Esfir Shub

14.12.2017

O jornal Avante! publicou hoje um artigo que escrevi com o intuito de celebrar a relação entre a Revolução de Outubro e o cinema. Ao mesmo tempo, é uma homenagem a uma grande cineasta soviética, pouco lembrada e estudada. “Esfir Shub: Mulher, Cineasta, Revolucionária” está disponível para ser lido aqui.

Líquida Força, Líquida Fragilidade

13.12.2017


As Águas de Sua Mãe.

A colecção de ensaios UBICinema 2007-2017 foi apresentada recentemente na Covilhã. Contém um comentário meu sobre o filme As Águas de Sua Mãe (2014), escrito e realizado por Paulo Lima, ao qual dei o título “Líquida Força, Líquida Fragilidade”. É apenas um dos muitos textos incluídos num livro que está disponível para ser descarregado aqui.

As Mulheres pelo Mundo (3)

12.12.2017


Mustang (2015).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. Integra um programa cinematográfico da responsabilidade de Caroline Turner (Universidade de Glasgow), estagiária Erasmus+ no Curso de Estudos Artísticos.
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“As Mulheres pelo Mundo”: (1) · (2)

UBICinema 2007-2017

11.12.2017

É hoje lançado o livro UBICinema 2007-2017, às 21h30, na Tinturaria da Covilhã. O volume foi organizado pela Ana Catarina Pereira e pelo Luís Nogueira e celebra dez anos de filmes saídos do curso de cinema da Universidade da Beira Interior. Tive o prazer de contribuir para esta obra com um texto sobre o filme As Águas de Sua Mãe (2014). Bem hajam, Ana Catarina e Luís.

A Incomunicação

11.12.2013

O Comum da Diferença

07.12.2017


“É p’ra Amanhã”.

Com Variações sobre António: Um Colóquio em Torno de António Variações, a Universidade de Coimbra coloca-se na dianteira, celebrando e reflectindo sobre a obra de um enorme artista português. O evento decorre hoje e amanhã em diversos espaços da cidade. Foi organizado pelo Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura e pelo Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras. Toda a informação está disponível aqui.

Tive a honra de integrar a Comissão Científica do colóquio e vou apresentar uma das suas conferências plenárias, hoje à tarde. Dei-lhe o título “O Comum da Diferença: Sobre os Vídeos Musicais de António Variações”. A obra musical de António Variações publicada em vida foi curta. Contou apenas com dois álbuns, Anjo da Guarda (1983) e Dar & Receber (1984). Pouco tempo depois da publicação do segundo, o compositor e cantor faleceu com 40 anos, sem deixar um único vídeo musical associado ao segundo disco. Mas, tanto quanto sei, legou-nos apenas três telediscos de canções do primeiro disco: “Estou Além” (1982), “O Corpo é que Paga” (1983), e “É p’ra Amanhã” (1983). É sobre eles que falarei.

Um Cinema em Revolução

06.12.2017


Padenie Dinastii Romanovikh (A Queda da Dinastia Romanov, 1927).

Participo hoje num encontro sobre o centenário da Revolução de Outubro com o título “Revolução Russa: Historiografia, Política, Cultura e Actualidade” no ISCTE-IUL. A minha contribuição para a discussão chama-se “Um Cinema em Revolução: A Revolução de Outubro e a Vanguarda Cinematográfica”.

A Revolução de Outubro desenrolou-se também no campo da arte. No caso do cinema, gerou-se um movimento de vanguarda que marcou a história do mudo tardio até à transição para o sonoro de forma ainda mais profunda que os outros dois grandes movimentos de vanguarda na Europa, o impressionismo francês e o expressionismo alemão. O cinema de montagem soviético foi em simultâneo mais consistente e mais diverso. Mais consistente, porque teve um elemento central tornado questão crítica: a montagem, a sucessão das imagens e a sua articulação. Mais diverso, porque produziu realizações práticas e reflexões teóricas muito diferentes, por vezes opostas. Há uma relação estreita entre esta vanguarda artística e a vanguarda política que foi nascendo nos congressos dos sovietes. O contexto social revolucionário fez brotar e conseguiu alimentar a revolução no cinema. Tal torna-se evidente se analisarmos, em particular, a obra de Lev Kuleshov, Vsevolod Pudovkin, Dziga Vertov, Sergei Eisenstein, e Esfir Shub.

