clássico Americano: Géneros e Génio em Howard Hawks (2018) nas Edições 70, mais Cruzamentos: Estudos de Arte, Cinema e Arquitectura (2007) e Corte e Abertura (2015) publicados pelo Centro de Estudos Arnaldo Araújo. Marcou presença na blogosfera, tirando partido das novas tecnologias de escrita, com Some Like It Cool (2012-2016) e depois Some Like It Hot (2017-2019).

As minhas sentidas condolências aos membros da sua família e a outras pessoas próximas. O Carlos foi também membro da Associação de Investigadores da Imagem em Movimento. Como actual presidente da associação, cabe-me transmitir a muita estima que tenho (e temos) pelo apoio que ele sempre deu este projecto e a sua activa participação nas suas actividades.

Rutger Hauer (1944-2019)

20.07.2019


Blade Runner (1982).

Sucessivos Espantos

12.07.2019


Valha-me Deus.

Para além de diferenças e rupturas, acidentes e contradições, a obra de Jean-Luc Godard foi sempre comandada por uma tenaz pedagogia ligada ao desejo de ver. Em muitos momentos do seu cinema, o dispositivo é tornado visível: da estrutura espacial de Tudo Vai Bem (Tout va bien, 1972) à mão que avança sobre a lente em Valha-me Deus (Hélas pour moi, 1993). Nos seus filmes, toda a imagem é o resultado da colisão entre a teia da matéria e o vetor da imaginação e do pensamento.

A consciência exacta da solidão de cada ser — no limite, de cada imagem — num universo saturado de comunicação e desencantado pela obrigação de comunicar é uma das questões centrais de Valha-me Deus. Obras como esta assemelham-se a paisagens de encontros e desencontros de solidões que se cruzam. A relação com os corpos e os espíritos é tão ascética quanto carnal. São exercícios do olhar gerados a partir da própria dificuldade de ver. Em Valha-me Deus, os movimentos dos actores e o ritmo das imagens recompõem o mundo a cada instante através de sucessivos espantos.

Lives in Transition

08.06.2019

1st International Conference on Cinema, Philosophy and... Children's World

07.06.2019


La Ciénaga.

The first international conference on cinema, philosophy and children’s world will be held next week in Lisbon, organised by Nova Institute of Philosophy, in a partnership with Nova Institute of Communication and the Centre for 20th Century Interdisciplinary Studies - University of Coimbra. The complete program is available here. I am chairing Deborah Martin’s (University College London) keynote session, “‘Seen Through Gestures’: Children’s Hands, Space and the Child’s World in Film”, on the second day. La Ciénaga (2001), directed by Lucrecia Martel, will be screened after her talk and she will make some comments on the film.

Dia Aberto: Mestrados do DHEEAA
(incluindo o Mestrado em Estudos Artísticos)

17.06.2019

Afroeuropeans

15.06.2019

Esta Residência Artística é organizada no âmbito do projeto de investigação “À margem do cinema português: estudo sobre o cinema afrodescendente produzido em Portugal” financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e conta com a participação dos artistas afro-europeus: Benjamin Abras, Silas Tiny, Sofia Rodrigues e Vanessa Fernandes. É coordenada pela investigadora e professora Michelle Sales (UFRJ/CEIS20) com assistência de Jorge Cabrera (CAUC), e conta com a minha participação (FLUC/CEIS20/LIPA), do Pedro Pousada (CAUC), do Fernando Matos Oliveira (FLUC/CEIS20/TAGV) e do artista André Feitosa (CAUC).

O programa visa proporcionar espaço criativo e de diálogo para artistas afro-europeus a fim de catalisar novos trabalhos, projetos em comum e formação de novas redes de trabalho e colaboração. Esta residência interessa-se pelo aprofundamento de questões políticas e identitárias que dizem respeito aos modos de pensar, sentir e existir afro-europeus em contextos urbanos violentos, pós-industriais e pós-coloniais em crise.

Esta iniciativa conta com o apoio do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) da Universidade de Coimbra, do Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas (LIPA) da Universidade de Coimbra, do Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) e do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

Digitações

11.06.2019

Estarei pelo Brasil daqui a alguns dias, mais concretamente na Universidade de Brasília. Deixo o convite para a palestra que vou apresentar no dia 18, organizada pela Faculdade de Comunicação (FAC), o Grupo de Pesquisa em Literatura, Artes e Midias (LIAME), o Instituto de Letras (IL), e o Programa de Pós-Graduação em Literatura e Práticas Sociais (PósLit):

Esta palestra centra-se na fabricação de imagens em movimento no cinema digital. Este processo será discutido através de uma poética do trabalho, em vez de uma pura poética das formas, portanto de um estudo de processos que integra a produção na análise de filmes digitais. Influenciada pelo trabalho de Giuliana Bruno sobre a materialidade na cultura visual contemporânea, esta abordagem considera que a materialidade diz respeito à substância das relações materiais e não apenas aos materiais em si. Em três movimentos interligados que combinam discussão teórica com análise fílmica, esta palestra explora a digitalização como processo, o labor do digital e, finalmente, a produção cinematográfica digital. O argumento apresentado é o de que tornar o fabrico visível nos filmes digitais é transformar as suas imagens em movimento naquilo que tenho vindo a chamar de “imagens digitadas”, que podem ser relacionadas com o conceito de pós-digital. Isto é, que é o emprego das mãos que fabrica essas imagens, deixando uma série de marcas na sua composição e modulação, de gestos no sentido de Giorgio Agamben: o processo de tornar um meio visível enquanto tal.

