Jerry Lewis (1926-2017)

20.08.2017


The Nutty Professor (1963).

O Invisível e o Inacreditável

10.08.2017


For Ever Mozart (1996).

“Os filmes nascem quando ninguém olha. Eles são o invisível. O que vemos é o inacreditável—no cinema o que interessa é mostrar isso”, disse Jean-Luc Godard num depoimento recolhido por Wim Wenders em 1982 e incluído no seu documentário Room 666. O tema era o hipotético ou o anunciado fim do cinema.

Sam Shepard (1943-2017)

31.07.2017


The Right Stuff (1983).

Jeanne Moreau (1928-2017)

31.07.2017


Jules et Jim (1962).

Apresentação de Por Dentro das Imagens na AVANCA|CINEMA 2017

27.07.2017

Apresento amanhã Por Dentro das Imagens: Obras de Cinema, Ideias do Cinema na Escola EB 2/3 Doutor Egas Moniz, às 18h. Esta apresentação faz parte da edição deste ano da AVANCA|CINEMA: Conferência Internacional de Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação, evento organizado pelo Cine Clube de Avanca. Estou agradecido à organização por mais esta oportunidade para dar a conhecer o meu livro, em especial à Rita Capucho.

A Poesia Nasce na Rua

20.07.2017


Paterson.

Regresso à crítica de cinema no jornal Avante! com um artigo publicado hoje sobre Paterson (2016), realizado por Jim Jarmusch. Levou o título “A Poesia Nasce na Rua” e está disponível para ser lido aqui.

Martin Landau (1928-2017)

17.07.2017


Ed Wood (1994).

George A. Romero (1940-2017)

17.07.2017


Martin (1978).

Palestras LIPA: Roberto Rossellini ano zero

06.07.2017

Encontros LIPA: Mostra “Brasil, Outros Olhares”

06.07.2017

Correspondências: O Cinema entre o Brasil e Portugal

06.07.2017

Este colóquio é organizado conjuntamente pelo Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o Curso de Cinema do Departamento de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Conta com o apoio do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de Coimbra e da linha de investigação Cinema:Teoria/Prática do CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX. Pretende promover uma maior proximidade e intercâmbio entre professores e pesquisadores do Brasil e de Portugal, reunindo estudos sobre o cinema produzido nos dois países, observando influências, cruzamentos, especificidades, através de quatro eixos temáticos:

• história;
• teoria;
• cultura;
• cineastas.

A primeira edição, organizada por Sérgio Dias Branco (Universidade de Coimbra/IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova/CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX) e Flávio Kactuz (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), decorre no dia 12 de julho no Instituto de Estudos Brasileiros com o seguinte programa:

9:15 - 11:00 · HISTÓRIA

Ney Costa Santos (Pontifícia Universidade Católica Rio de Janeiro), “Joaquim, o Alferes antes de Tiradentes”

Gustavo Ramos de Souza (Universidade Estadual de Londrina/Universidade de Coimbra), “O Imaginário Colonial em Tabu, de Miguel Gomes”

Paulo Cunha (Universidade da Beira Interior/CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX), “Dois Novos Cinemas: Os Casos Português e Brasileiro”

11:15 - 13:00 · CULTURA

Wiliam Pianco (Universidade do Algarve/CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação), “Crises em Português: Dois Casos no Cinema de José Barahona”

Helyenay Araújo (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Universidade do Algarve), “A Dimensão Transnacional do Cinema Luso-Brasileiro no Programa IBERMEDIA”

Osvaldo Manuel Silvestre (Universidade de Coimbra/CLP - Centro de Literatura Portuguesa), “A Escrita, o Cinema, a Contracultura em José Agrippino de Paula”

14:30 - 16:15 · TEORIA

Ana Soares (Universidade do Algarve/CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação), “Prosódia Fílmica e Hibridismo”

Susana Viegas (Universidade Nova de Lisboa/Universidade de Deakin/IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova), “Memorial da Contemporaneidade: Documentário e Fabulação”