As Mulheres pelo Mundo (2)

05.12.2017


Wadja (O Sonho de Wadjda, 2012).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. Integra um programa cinematográfico da responsabilidade de Caroline Turner (Universidade de Glasgow), estagiária Erasmus+ no Curso de Estudos Artísticos.
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“As Mulheres pelo Mundo”: (1)

Variações sobre António

04.12.2017

Na próxima semana, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra acolhe Variações sobre António: Um Colóquio em Torno de António Variações nos dias 7 e 8 de Dezembro. O evento é organizado pelo Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura e pelo Curso de Estudos Artísticos da faculdade. Vai reunir um conjunto muito variado de perspectivas e estudos sobre a espantosa obra de António Variações. Mais informações aqui.

No Centenário da Revolução de Outubro (1917):
“Revolução Russa: Historiografia, Política, Cultura e Actualidade”

29.11.2017

As Mulheres pelo Mundo (1)

28.11.2017


Persepolis (Persépolis, 2007).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. Integra um programa cinematográfico da responsabilidade de Caroline Turner (Universidade de Glasgow), estagiária Erasmus+ no Curso de Estudos Artísticos.

Este ciclo centra-se nas várias experiências das mulheres pelo mundo, os problemas que enfrentam, a sua solidariedade e a sua força. O feminismo intersecional é um feminismo inclusivo que considera as diferenças circunstanciais das mulheres, por exemplo, a sua sexualidade, a sua raça, a sua classe vai afetar as suas vidas e o modo como elas experienciam o sexismo assim como outros tipos de discriminação. Tendo isto em conta, estes filmes olham para mulheres e raparigas de diferentes lugares no mundo e mostram as maneiras como lutam e rejeitam o patriarcado.

Sessões do Carvão: “As Mulheres pelo Mundo”

28.11.2017

29 NOV.

21:30   Persepolis (Persépolis, 2007), real. Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi

06 DEZ.

21:30   Wadjda (O Sonho de Wadjda, 2012), real. Haifaa Al-Mansour

13 DEZ.

21:30   Mustang (2015), real. Deniz Gamze Ergüven

20 DEZ.

21:30   Todo sobre mi madre (Tudo Sobre a Minha Mãe, 1999), real. Pedro Almodóvar

A Pedra e a Carne

27.11.2017


Oktiabr: o derrube do czarismo.

O AbrilAbril publicou hoje um artigo meu com algumas notas sobre Oktiabr (Outubro, 1928), o filme sobre a Revolução de Outubro realizado por Sergei Eisenstein com a colaboração de Grigoriy Aleksandrov. As observações que compõem “A Pedra e a Carne” (que pode ser lido aqui) resultam das apresentações e discussões em torno desta obra em que participei recentemente em Coimbra, Tires, e Lisboa.

  
Oktiabr: Lénine como estátua de agitação / Lénine como porta-voz da vontade popular.

  
Oktiabr: o povo em peso toma o Palácio de Inverno / a hora e as horas da revolução socialista.

Comedies of Nihilism

22.11.2013

Comedies of Nihilism: The Representation of Tragedy Onscreen by Amir Khan, who co-edits Conversations: The Journal of Cavellian Studies with me, is just out from Palgrave Macmillan. I wrote a blurb for the book, along with Lawrence F. Rhu (University of South Carolina) and Andrew Taylor (University of Edinburgh). Here is mine:

A beautifully written book that is both insightful and necessary. It offers a set of attentive readings of contemporary popular comedies articulated as philosophical as well as cultural film criticism. It also proposes a new theoretical genre and rediscovers the critic’s vital task of thinking through present-day tragic nihilism by engaging with and reflecting on the popular art of this time.

