Oktyabr (em Coimbra)

22.10.2017


Cartaz de Oktyabr.

Comentarei hoje o filme Oktyabr (Outubro, 1927), realizado por Sergei M. Eisenstein e Grigoriy Aleksandrov, na República Solar dos Kapangas em Coimbra. O filme será mostrado às 18:00, ao qual se seguirá o meu comentário. O mais importante para mim será a conversa que se gerar com quem estiver presente em torno deste filme espantoso sobre a Revolução de Outubro.

A Fábrica de Tudo

19.10.2017


A Fábrica de Nada.

Regresso à crítica de cinema no jornal Avante! com um artigo publicado hoje sobre A Fábrica de Nada (2017), realizado por Pedro Pinho. Chamei-lhe “A Fábrica de Tudo” e está disponível para ser lido aqui.

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (4)

10.10.2017


The Pumpkin Eater (Discussão no Quarto, 1964).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jack Clayton: Um Realismo Assombrado”: (1) · (2) · (3)

Twin Peaks: Fire Walk with Me

15.10.2017


Twin Peaks: Fire Walk with Me.

Amanhã, 16 de Outubro, comentarei o filme Twin Peaks: Fire Walk with Me (Twin Peaks: Os Últimos 7 Dias de Laura Palmer, 1992), realizado por David Lynch, às 21:45 na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. A sessão faz parte do programa Close-up, integrando a secção temática “Histórias do Cinema”. Este programa é o ponto alto da programação do Observatório de Cinema que decorre durante todo o ano. Agradeço ao Vitor Ribeiro o convite que me dirigiu e que aceitei com entusiasmo. Vale a pena conhecer em detalhe o extenso e valioso conjunto de sessões do Close-up aqui.

A Mais Importante das Artes

13.10.2017

Comemora-se este ano os 100 anos da Revolução de Outubro. Nos próximos meses, participarei em diversas iniciativas sobre este acontecimento marcante nos planos social e político, mas também no campo das artes. Esta conferência organizada pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20) é a primeira. A minha comunicação terá o título “A Mais Importante das Artes: A Revolução de Outubro e a Produção Cinematográfica”. Eis o resumo:

O decreto de 27 de Agosto de 1919 de nacionalização da indústria do cinema na Rússia Soviética, assinado por V. I. Lénine como Presidente do Conselho dos Comissários do Povo, foi o primeiro passo num processo de profunda transformação na produção cinematográfica. Tal processo não foi linear nem rápido devido ao subdesenvolvimento industrial e artístico do cinema russo. Tornou-se ainda mais complexo com a criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) em Dezembro de 1922, porque a importância dada à preservação e desenvolvimento da cultura própria de cada república favoreceu o aparecimento de estruturas como a Vse-Ukrainske Foto Kino Upravlinnia na Ucrânia Soviética e a Goskinprom Gruzii na Geórgia Soviética. Em Fevereiro do mesmo ano, Lénine dizia a Anatóli Lunatcharski, responsável pelas matérias relativas à cultura no primeiro governo soviético, que ‘de todas as artes a mais importante para nós é o cinema’. O foco desta comunicação é o modo como esta ideia foi levada à prática.

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (3)

10.10.2017


The Innocents (Os Inocentes, 1961).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jack Clayton: Um Realismo Assombrado”: (1)· (2)

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (2)

04.10.2017


Room at the Top (Um Lugar na Alta Roda, 1959).

Este filme será mostrado hoje nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jack Clayton: Um Realismo Assombrado”: (1)

Jack Clayton: Um Realismo Assombrado (1)

26.09.2017


Naples is a Battlefield (1944).


The Bespoke Overcoat (1956).

Estes filmes serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.

O cineasta britânico Jack Clayton (1921-1995) é responsável por um conjunto de filmes onde o apurado sentido do detalhe anda a par com um olhar imaginativo, que por vezes se abre a elementos fantásticos. A base narrativa do seu realismo assombrado foi construída a partir da adaptação de textos literários (de autores humanistas tão diferentes como Nikolai Gogol, John Braine, Henry James, Harold Pinter, Julian Gloag, F. Scott Fitzgerald, Ray Bradbury, Brian Moore, e Muriel Spark), sem que isso tenha subordinado o seu cinema à palavra. Esta retrospetiva integral permite-nos entender melhor a relação das suas obras com alguns momentos marcantes da história do cinema: da Nova Vaga Britânica dos anos 1950 e 60 ao fim do sistema de estúdios do Cinema Clássico Americano, passando pela aposta da televisão na produção cinematográfica.