Bruno Fontes (Universidade de Coimbra), “Cenas de Escrita: Modalidades de Representação e de Inscrição da Escrita na Imagem Fílmica em João Botelho e Luiz Fernando Carvalho”

16:30 - 18:15 · CINEASTAS

Fausto Cruchinho (Universidade de Coimbra/CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX), “Sobre Pedro Costa”

Miguel Oliveira (Universidade de Coimbra), “Como ‘Agenciar’ um Filme?: O Exemplo Di Glauber

Sérgio Guimarães de Sousa (Universidade do Minho/CEHUM - Centro de Estudos Humanísticos), “António Vieira, Manoel de Oliveira, Júlio Bressane”

“Dá-nos Música, Mas é Cinema”

20.06.2017


“É Preciso que Eu Diminua”.

Uma antiga aluna minha, a jornalista Sara Quelhas, fez-me algumas perguntas a propósito do espantoso vídeo musical realizado por Pedro Serrazina, “É Preciso que Eu Diminua” de Samuel Úria. Esta obra foi galardoada com o Prémio SPAutores - Vasco Granja na última edição do MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa e está disponível aqui. A entrevista pode ser lida aqui no n.º 50 da revista Metropolis.

Dismissal and Enshrinement

19.06.2017

Adorno and Greenberg were wrong in their sweeping dismissal of popular culture. Adorno’s essay against jazz is hard to forgive, not for being mistaken but for the arrogance of its ignorance. Around the time Greenberg was writing “Avant-Garde and Kitsch,” Hollywood was making, along with plenty of stuff warranting dismissal as kitsch, such films as Swing Time and History Is Made at Night, Stagecoach and Young Mr. Lincoln, Mr. Smith Goes to Washington and His Girl Friday to name a few of the high points attained by a popular art in its classical style. And Adorno and Greenberg were wrong in their belief that the modernism they championed depended on a rejection of the popular as haughty as their own. Although Adorno and Greenberg — the earlier Greenberg, at least — valued the avant-garde as a contestation of bourgeois culture, their rejection of popular art in the name of high art pointed the way to the recuperation of the avant-garde as high art enshrined by the bourgeois culture it intended to contest.

—Gilberto Perez, The Material Ghost

The Past Tense of Our Selves

10.06.2017


Um Adeus Português.

The new issue of the Journal of Lusophone Studies is out. It includes a special dossier on Portuguese cinema edited by Clara Rowland (Nova University of Lisbon) and Estela Vieira (Indiana University, Bloomington). My contribution to it is called “The Past Tense of Our Selves: Um Adeus Português in 1980s Portugal” and it is published alongside essays by Carolin Overhoff Ferreira (Federal University of Sao Paulo), António Preto (School of Arts of Porto), Tiago Baptista (Nova University of Lisbon), Maria Irene Aparício (Nova University of Lisbon), Clara Rowland, Patrícia Vieira (Georgetown University), Filipa Rosário (University of Lisbon), Fernando Arenas (University of Michigan), and Estela Vieira. Read and download it here.

Encontros LIPA: The Motherhood Archives

08.06.2017

É a primeira actividade do LIPA, espaço de investigação, reflexão e criação, no âmbito dos cursos de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Muito agradeço o contacto e a colaboração da não te prives: Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais que tornaram este encontro possível.

LIPA

07.06.2017

O LIPA - Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas da Universidade de Coimbra é agora uma realidade. Responde à necessidade de integrar estudantes de Estudos Artísticos que trabalham no campo da prática como investigação. É um espaço de grande potencial com fins pedagógicos, artísticos, e de investigação. Mais informações aqui.

Filmes de Culto: Cultura Sem Massas (3)

31.05.2017


Kiss Kiss Bang Bang (2005).

Este filme será mostrado hoje nas Sessões do Carvão, às 21:30. Este ciclo foi programado por estudantes do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos: António Costa, Catarina Antunes, Nelson Valoura, Rita Resende, Susana Pires.
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“Filmes de Culto: Cultura Sem Massas”: (1) · (2)

Filmes de Culto: Cultura Sem Massas (2)

23.05.2017


Clerks (1994).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. Este ciclo foi programado por estudantes do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos: António Costa, Catarina Antunes, Nelson Valoura, Rita Resende, Susana Pires.
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“Filmes de Culto: Cultura Sem Massas”: (1)

Filmes de Culto: Cultura Sem Massas (1)

16.05.2017


Brazil (Brazil: O Outro Lado do Sonho, 1985).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. Este ciclo foi programado por estudantes do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos: António Costa, Catarina Antunes, Nelson Valoura, Rita Resende, Susana Pires.