In other words: buy it and read it.

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (9)

21.11.2017


Memento Mori (1992).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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Tempos, Espaços

17.11.2017


Hiroshima mon amour.


Providence.

A imagem é um lugar de encontros e cruzamentos de direcções e sentidos. A sua dimensão sensória cruza-se com a complexidade dos níveis do espaço e das camadas do tempo.

Alain Resnais disse uma vez que a verdade do olhar é a montagem, não a panorâmica, porque o olhar é transportado de um ponto para outro sem ver entre os dois. O conjunto da sua obra talvez seja a mais profunda reflexão sobre as possibilidades da narrativa fílmica produzida em toda a história do cinema, porque o seu tema central é exactamente a potência narrativa do cinema. Resnais, influenciado pela pintura, em especial por Cézanne, pretendeu com Hiroshima mon amour (Hiroshima, Meu Amor, 1959) anular o efeito de perspectiva na narrativa, através da inscrição de uma multiplicidade de vozes na superfície do filme. As várias linhas resultantes teciam uma coerência interna em que as palavras escritas por Marguerite Duras guiavam a visão. A montagem era um processo de construção do ritmo narrativo e de outros espaços, junção de múltiplas imagens, equivalente ao trabalho da memória. Através da fragmentação sonora e visual, o filme ia delineando uma continuidade própria do cinema.

Noutra obra sua, Providence (1977), o cineasta conseguiu efeitos semelhantes através de formas completamente diferentes. A longa panorâmica de 360º na sequência final tornava o tempo maleável pelo espaço. No início do plano, a comida está a ser servida na mesa colocada no exterior. A câmara faz depois um movimento panorâmico completo que dura um minuto e meio, mostrando o jardim. Quando volta a enquadrar a mesa, o almoço está a terminar. Quantos minutos naquele minuto e meio?

Eis duas opções para quebrar a unicidade do tempo e do espaço no cinema. Toda a história é assim (re)feita.

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (8)

15.11.2017


The Lonely Passion of Judith Hearne (1987).

Este filme será mostrado hoje nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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Oktiabr (em Lisboa)

13.11.2017


Oktiabr.

Apresento hoje, às 18h, o filme Oktiabr (Outubro, 1928), realizado por Sergei M. Eisenstein e Grigoriy Aleksandrov, na Fundação José Saramago em Lisboa. Agradeço à Idália Tiago o convite que me endereçou em nome da fundação e que muito me honrou. Mais informações sobre a sessão aqui.

Dormir e Acordar em Outubro

11.11.2017


Oktiabr.

Há um camarada que dorme durante a revolução no Oktiabr (Outubro, 1928) e que ninguém ousa acordar. É acordado com as palmas de alegria do resto do soviete. As palmas e a alegria também serão dele, depois de vencer a distracção e o atraso, ou talvez o cansaço.

A Textura dos Filmes

11.11.2017


Singin' in the Rain.


O Convento.


Casino.

A vocação de diversão do cinema produziu efeitos ao nível da materialidade (e também da transfiguração) dos e nos filmes. Divertir quer dizer desviar a atenção, captá-la, capturá-la. No musical americano, o espaço é muitas vezes transfigurado por uma alegre imaginação. Como em Singin’ in the Rain (Serenata à Chuva, 1952), onde uma sala fechada se transforma numa paisagem infinita de linhas concorrentes. O movimento dinâmico da câmara acompanha quem dança, Gene Kelly e Cyd Charisse, transfigura o espaço e trabalha a materialidade através da composição das cores, dos traços, dos cenários, da luz, do guarda-roupa.

A materialidade é uma propriedade relacionada com equações das sensações. Em O Convento (1995), Manoel de Oliveira cria um jogo dramático entre as personagens interpretadas por Catherine Deneuve e John Malkovich de portas que fecham e abrem, de luzes que acendem e apagam, que é, em simultâneo, um jogo material e de materiais. O som das portas a baterem, a obscuridade da fotografia, a montagem alternada definem espaços comunicantes num espaço imaginário, imaginado. Tudo depende de rígidas marcações e das energias que geram: os planos fixos, os movimentos e olhares da actriz e do actor no interior dos enquadramentos.