As Kindled Wood

07.06.2019


Silent Light (Stellet Licht, 2007).

I am participating in the Early Career Conference in Catholic Theology and Catholic Studies, an event organised by the Centre for Catholic Studies at Durham University, with support from The Newman Association, The Catholic Record Society, and The Tablet on 12 June. My paper is called “As Kindled Wood: Imagery in the Thomistic Account of the Theological Virtues” and it is part of my dissertation for the MA (Res) in Theology at Durham. Here is the abstract:

In the Summa Theologica, Thomas Aquinas uses the image of wood on fire to discuss the theological virtues and the difference between the nature of human beings and that of God. He says that the nature of things can be defined in two ways: essentially and by participation. In essence, God and human beings have distinct natures and so the theological virtues whose object is God and divine nature transcends human creatures and their nature. But Thomas also argues that this sharp distinction is somehow blurred in the definition by participation that stresses how humans can take part in divine life. He writes: “as kindled wood partakes of the nature of fire […], after a fashion, man becomes a partaker of the Divine Nature, […] so that these virtues are proportionate to man in respect of the Nature of which he is made a partaker.”

This paper aims at meditating on the uses of this image in Thomas’s commentaries on the theological virtues. Kindled wood is used in an analogical sense (as) as well as a purposive sense (so that). This discussion relates to my research on the theological virtues in contemporary cinema and to the way in which the imagery of some films interrogate and deepen our understanding of these virtues. These cinematic examples, which I shall briefly explore, have similar functions to the image of kindled wood, but are more dense and complex. They are not analogical, but depictive, representational. Yet still (and this is a most important theological point, I think), a depiction of theological virtues or divine gifts is always analogical, in the sense that it resembles what it tries to describe or to render yet it’s still invariably different (such divine things cannot be fully described or rendered in detail) — as different as God and creature. They allow us to develop insights about these divine gifts through human portraits.

Digitar o Digital

20.05.2019


Adeus à Linguagem.

No próximo dia 23 participo no primeiro Seminário de Primavera (On Cinema), organizado pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola de Artes da Universidade Católica Portuguesa, Porto, e o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (ILCML) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Trata-se de um novo fórum de discussão das novas práticas de investigação sobre cinema. Surge da necessidade de pensar como a cultura fílmica tem evoluído, como a sua experiência estética se transformou, e como podemos caracterizá-la no presente. Mais informação aqui.

O meu contributo intitula-se “Digitar o Digital” e tem o seguinte resumo:

Sendo o cinema digital frequentemente baseado numa estética da pós-produção, o trabalho que produz as suas imagens em movimento torna-se menos visível do que no cinema analógico, que depende mais da fase de rodagem. Este desaparecimento do trabalho e dos trabalhadores na indústria cinematográfica pode ser transformado em presença através da análise fílmica, atendendo ao modo como o filme torna presente as operações que o geraram. Embora o cinema digital, como toda a arte digital, se materialize na produção, a sua natureza aparentemente imaterial ou multimaterial tem facilitado o apagamento e o esquecimento do trabalho que o origina. As imagens em movimento produzidas por esse tipo de filme podem ser consideradas como pertencentes a uma longa linha de imagens produzidas pela mão humana, usada há dezenas de milhares de anos para servir como estêncil ou para manipular pigmentos na pintura rupestre pré-histórica, e empregue hoje para criar e moldar elementos digitais para o cinema. As imagens digitais são, neste sentido e em primeiro lugar, imagens digitadas. Ou seja, é o emprego das mãos e dos dedos que fabrica essas imagens e deixa uma série de marcas na sua composição e modulação. Por isso, é necessário considerar como elas são produzidas e sob que condições, não apenas neutralizando a obliteração e a desvalorização do trabalho, mas também reconhecendo que a apreciação estética do cinema digital deve levar em conta a produção na sua base. Para desenvolver esta reflexão dialogarei com pensadores como D. N. Rodowick, Claire Colebrook, e Jacques Derrida, e analisarei brevemente dois filmes recentes de Jean-Luc Godard: Adeus à Linguagem (Adieu au langage, 2014) e O Livro de Imagem (Le livre d’image, 2018).

Apresentação de Dar a Ver o que nos Cega de Abílio Hernandez Cardoso

16.05.2019

Jean-Claude Brisseau (1944-2019)

12.05.2019


Céline (1992).

Um Corpo Vivo

10.05.2019


Ida.