Sessões do Carvão: “Filmes de Culto: Cultura Sem Massas”

15.05.2017

17 MAIO

21:30   Brazil (Brazil: O Outro Lado do Sonho, 1985), real. Terry Gilliam

24 MAIO

21:30   Clerks (1994), real. Kevin Smith

31 MAIO

21:30   Kiss Kiss Bang Bang (2005), real. Shane Black

Jan Troell: A Memória das Vidas (6)

02.05.2017


Maria Larssons eviga ögonblick (“Os Momentos Eternos de Maria Larssons”, 2008).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2) · (3) · (4) · (5)

O Direito do Mais Forte à Liberdade: Black Harvest

27.04.2017


Black Harvest.

O ciclo de cinema “O Direito do Mais Forte à Liberdade” continua hoje na Sala do Carvão, Casa das Caldeiras, às 21:00, com Black Harvest (1992), realizado por Robin Anderson e Bob Connolly.

Televisão e Novos Meios

26.04.2017

Acabou de ser lançado o volume com as actas da 2.ª Conferência Televisão e Novos Meios que decorreu na Universidade da Beira Interior em Novembro de 2015. Nessa ocasião, tinha apresentado a comunicação “Visualizar a Inferência: Motivos de Imagem nos Policiais Processuais da CBS” que surge agora na parte sobre processos mediático na ficção e no vídeo musical deste livro, organizado por Paulo Serra e Sónia Sá e publicado pela Editora LabCom.IFP. Está disponível para ser descarregado aqui.

Jan Troell: A Memória das Vidas (5)

25.04.2017


Hamsun (1996).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2) · (3) · (4)

O Primitivo James Wan

20.04.2017

Jan Troell: A Memória das Vidas (4)

18.04.2017


Nybyggarna (“A Nova Terra”, 1972).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2) · (3)

Michael Ballhaus (1935-2017)

12.04.2017


Die Ehe der Maria Braun (1979).

Portugal e Itália: Uma História de Afinidades no País Cinema

07.04.2017

Participo amanhã na primeira destas conversas. Apareçam.

Jan Troell: A Memória das Vidas (3)

04.04.2017


Utvandrarna (Os Emigrantes, 1971).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2)

O Direito do Mais Forte à Liberdade: The Exiles

29.03.2017


The Exiles.

O ciclo de cinema “O Direito do Mais Forte à Liberdade” continua no dia 30 na Sala do Carvão, Casa das Caldeiras, às 21:00, com o espantoso The Exiles (1967), realizado por Kent Mackenzie.

Jan Troell: A Memória das Vidas (2)

28.03.2017


Ole dole doff (“Quem o Viu Morrer?”, 1968).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1)

Divinely Human

27.03.2017


Mouchette.

Between 30 March and 1 April, I am participating in an international conference at Syracuse University called The Place of Religion in Film. I am very grateful for the financial support that the Faculty of Humanities of the University of Coimbra has granted me. The event is organised by the Humanities Center and the Department of Religion of the College of Arts and Sciences. It is part of the Ray Smith Symposium Series created in 1989. One of the keynote speakers is also Portuguese: Joaquim Pinto, who is presenting his film E Agora? Lembra-me (What Now? Remind Me, 2013). Detailed information about the conference is available here.

I present my paper on Friday, 31. It is entitled “Divinely Human: Robert Bresson’s Spiritual Reflections” and I have summarised it this way:

This talk reads Robert Bresson’s Notes on the Cinematographer, not as a mere collection of thoughts, but as spiritual reflections. These brief meditations record aspects of his film practice in condensed form and reveal the connection between contemplation and action. The contemplative tone of the book becomes perceptible through the careful observation that originates each note. The goal seems to be to set parameters for transformation—so that art changes without losing sight of its core, so that this change makes sense and explores the possibilities of the cinematographic medium.