A riqueza visual e narrativa dos filmes realizados pelo italo-americano Martin Scorsese permitem identificar outros aspectos da textura dos filmes. Da ritualização da violência social em Taxi Driver (1976) à lógica de espectáculo usada para filmar Las Vegas, há uma atitude fundamental na definição dos lugares. As vistas aéreas, a energia da montagem, a cadência das vozes: em Casino (1995), Las Vegas, a “capital mundial do entretenimento”, a “cidade do pecado”, é filmada como uma ilha que só ganha verdadeiro sentido quando está iluminada com luzes intensas e cores berrantes, rodeada pelo imenso deserto.

O Neo-Realismo Italiano e o Resguardo da Memória

07.11.2017


Germania anno zero (Alemanha, Ano Zero, 1948).

Participo amanhã com um aula no Módulo de Património, organizado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra para a Universidade Sénior da Figueira da Foz. Escolhi como título “O Neo-Realismo Italiano e o Resguardo da Memória”.

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (7)

07.11.2017


Something Wicked This Way Comes (1982).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. A obra será apresentada por Markus Carpenter, doutorando em Estudos Artísticos.
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Treblinka em Coimbra

06.11.2017


Treblinka.

Treblinka (2016), obra-prima do cinema documental dirigida por Sérgio Tréfaut, é hoje apresentada numa sessão no Teatro Académico de Gil Vicente da Universidade de Coimbra às 21:30, com uma pequena apresentação minha.

A actualidade surge assombrada neste filme, como se recordar fosse descobrir as marcas do passado no presente. Por isso, o trabalho da memória passa pela palavra, pela narração do que foi vivido pelo judeu polaco Chil Rajchman, enviado para Treblinka, campo nazi onde foram exterminadas mais de 750 mil pessoas.

Oktiabr (em Tires)

04.10.2017


Oktiabr.

Faço hoje a apresentação do filme Oktiabr (Outubro, 1928), realizado por Sergei M. Eisenstein e Grigoriy Aleksandrov, no Centro de Trabalho do Partido Comunista Português em Tires. Trata-se de um evento integrado nas comemorações do Centenário da Revolução de Outubro, “Socialismo, Exigência da Actualidade e do Futuro”, promovidas por este partido.

Movement as Immobility

01.11.2017

Movement as Immobility: A Conference on Film and Christianity will take place next month in Lisbon.

In Simone Weil’s First and Last Notebooks we find a note that describes the sea as “a movement within immobility,” the “Image of primal matter”, which leads this Christian philosopher to see music also as a movement that “takes possession of all our soul—and this movement is nothing but immobility”. Perhaps this is an even more fitting description of film, with its images in motion. Its movements can reconnect us with the movements of the world, those motions in which a mysterious sense of order, what Weil calls immobility, arises.

This conference aims at examining the connections between film and Christianity focusing on such aesthetic aspects that, while not rejecting film representations of religious subjects, give primacy to film style and film experience.

The event is organized by the Centre for Comparative Studies (CEC) of the University of Lisbon (as part of the research project “Cinema and the World: Studies on Space and Cinema”), the Nova Institute of Philosophy (IFILNOVA) of the New University of Lisbon, the Research Centre for Communication and Culture (CECC) and the Research Center for Theology and Religion Studies (CITER) of the Catholic University of Portugal. It takes place at the University of Lisbon, School of Arts and Humanities, and at the New University of Lisbon, Faculty of Social and Human Sciences, on November 24 and 25, 2017.

The organization is grateful for the financial support of the Civil Parish of Alvalade.

Detailed information here.