Sessões do Carvão: “Jack Clayton: Um Realismo Assombrado”

20.09.2017

27 SET.

21:30   Naples is a Battlefield (1944) | The Bespoke Overcoat (1956), real. Jack Clayton

4 OUT.

21:30   Room at the Top (Um Lugar na Alta Roda, 1959), real. Jack Clayton

11 OUT.

21:30   The Innocents (Os Inocentes, 1961), real. Jack Clayton

18 OUT.

21:30   The Pumpkin Eater (Discussão no Quarto, 1964), real. Jack Clayton

25 OUT.

21:30   Our Mother’s House (Todas as Noites às Nove, 1967), real. Jack Clayton

1 NOV.

21:30   The Great Gatsby (O Grande Gatsby, 1974), real. Jack Clayton

8 NOV.

21:30   Something Wicked This Way Comes (1982), real. Jack Clayton

Comentário de Markus Carpenter (doutorando em Estudos Artísticos)

15 NOV.

21:30   The Lonely Passion of Judith Hearne (A Paixão Solitária de Judith Hearne, 1987), real. Jack Clayton

22 NOV.

21:30   Memento Mori (1992), real. Jack Clayton

Harry Dean Stanton (1926-2017)

16.09.2017


Paris, Texas (1984).

The Magnifying Class #16

14.09.2017


Like Someone in Love.

Another “Magnifying Class” is taking place today at the University of Oxford. Our film criticism research group is discussing Like Someone in Love (2012), directed by the Iranian filmmaker Abbas Kiarostami, in detail.
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“The Magnifying Class”: #3 · #4 · #5 · #6 · #7 · #8 · #10 · #14

Twin Peaks e a Natureza Performativa da Cultura Americana

08.09.2017


Twin Peaks (3.05).

O meu colega Iván Villarmea Álvarez (Universidade de Santiago de Compostela) chamou-me a atenção para uma estimulante conversa que teve com Brais Romero Suárez em torno de Twin Peaks (1990-91 e 2017) para a publicação A Cuarta Parede, com o título “Alén da Black Lodge. Un debate sobre Twin Peaks”. Como pode ser lido aqui, o meu nome é mencionado a propósito do pouco que fui escrevendo no Facebook sobre a nova temporada desta série de televisão. Como diz o Iván:

Ao longo do verán, moitos espectadores comentaban nelas as súas impresións despois de cada episodio. Un amigo meu, Sérgio Dias Branco, escribiu logo do Episodio 5 que esta nova tempada lle parecía o cumio da reflexión que Lynch leva décadas artellando sobre a natureza performativa da cultura americana. Segundo esta interpretación, os americanos serían, por desgraza, pouco máis que o que tentan parecer. Por iso, tódolos personaxes cos que se atopa Dougie toleran a súa actitude catatónica, e por iso Dougie consegue comunicarse mediante a repetición de frases e palabras soltas.

WCSA

08.09.2017

I’m very glad to be a recent member of the Working Class Studies Association (WCSA), an international “group made up of academics, activists, teachers, writers, poets, journalists, practitioners, students, artists and a wide range of others interested in developing the field of working-class studies”. Read more about it here. Our next conference is scheduled for June 6-9, 2018 and will be hosted by the Center for the Study of Inequality and Social Justice at Stony Brook University, New York.

Sobre o CineAvante! 2017

07.09.2017


Treblinka (2016).

Escrevi um saldo do CineAvante! deste ano para o jornal Avante!, “Cinema em Festa”, que está disponível aqui. Foi composto sobretudo a partir do que me foram dizendo as pessoas que por lá passaram para apresentar os seus filmes ou as suas escolhas. No ano que vem há mais.

Que Viva o Cinema!