More precisely, the spiritual nature of these reflections is twofold.

On the one hand, Bresson speaks explicitly about the soul in several passages, in an attempt not to succumb to the superficial powers of photography. For him, cinematography, or photography in motion, has the ability to capture life, the soul of living things, and not just their appearance.

On the other hand, there is a religious background to his remarks that, although well known, is only made explicit once when the author mentions a Greek-Catholic liturgy saying: “Be attentive!” The exact phrase is “Let us be attentive!” and it is even more fitting for Bresson’s notes since they are written simultaneously from the point of view of the artist and of the viewer. Both need to pay attention, to be vigilant about what may be or already is projected on the screen.

These two aspects, the vibration of the soul and the importance of attention, can be further discussed by focusing on a concept that Bresson develops: that of model (a “divinely man” or a “divinely woman” as he writes), which replaces the notion of actor. The last moments of Mouchette (1967) allow us to explore questions around the model in detail—the way that they relate to viewer presumptions about Christian perspectives on suicide and death as well as to the place of ritual in significant instants of life.

Os Traços da Ilusão

25.03.2017


Indiana Jones and the Last Crusade.

Lemos hoje o teórico húngaro Béla Balázs e encontramos uma interpelação que não perdeu pertinência: pode o cinema salvar a existência das coisas? Isto é: podemos nós evitar o esquecimento e o desconhecimento do mundo através do cinema? O cineasta alemão Wim Wenders escreveu sobre a magia ligada ao espanto do registo, quer como suspensão da inexorabilidade do tempo, quer como fixação de instantes supreendentes:

Mesmo no começo—e dele muito restou—, para mim, fazer filmes era: colocar-se a câmara algures e dirigi-la para alguma coisa muito concreta, e depois não fazer mais nada, deixá-la apenas correr. E os filmes que mais me impressionavam eram também os dos realizadores muito, muito antigos, da viragem do século, que gravavam apenas e se admiravam que depois algo tivesse no material. Estava-se, muito simplesmente, fascinado pelo facto de se poder fazer uma imagem de alguma coisa em movimento e de se poder revê-la.[1]

É a câmara como “uma arma contra a miséria das coisas, nomeadamente contra o seu desaparecimento”.[2] O espanto aparece quase como uma reacção à evidência. A câmara é um aparelho constituído por inúmeros filtros, entre os quais a objectiva que capta objectivamente a partir de parâmetros subjectivos—capta, mas não percepciona. A ilusão que este dispositivo também pode criar é aceite, uma e outra vez, pelo processo neurofisiológico da percepção humana do espectador como uma verdade (in)acreditável.

A cumplicidade com as imagens não nasce das características do simples visível, mas também, por exemplo, de complexas relações de associação. Uma imagem não existe só. Transporta referências, evoca significados, produz significações. Há filmes que abrem um continente lúdico para o espectador composto de tempos e espaços efémeros em permanente reformulação. Observe-se a sequência de perseguição que inicia Indiana Jones and the Last Crusade (Indiana Jones e a Grande Cruzada, 1989), realizado por Steven Spielberg, e, com redobrado cuidado, o fabuloso raccord que liga o jovem ao homem, através de um chapéu.

Chamemos transcendência material das imagens a estes saltos de imaginação no cinema. Em Mission: Impossible (Missão Impossível, 1996), Brian De Palma filmou de forma dedicada essa relação, escrutinando a virtualidade das imagens, as imagens das imagens. As personagens vivem num espaço sem fronteiras onde tudo é potencialmente ilusório. Toda a verdade pode ser desmontada em mentira, e vice-versa, porque uma e a outra se misturam e disputam a capacidade de existirem. Num determinado momento, os óculos-câmara desaparecem no ecrã, como que engolidos pela imagem, quando a focagem passa do primeiro plano para um plano mais distante onde está um Ethan Hunt (Tom Cruise) mascarado. Neste desaparecimento da câmara sai reforçado um olhar. Um olhar sobre os circuitos e a circulação das imagens.