ORGANIZING COMMITTEE
Adriana Martins (Catholic University of Portugal/CECC)
Filipa Rosário (University of Lisbon/CEC)
Maria do Rosário Lupi Bello (Open University/CECC)
Maria Irene Aparício (New University of Lisbon/IFILNOVA)
Rita Benis (University of Lisbon/CEC)
Sérgio Dias Branco (University of Coimbra/IFILNOVA/CEIS20)
Steffen Dix (Catholic University of Portugal/CITER)

ACADEMIC COMMITTEE
Ben Sampson (University of California, Los Angeles)
Carlos Capucho (Catholic University of Portugal)
Diane Apostolos-Cappadona (Georgetown University)
Inês Mendes Gil (Lusophone University)
Jonathan Brant (University of Oxford)
Joe Kickasola (Baylor University)
M. Gail Hamner (Syracuse University)
Rita Benis (University of Lisbon)
Sérgio Dias Branco (University of Coimbra)

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (6)

31.10.2017


The Great Gatsby (O Grande Gatsby, 1974).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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Pensar Politicamente, Religiosamente, Cinematograficamente

30.10.2017


“Je vous salue, Marie”.

Apresento hoje no Instituto de Filosofia da NOVA (IFILNOVA), às 18:00, um seminário integrado no Seminário Permanente - Grupo de Investigação sobre Cinema & Filosofia, “Inter‐sessões / Intercessões / Intercepções” e organizado no âmbito do Laboratório de Estética e Filosofia das Práticas Artísticas (AELab). Esta sessão de estudo tem como objectos o filme “Je vous salue, Marie” (Eu Vos Saúdo, Maria, 1984), realizado por Jean-Luc Godard e um ensaio do filósofo Stanley Cavell, “Prénom: Marie”, publicado em 1993. Dei-lhe o título “Pensar Politicamente, Religiosamente, Cinematograficamente”. Mais informações aqui.

Film and Philosophy: Contemporary Approaches

25.10.2017


La Jetée (1962).

This study day is an occasion for all the members of the working group on cinema and philosophy (AELab - Laboratory of Aesthetics and Philosophy of Artistic Practices) of NOVA Institute of Philosophy (IFILNOVA) to present their ongoing individual research projects. Each member will present an outline of his or her current research, as well as the filmic corpus, conceptual framework and problematic field he or she is interested in, for 15-20 minutes. The associated doctoral students are free to contribute with a presentation of their doctoral project.

10:00-11:30: BODILY EXPRESSIONS

Diogo Nóbrega, “Figura, Corpo, Comunidade: Modos de Exposição do Humano no Plano da Experiência Cinematográfica” [“Figure, Body, Community: Modes of Exhibition of the Human on the Plane of Cinematic Experience”]

Patrícia Silveirinha Castello Branco, “O Háptico no Islão: Aniconismo, Geometria e Algoritmo” [“The Haptic in Islam: Aniconism, Geometry and Algorithm”]

Ilda Teresa de Castro, “O Vivo e o Filme e os Modos no Antropoceno” [“The Living and the Film and the Modes of the Anthropocene”]

11:45-13:15: FILM AND POLITICS

Susana Mouzinho, “Movimentos: Filmes do Grupo Dziga Vertov” [“Movements: Films of the Dziga Vertov Group”]

Stefanie Bauman, “Emancipating the Critical Potential of Film: Adorno/Kluge”

Giovanni Tusa, “‘Vergleich über ein Drittes’: Montage, Film, Praxis”

14:30-16:00: RETHINKING SOUND AND IMAGE

Maile Colbert, “Wayback Sound Machine: Sound Through Time, Space, and Place”

Sérgio Dias Branco, “O Assombro da Imagem” [“The Haunting of Image”]

Maria Irene Aparício, “Cinema e Valor(es): Existências e Resistências que os Filmes (Não) nos Ensinam” [“Film and Value(s): Existences and Resistances that Films Do (Not) Teach Us”]

16:15-17:15: AROUND DELEUZE

Susana Viegas, “Arte e Vida no Documentário de Fabulação” [“Art and Life in Fabulated Documentary”]

Susana Nascimento Duarte, “Práticas Arqueológicas do Cinema” [“Archeological Practices of Film”]

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (5)

24.10.2017


Our Mother’s House (Todas as Noites às Nove, 1967).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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Oktiabr (em Coimbra)

22.10.2017


Oktiabr.