30.07.2017

O CineAvante! decorre no Espaço Central da Festa do Avante!, este ano com climatização para maior conforto dos visitantes. Aqui, o cinema não aparece como um território da produção artística recortado e isolado da história social e das lutas pela libertação da exploração humana e pela democracia plena. Aqui, mostra-se um cinema embrenhado no mundo, dele emergindo, a ele se dirigindo, com ele construindo sentidos, de forma crítica e criativa. Escrevi um artigo para o jornal Avante! que fala sobre isto e detalha a programação de 2017. Pode ser lido aqui.

Tobe Hooper (1943-2017)

27.08.2017


The Texas Chain Saw Massacre (1974).

Jerry Lewis (1926-2017)

20.08.2017


The Nutty Professor (1963).

O Invisível e o Inacreditável

10.08.2017


For Ever Mozart (1996).

“Os filmes nascem quando ninguém olha. Eles são o invisível. O que vemos é o inacreditável—no cinema o que interessa é mostrar isso”, disse Jean-Luc Godard num depoimento recolhido por Wim Wenders em 1982 e incluído no seu documentário Room 666. O tema era o hipotético ou o anunciado fim do cinema.

Sam Shepard (1943-2017)

31.07.2017


The Right Stuff (1983).

Jeanne Moreau (1928-2017)

31.07.2017


Jules et Jim (1962).

Por Dentro das Imagens em Avanca

27.07.2017

Apresento amanhã Por Dentro das Imagens: Obras de Cinema, Ideias do Cinema na Escola EB 2/3 Doutor Egas Moniz, às 18h. Esta apresentação faz parte da edição deste ano da AVANCA|CINEMA: Conferência Internacional de Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação, evento organizado pelo Cine Clube de Avanca. Estou agradecido à organização por mais esta oportunidade para dar a conhecer o meu livro, em especial à Rita Capucho.

A Poesia Nasce na Rua

20.07.2017


Paterson.

Regresso à crítica de cinema no jornal Avante! com um artigo publicado hoje sobre Paterson (2016), realizado por Jim Jarmusch. Levou o título “A Poesia Nasce na Rua” e está disponível para ser lido aqui.

Martin Landau (1928-2017)

17.07.2017


Ed Wood (1994).

George A. Romero (1940-2017)

17.07.2017


Martin (1978).

Palestras LIPA: Roberto Rossellini ano zero

06.07.2017

Encontros LIPA: Mostra “Brasil, Outros Olhares”

06.07.2017

Correspondências: O Cinema entre o Brasil e Portugal

06.07.2017

Este colóquio é organizado conjuntamente pelo Curso de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o Curso de Cinema do Departamento de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Conta com o apoio do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de Coimbra e da linha de investigação Cinema:Teoria/Prática do CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX. Pretende promover uma maior proximidade e intercâmbio entre professores e pesquisadores do Brasil e de Portugal, reunindo estudos sobre o cinema produzido nos dois países, observando influências, cruzamentos, especificidades, através de quatro eixos temáticos: história; teoria; cultura; e cineastas.

A primeira edição, organizada por Sérgio Dias Branco (Universidade de Coimbra/IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova/CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX) e Flávio Kactuz (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), decorre no dia 12 de julho no Instituto de Estudos Brasileiros com o seguinte programa:

9:15 - 11:00 · HISTÓRIA

Ney Costa Santos (Pontifícia Universidade Católica Rio de Janeiro), “Joaquim, o Alferes antes de Tiradentes”

Gustavo Ramos de Souza (Universidade Estadual de Londrina/Universidade de Coimbra), “O Imaginário Colonial em Tabu, de Miguel Gomes”

Paulo Cunha (Universidade da Beira Interior/CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX), “Dois Novos Cinemas: Os Casos Português e Brasileiro”

11:15 - 13:00 · CULTURA

Wiliam Pianco (Universidade do Algarve/CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação), “Crises em Português: Dois Casos no Cinema de José Barahona”

Helyenay Araújo (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Universidade do Algarve), “A Dimensão Transnacional do Cinema Luso-Brasileiro no Programa IBERMEDIA”