Mission: Impossible.
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[1] Wim Wenders, A Lógica das Imagens [1988], trad. Maria Alexandra A. Lopes (Lisboa: Edições 70, 1990), p. 13.
[2] Ibid., p. 12.

Cinema 9 CFP: Islam and Images

24.03.2017

Cinema: Journal of Philosophy and the Moving Image is calling for proposals for its ninth issue on Islam and images, edited by Patrícia Castello Branco (IFILNOVA), Saeed Zeydabadi-Nejad (SOAS University of London), and Sérgio Dias Branco (University of Coimbra/IFILNOVA/CEIS20).

In recent times, due to significant political, mediatic and social, but also aesthetic and artistic factors, we have witnessed an awakening of interest in Islamic aesthetics and imagery.

Islamic art is intrinsically connected with religion, ethics, politics, and social structures, as Islam is, for Muslims, not only a religion, but a way of life. So, tackling the issue of “Islam and Images” is also, necessarily, a gesture that includes all these spheres that, in our Western secular culture, are often taken as separated fields.

This issue aims at discussing and analysing Islamic art and aesthetics, with a special focus on the “modes of sense perception” embodied in particular images, taken politically as forms of organization, encompassing forms of visibility, ways of doing and making, and ways of conceptualizing. In proposing this topic, we are particularly interested in: discussing the philosophical understandings of Islamic imagery production; their roots in the history of philosophy; the Islamic tradition of aniconism and anti-ocularcentrism; its influences on styles and movements in the history of art, namely abstract imagery; their development in contemporary societies dominated by new technologies of the moving image; the relationships between the classical and the contemporary, the manual and digital, artefacts and technologies; as well as the connections between Islamic art and secular art in Muslim-majority countries.

Particular themes of interest include (but are not restricted to) the following topics:

• philosophical roots of Islamic visual aesthetics. (e.g., Plato, Aristoteles, Al Ghazali, Avicenna, Averroes, Ibn Arabi, et al.);
• the philosophy of Islamic artistic visual practices;
• aniconism, abstraction and representation in Islamic art;
• aniconism and the status of photographic and filmic images;
• influences of Islamic aesthetics in Western art (classical and contemporary), particularly painting and film;
• verbal/visual divide in Islamic aesthetics and arts;
• haptical dimensions of aesthetic experience in Islamic visual works;
• different regimes of visibility in Islamic art tradition;
• aesthetic experience and transcendence in Islam;
• connections and interdependence between philosophy, theology, art, politics and society in Islamic traditions.

Plus:

• specificities of Islamic thought and aesthetics in the Iberian Peninsula;
• connections between Islamic and Christian aesthetics in the Iberian Peninsula;
• mysticism in Islam and in Christianity, the Sufi tradition and early Christian mystics, particularly in the Iberian Peninsula.

The submission deadline is April 30 (for 500-word abstracts). Prospective authors should submit a short CV along with the abstract. A selection of authors will be invited to submit full papers according to the journal guidelines. Acceptance of the abstract does not guarantee publication, since all papers will be subjected to double blind peer-review. Submissions are accepted only in English.

Cinema also invites submissions to its special sections: interviews, conference reports and book reviews. Please consult the web site of the journal for further details.

Feel free to contact the editors for this issue, Patrícia Castello Branco or Sérgio Dias Branco.

Jan Troell: A Memória das Vidas (1)

21.03.2017


Här har du ditt liv (“Esta é a Tua Vida”, 1966).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.

A obra de Jan Troell é uma das mais relevantes do cinema sueco, em conjunto com a de Ingmar Bergman. Um autoditacta, Troell começou a sua carreira na realização de curtas-metragens e na direcção de fotografia. Quando passou à realização de filmes com uma duração longa, nalguns casos longuíssima, continuou a assegurar a direcção de fotografia. O realismo poético das suas obras é marcado pelo vibrante registo visual dos gestos humanos, aberto à improvisação. As personagens surgem densamente inscritas no tecido social e nas malhas da história, abordando temas como a alienação da sociedade moderna em relação à natureza e a expansão do nazi-fascismo e desenvolvimento da Segunda Guerra Mundial. O seu olhar atento, sobre cada personagem e as suas circunstâncias, tem-se focado em particular nos trabalhadores e nos emigrantes.