Comento hoje o filme Oktiabr (Outubro, 1928), realizado por Sergei M. Eisenstein e Grigoriy Aleksandrov, na República Solar dos Kapangas em Coimbra. O filme será mostrado às 18:00, ao qual se seguirá o meu comentário. O mais importante para mim será a conversa que se gerar com quem estiver presente em torno deste filme espantoso sobre a Revolução de Outubro. Agradeço o convite da Margarida Neves, minha ex-aluna, que aceitei sem hesitação.

A Fábrica de Tudo

19.10.2017


A Fábrica de Nada.

Regresso à crítica de cinema no jornal Avante! com um artigo publicado hoje sobre A Fábrica de Nada (2017), realizado por Pedro Pinho. Chamei-lhe “A Fábrica de Tudo” e está disponível para ser lido aqui.

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (4)

10.10.2017


The Pumpkin Eater (Discussão no Quarto, 1964).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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Twin Peaks: Fire Walk with Me

15.10.2017


Twin Peaks: Fire Walk with Me.

Amanhã, 16 de Outubro, comentarei o filme Twin Peaks: Fire Walk with Me (Twin Peaks: Os Últimos 7 Dias de Laura Palmer, 1992), realizado por David Lynch, às 21:45 na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. A sessão faz parte do programa Close-up, integrando a secção temática “Histórias do Cinema”. Este programa é o ponto alto da programação do Observatório de Cinema que decorre durante todo o ano. Agradeço ao Vitor Ribeiro o convite que me dirigiu e que aceitei com entusiasmo. Vale a pena conhecer em detalhe o extenso e valioso conjunto de sessões do Close-up aqui.

A Mais Importante das Artes

13.10.2017

Comemora-se este ano os 100 anos da Revolução de Outubro. Nos próximos meses, participarei em diversas iniciativas sobre este acontecimento marcante nos planos social e político, mas também no campo das artes. Esta conferência organizada pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) é a primeira. A minha comunicação terá o título “A Mais Importante das Artes: A Revolução de Outubro e a Produção Cinematográfica”. Eis o resumo:

O decreto de 27 de Agosto de 1919 de nacionalização da indústria do cinema na Rússia Soviética, assinado por V. I. Lénine como Presidente do Conselho dos Comissários do Povo, foi o primeiro passo num processo de profunda transformação na produção cinematográfica. Tal processo não foi linear nem rápido devido ao subdesenvolvimento industrial e artístico do cinema russo. Tornou-se ainda mais complexo com a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) em Dezembro de 1922, porque a importância dada à preservação e desenvolvimento da cultura própria de cada república favoreceu o aparecimento de estruturas como a Vse-Ukrainske Foto Kino Upravlinnia na Ucrânia Soviética e a Goskinprom Gruzii na Geórgia Soviética. Em Fevereiro do mesmo ano, Lénine dizia a Anatóli Lunatcharski, responsável pelas matérias relativas à cultura no primeiro governo soviético, que ‘de todas as artes a mais importante para nós é o cinema’. O foco desta comunicação é o modo como esta ideia foi levada à prática.

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (3)

10.10.2017


The Innocents (Os Inocentes, 1961).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jack Clayton: Um Realismo Assombrado”: (1)· (2)

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (2)

04.10.2017


Room at the Top (Um Lugar na Alta Roda, 1959).

Este filme será mostrado hoje nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jack Clayton: Um Realismo Assombrado”: (1)

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (1)

26.09.2017


Naples is a Battlefield (1944).


The Bespoke Overcoat (1956).

Estes filmes serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.