Osvaldo Manuel Silvestre (Universidade de Coimbra/CLP - Centro de Literatura Portuguesa), “A Escrita, o Cinema, a Contracultura em José Agrippino de Paula”

14:30 - 16:15 · TEORIA

Ana Soares (Universidade do Algarve/CIAC - Centro de Investigação em Artes e Comunicação), “Prosódia Fílmica e Hibridismo”

Susana Viegas (Universidade Nova de Lisboa/Universidade de Deakin/IFILNOVA - Instituto de Filosofia da Nova), “Memorial da Contemporaneidade: Documentário e Fabulação”

Bruno Fontes (Universidade de Coimbra), “Cenas de Escrita: Modalidades de Representação e de Inscrição da Escrita na Imagem Fílmica em João Botelho e Luiz Fernando Carvalho”

16:30 - 18:15 · CINEASTAS

Fausto Cruchinho (Universidade de Coimbra/CEIS20 - Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX), “Sobre Pedro Costa”

Miguel Oliveira (Universidade de Coimbra), “Como ‘Agenciar’ um Filme?: O Exemplo Di Glauber

Sérgio Guimarães de Sousa (Universidade do Minho/CEHUM - Centro de Estudos Humanísticos), “António Vieira, Manoel de Oliveira, Júlio Bressane”

“Dá-nos Música, Mas é Cinema”

20.06.2017


“É Preciso que Eu Diminua”.

Uma antiga aluna minha, a jornalista Sara Quelhas, fez-me algumas perguntas a propósito do espantoso vídeo musical realizado por Pedro Serrazina, “É Preciso que Eu Diminua” de Samuel Úria. Esta obra foi galardoada com o Prémio SPAutores - Vasco Granja na última edição do MONSTRA - Festival de Animação de Lisboa e está disponível aqui. A entrevista pode ser lida aqui no n.º 50 da revista Metropolis.

Dismissal and Enshrinement

19.06.2017

Adorno and Greenberg were wrong in their sweeping dismissal of popular culture. Adorno’s essay against jazz is hard to forgive, not for being mistaken but for the arrogance of its ignorance. Around the time Greenberg was writing “Avant-Garde and Kitsch,” Hollywood was making, along with plenty of stuff warranting dismissal as kitsch, such films as Swing Time and History Is Made at Night, Stagecoach and Young Mr. Lincoln, Mr. Smith Goes to Washington and His Girl Friday to name a few of the high points attained by a popular art in its classical style. And Adorno and Greenberg were wrong in their belief that the modernism they championed depended on a rejection of the popular as haughty as their own. Although Adorno and Greenberg — the earlier Greenberg, at least — valued the avant-garde as a contestation of bourgeois culture, their rejection of popular art in the name of high art pointed the way to the recuperation of the avant-garde as high art enshrined by the bourgeois culture it intended to contest.

—Gilberto Perez, The Material Ghost

The Past Tense of Our Selves

10.06.2017


Um Adeus Português.

The new issue of the Journal of Lusophone Studies is out. It includes a special dossier on Portuguese cinema edited by Clara Rowland (New University of Lisbon - NOVA) and Estela Vieira (Indiana University, Bloomington). My contribution to it is called “The Past Tense of Our Selves: Um Adeus Português in 1980s Portugal” and it is published alongside essays by Carolin Overhoff Ferreira (Federal University of Sao Paulo), António Preto (School of Arts of Porto), Tiago Baptista (NOVA), Maria Irene Aparício (NOVA), Clara Rowland, Patrícia Vieira (Georgetown University), Filipa Rosário (University of Lisbon), Fernando Arenas (University of Michigan), and Estela Vieira. Read and download it here.

Encontros LIPA: The Motherhood Archives

08.06.2017

É a primeira actividade do LIPA, espaço de investigação, reflexão e criação, no âmbito dos cursos de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Muito agradeço o contacto e a colaboração da não te prives: Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais que tornaram este encontro possível.

LIPA

07.06.2017

O LIPA - Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas da Universidade de Coimbra é agora uma realidade. Responde à necessidade de integrar estudantes de Estudos Artísticos que trabalham no campo da prática como investigação. É um espaço de grande potencial com fins pedagógicos, artísticos, e de investigação. Mais informações aqui.