Cinema 8

20.03.2017

Issue 8 of Cinema: Journal of Philosophy and the Moving Image on Marx’s philosophy, which Mike Wayne (Brunel University London) and I have edited, has now finally been published, dated December 2016. The contents may be consulted, read, and downloaded here:

“Editorial: Film Through Marx, Our Contemporary”, Michael Wayne and Sérgio Dias Branco

ARTICLES

“Cinema Violence and the Ontology of Capitalism”, Se Young Kim (Vanderbilt University)

“From Binary to Rich Dialectics: The Revolt of the Fishermen and Mauser”, Angelos Koutsourakis (University of Leeds)

“From Barton Fink to Hail, Caesar!: Hollywood’s Ghosts of Marxist Past”, Cam Cobb and Christopher J. Greig (University of Windsor)

“Making Films Negatively: Godard’s Political Aesthetics”, Jeremy Spencer (Camberwell College of Arts - University of Arts London)

“The View from Below: Film and Class Representation in Brecht and Loach”, Keith O’Regan (York University)

“For Marx: The New Left Russian Cinema”, Marijeta Bozovic (Yale University)

INTERVIEWS

“‘Another kind of primitive dream’: Interview with Apichatpong Weerasethakul”, by Susana Nascimento Duarte (IFILNOVA) and José Bértolo (CEC - University of Lisbon)

BOOK REVIEWS

“Lukácsian Film Theory and Cinema: A Study of Georg Lukács’ Writings on Film 1913-71”, Stefanie Baumann (IFILNOVA)

“Understanding Sound Tracks Through Film Theory”, Nick Poulakis (National and Kapodistrian University of Athens)

“Cinema of Simulation: Hypereal Hollywood in the Long 1990s”, Jorge Martins Rosa (NOVA)

“Mismatched Women: The Siren’s Song Through the Machine”, Najmeh Moradiyan Rizi (University of Kansas)

“Literatura e Cinema. Vergílio Ferreira e o espaço do indizível”, Ana Bela Morais (CEC - Universidade de Lisboa)

“Cinema El Dorado – Cinema e Modernidade”, José Bértolo

CONFERENCES REPORT

“Capitulation to Cool?: Thoughts on Conferences 2015-2017”, William Brown (University of Roehampton)

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Cinema: Journal of Philosophy and the Moving Image: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7

Sessões do Carvão: “Jan Troell: A Memória das Vidas”

16.03.2017

22 MARÇO

21:30   Här har du ditt liv (“Esta é a Tua Vida”, 1966), real. Jan Troell

29 MARÇO

21:30   Ole dole doff (“Quem o Viu Morrer?”, 1968), real. Jan Troell

5 ABRIL

21:30   Utvandrarna (Os Emigrantes, 1971), real. Jan Troell

19 ABRIL

21:30   Nybyggarna (“A Nova Terra”, 1972), real. Jan Troell

26 ABRIL

21:30   Hamsun (1996), real. Jan Troell

3 MAIO

21:30   Maria Larssons eviga ögonblick (“Os Momentos Eternos de Maria Larssons”, 2008), real. Jan Troell

No Dia Internacional da Mulher

06.03.2017


Suffragette.

No próximo dia 8, Dia Internacional da Mulher, às 21:15, o Grupo Unitário de Mulheres da Figueira da Foz organiza uma sessão de cinema gratuita no Centro de Artes e Espectáculo com o filme Suffragette (As Sufragistas, 2015). Fui convidado para participar numa conversa a seguir à projecção. É um convite que muito me honra, empenhado como estou na emancipação das mulheres que está longe de se ter concretizado (e de se poder concretizar) na sociedade em que vivemos. Darei o meu melhor, como a ocasião exige. Mais informações aqui.

Eterno Dialéctico

02.03.2017


Au hasard Balthazar (Peregrinação Exemplar, 1966).