O cineasta britânico Jack Clayton (1921-1995) é responsável por um conjunto de filmes onde o apurado sentido do detalhe anda a par com um olhar imaginativo, que por vezes se abre a elementos fantásticos. A base narrativa do seu realismo assombrado foi construída a partir da adaptação de textos literários (de autores humanistas tão diferentes como Nikolai Gogol, John Braine, Henry James, Harold Pinter, Julian Gloag, F. Scott Fitzgerald, Ray Bradbury, Brian Moore, e Muriel Spark), sem que isso tenha subordinado o seu cinema à palavra. Esta retrospetiva integral permite-nos entender melhor a relação das suas obras com alguns momentos marcantes da história do cinema: da Nova Vaga Britânica dos anos 1950 e 60 ao fim do sistema de estúdios do Cinema Clássico Americano, passando pela aposta da televisão na produção cinematográfica.

Sessões do Carvão: “Jack Clayton: Um Realismo Assombrado”

20.09.2017

27 SET.

21:30   Naples is a Battlefield (1944) | The Bespoke Overcoat (1956), real. Jack Clayton

4 OUT.

21:30   Room at the Top (Um Lugar na Alta Roda, 1959), real. Jack Clayton

11 OUT.

21:30   The Innocents (Os Inocentes, 1961), real. Jack Clayton

18 OUT.

21:30   The Pumpkin Eater (Discussão no Quarto, 1964), real. Jack Clayton

25 OUT.

21:30   Our Mother’s House (Todas as Noites às Nove, 1967), real. Jack Clayton

1 NOV.

21:30   The Great Gatsby (O Grande Gatsby, 1974), real. Jack Clayton

8 NOV.

21:30   Something Wicked This Way Comes (1982), real. Jack Clayton

Comentário de Markus Carpenter (doutorando em Estudos Artísticos)

15 NOV.

21:30   The Lonely Passion of Judith Hearne (A Paixão Solitária de Judith Hearne, 1987), real. Jack Clayton

22 NOV.

21:30   Memento Mori (1992), real. Jack Clayton

Harry Dean Stanton (1926-2017)

16.09.2017


Paris, Texas (1984).

The Magnifying Class #16

14.09.2017


Like Someone in Love.

Another “Magnifying Class” is taking place today at the University of Oxford. Our film criticism research group is discussing Like Someone in Love (2012), directed by the Iranian filmmaker Abbas Kiarostami, in detail.
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“The Magnifying Class”: #3 · #4 · #5 · #6 · #7 · #8 · #10 · #14

Exercise(s) in Cinematic Tone(s)

09.09.2017


Twin Peaks (3.17).

The scene in which Laura Palmer breaks up with James Hurley in Twin Peaks: Fire Walk with Me (1992) reappears in the third season of Twin Peaks without the intensifying music and in black and white instead of colour. Dark melodrama is turned into nocturnal, melancholic drama.

A Natureza Performativa da Cultura Americana

08.09.2017


Twin Peaks (3.05).

O meu colega Iván Villarmea Álvarez (Universidade de Santiago de Compostela) chamou-me a atenção para uma estimulante conversa que teve com Brais Romero Suárez em torno de Twin Peaks (1990-91 e 2017) para a publicação A Cuarta Parede, com o título “Alén da Black Lodge. Un debate sobre Twin Peaks”. Como pode ser lido aqui, o meu nome é mencionado a propósito do pouco que fui escrevendo no Facebook sobre a nova temporada desta série de televisão. Como diz o Iván:

Ao longo do verán, moitos espectadores comentaban nelas as súas impresións despois de cada episodio. Un amigo meu, Sérgio Dias Branco, escribiu logo do Episodio 5 que esta nova tempada lle parecía o cumio da reflexión que Lynch leva décadas artellando sobre a natureza performativa da cultura americana. Segundo esta interpretación, os americanos serían, por desgraza, pouco máis que o que tentan parecer. Por iso, tódolos personaxes cos que se atopa Dougie toleran a súa actitude catatónica, e por iso Dougie consegue comunicarse mediante a repetición de frases e palabras soltas.