O IX Encontro Anual da AIM começa oficialmente no dia 13 e prolonga-se até ao dia 16 deste mês. A comunicação que vou apresentar neste encontro tem o título “Um Corpo Vivo: Corporeidade e Amor em Ida”. Eis o resumo:

Ida (2013) é aqui analisado cruzando os estudos fílmicos e a teologia. Este filme polaco narra a estória de uma noviça chamada Ida em 1962. Ela sai pela primeira vez do convento para conhecer a tia, uma juíza caída em desgraça depois do período estalinista, e descobrir que a sua mãe e o seu pai eram judeus e foram mortos durante a ocupação nazi. A minha leitura teológica chama a atenção para o modo como as descobertas sobre o passado da protagonista e do país envolvem experiências novas na vida dela. São experiências que ela não teve porque viveu isolada do resto do mundo num ambiente religioso. Há nelas uma tensão entre as dimensões social e individual, física e espiritual, que torna o trajecto dela num caminho de discernimento pessoal marcado pelo fundamento do amor. Em De Trinitate, Agostinho lembra que Deus só é visível para quem ama. A corporeidade é central neste percurso desde a primeira cena, em que Ida retoca a pintura de uma estátua de Cristo quase da sua estatura que, a espaços, pontua o filme como uma presença que a acompanha e interpela. Como a luta de Jacob com Deus (Gen 32,22-32), a de Ida será feita corpo a corpo — ao contacto com a estátua podemos acrescentar a recolha dos ossos dos seus progenitores e o encontro sexual com um saxofonista. Estes momentos vão fazendo o seu corpo mais vivo, a sua vida mais intensa, mais participante na natureza divina e mais animada pelo amor divino. No fim, a câmara fixa torna-se móvel para acompanhar a sua determinação.

O Nosso Dia

05.05.2019


Tudo em Jogo (1998).

Lembras-te, mãe? O nosso jantar caseiro de cachorros-quentes com mostarda diante do ecrã. He Got Game. A fotografia enérgica de Malik Hassan Sayeed. A montagem acrobática de Barry Alexander Brown. A música expressiva de Aaron Copland. A direcção atentíssima de Spike Lee. Denzel Washington como nunca, como sempre. Espero que te lembres como eu, hoje que te recordo.

Ciclo de Cinema Argentino

02.05.2019

Aproveitando a estreia da peça Ala de Criados, escrita pelo dramaturgo argentino Maurício Kartun e encenada por Marco António Rodrigues, o Teatrão co-organiza com o LIPA - Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas um ciclo de cinema argentino de 7 a 28 de Maio. As quatro sessões terão lugar na Tabacaria da OMT - Oficina Municipal do Teatro. A primeira sessão inclui comentários meus e de Marco António depois da projecção de O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos, 2009), realizado por Juan José Campanella e escrito por Eduardo Sacheri e Campanella.

A Geometria da Atracção

30.04.2019


Shining.

O espaço e as figuras que o ocupam são elementos da materialidade do cinema, nos quais se inclui também o formato da imagem, entre outros. Realizadores como Stanley Kubrick deram grande relevo a esses elementos geométricos. Em Shining (The Shining, 1980), o desenho dos espaços, os padrões que os decoram, os movimentos fluídos dos planos, fazem vacilar a noção de enquadramento instante a instante. A sensação de que o espaço nos contém era semelhante àquela que tínhamos experimentado noutro filme seu: 2001: Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968). Aliás, é interessante notar como ambos os filmes baseiam muita da sua expressividade na construção de um permanente efeito de atracção (a influência emocional e psicológica de que falava Sergei Eisenstein) com características diferentes: sugador em Shining, dilatador em 2001: Odisseia no Espaço.

Contra Tudo o que Era Velho

25.04.2019

Escrevi um artigo para o novo número da Diagonal, revista retomada em boa hora pelo Sector Intelectual do Porto do Partido Comunista Português. O número foi apresentado publicamente no passado dia 13 no portuense Palacete dos Viscondes de Balsemão. O meu artigo enquadra-se num dos temas em destaque, a Revolução de Abril — o outro é a Guerra Civil de Espanha. Levou o título “Contra Tudo o que Era Velho: A Revolução de Abril e o Cinema”.

Atas do VIII da AIM

24.04.2019

Já estão disponíveis as Atas do VIII Encontro Anual da AIM que decorreu na Universidade de Aveiro em Maio de 2018. Com edição de Daniel Ribas (Universidade Católica Portuguesa), Manuela Penafria (Universidade da Beira Interior), e minha, o e-livro reúne algumas das comunicações apresentadas neste evento científico. Pode ser descarregado aqui, junto com as Atas dos anos anteriores.

Phil Solomon (1954-2019)

22.04.2019


Still Raining, Still Dreaming (2008-9).

Sessões do Carvão — O Cinema Falado
A Batalha de Argel (1966) / Érica Faleiro Rodrigues

18.04.2019

IX Encontros Arraianos de Cinema

15.04.2019