Montaigne parafraseado por Bresson nas “Notas sobre o Cinematógrafo”: “Os movimentos da alma nascem com a mesma progressão que os do corpo.” Fui procurar o original. O filósofo tinha escrito “funções”. O cineasta substituiu essa palavra por “movimentos”. Bresson, eterno dialéctico.

O Direito do Mais Forte à Liberdade: Soleil Ô

22.02.2017


Soleil Ô.

O ciclo de cinema “O Direito do Mais Forte à Liberdade” começa amanhã na Sala do Carvão, Casa das Caldeiras, às 21:00, com o filme Soleil Ô (1967), realizado por Med Hondo.

Abundância e Violência: A América Contemporânea Vista por Wim Wenders (2)

21.02.2017


Ten Minutes Older: The Trumpet – “Twelve Miles to Trona” (“Doze Milhas para Trona”, 2002).


The Million Dollar Hotel (The Million Dollar Hotel - O Hotel, 2000).


The End of Violence (Crimes Invisíveis, 1997).

Estes filmes serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, o segundo às 21:30.
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“Abundância e Violência: A América Contemporânea Vista por Wim Wenders”: (1)

O Direito do Mais Forte à Liberdade

20.02.2017

É uma iniciativa inédita na Universidade de Coimbra que junta o Centro de Estudos Sociais (CES)/Faculdade de Economia (FEUC), o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) e o Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras (FLUC). Visa gerar um espaço de reflexão sobre os processos coloniais e as relações pós-coloniais que ultrapasse limites disciplinares, mas também o espaço da sala de aula, analisando a complexidade das relações políticas, sociais e culturais do mundo de hoje. O título do ciclo é uma apropriação da feliz e complexa tradução portuguesa do título do filme realizado por R. W. Fassbinder em 1974, Faustrecht der Freiheit: O Direito do Mais Forte à Liberdade. Trata-se de um retrato desapiedado da sociedade alemã do pós-guerra. O título em português enfatiza o parasitismo e o carácter predatório do capitalismo transmutado para uma relação amorosa na qual não se reconhece a igualdade entre os amantes. O ciclo parte da premissa da relação inextricável entre colonialismo e capitalismo na formação do mundo dos últimos 150 anos, questionando a forma como o colonialismo se alimentou daquilo a que Partha Chatterjee denominou de “regra da diferença colonial”.

Abundância e Violência: A América Contemporânea Vista por Wim Wenders (1)

14.02.2017


Land of Plenty.


Don’t Come Knocking (Estrela Solitária, 2005).

Estes filmes serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30.

O fascínio do cineasta alemão Wim Wenders pelos EUA tem marcado a sua obra fotográfica e cinematográfica. Na sua filmografia, além de elementos dispersos pelos seus primeiros filmes, essa ligação torna-se evidente em Der Amerikanische Freund (O Amigo Americano, 1977), adaptação de um romance de Patricia Highsmith com o actor Dennis Hopper. Volvidos alguns anos, Wenders rodou a sua primeira obra na América: Paris, Texas (1984). O conjunto de filmes reunidos neste ciclo são posteriores a Paris, Texas e retratam a abundância (e desigualdade social) e a violência (e o medo) na América contemporânea. Assim, começa com Land of Plenty (Terra da Abundância, 2004) e termina com The End of Violence (Crimes Invisíveis, 1997).

“Por Dentro das Imagens”: Conferência e Lançamento do Livro

13.02.2017

Sessões do Carvão: “Abundância e Violência: A América Contemporânea Vista por Wim Wenders”

13.02.2017

15 FEVEREIRO

18:30   Land of Plenty (Terra da Abundância, 2004), real. Wim Wenders

21:30   Don't Come Knocking (Estrela Solitária, 2005), real. Wenders

22 FEVEREIRO

18:30   Ten Minutes Older: The Trumpet – “Twelve Miles to Trona” (“Doze Milhas para Trona”, 2002), real. Wenders | The Million Dollar Hotel (The Million Dollar Hotel - O Hotel, 2000), real. Wenders

21:30   The End of Violence (Crimes Invisíveis, 1997), real. Wenders