Filmes de Culto: Cultura Sem Massas (3)

31.05.2017


Kiss Kiss Bang Bang (2005).

Este filme será mostrado hoje nas Sessões do Carvão, às 21:30. Este ciclo foi programado por estudantes do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos: António Costa, Catarina Antunes, Nelson Valoura, Rita Resende, Susana Pires.
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“Filmes de Culto: Cultura Sem Massas”: (1) · (2)

Filmes de Culto: Cultura Sem Massas (2)

23.05.2017


Clerks (1994).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. Este ciclo foi programado por estudantes do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos: António Costa, Catarina Antunes, Nelson Valoura, Rita Resende, Susana Pires.
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“Filmes de Culto: Cultura Sem Massas”: (1)

Filmes de Culto: Cultura Sem Massas (1)

16.05.2017


Brazil (Brazil: O Outro Lado do Sonho, 1985).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30. Este ciclo foi programado por estudantes do 1.º ciclo do curso de Estudos Artísticos: António Costa, Catarina Antunes, Nelson Valoura, Rita Resende, Susana Pires.

Sessões do Carvão: “Filmes de Culto: Cultura Sem Massas”

15.05.2017

17 MAIO

21:30   Brazil (Brazil: O Outro Lado do Sonho, 1985), real. Terry Gilliam

24 MAIO

21:30   Clerks (1994), real. Kevin Smith

31 MAIO

21:30   Kiss Kiss Bang Bang (2005), real. Shane Black

Jan Troell: A Memória das Vidas (6)

02.05.2017


Maria Larssons eviga ögonblick (“Os Momentos Eternos de Maria Larssons”, 2008).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2) · (3) · (4) · (5)

O Direito do Mais Forte à Liberdade: Black Harvest

27.04.2017


Black Harvest.

O ciclo de cinema “O Direito do Mais Forte à Liberdade” continua hoje na Sala do Carvão, Casa das Caldeiras, às 21:00, com Black Harvest (1992), realizado por Robin Anderson e Bob Connolly.

Televisão e Novos Meios

26.04.2017

Acabou de ser lançado o volume com as actas da 2.ª Conferência Televisão e Novos Meios que decorreu na Universidade da Beira Interior em Novembro de 2015. Nessa ocasião, tinha apresentado a comunicação “Visualizar a Inferência: Motivos de Imagem nos Policiais Processuais da CBS” que surge agora na parte sobre processos mediático na ficção e no vídeo musical deste livro, organizado por Paulo Serra e Sónia Sá e publicado pela Editora LabCom.IFP. Está disponível para ser descarregado aqui.

Jan Troell: A Memória das Vidas (5)

25.04.2017


Hamsun (1996).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2) · (3) · (4)

O Primitivo James Wan

20.04.2017

Jan Troell: A Memória das Vidas (4)

18.04.2017


Nybyggarna (“A Nova Terra”, 1972).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2) · (3)

Michael Ballhaus (1935-2017)

12.04.2017


Die Ehe der Maria Braun (1979).

Portugal e Itália: Uma História de Afinidades no País Cinema

07.04.2017

Participo amanhã na primeira destas conversas. Apareçam.

Jan Troell: A Memória das Vidas (3)

04.04.2017


Utvandrarna (Os Emigrantes, 1971).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1) · (2)

O Direito do Mais Forte à Liberdade: The Exiles

29.03.2017


The Exiles.

O ciclo de cinema “O Direito do Mais Forte à Liberdade” continua no dia 30 na Sala do Carvão, Casa das Caldeiras, às 21:00, com o espantoso The Exiles (1967), realizado por Kent Mackenzie.

Jan Troell: A Memória das Vidas (2)

28.03.2017


Ole dole doff (“Quem o Viu Morrer?”, 1968).

Este filme será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, às 21:30.
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“Jan Troell: A Memória das Vidas”: (1)

Divinely Human

27.03.2017


Mouchette.

Between 30 March and 1 April, I am participating in an international conference at Syracuse University called The Place of Religion in Film. I am very grateful for the financial support that the Faculty of Humanities of the University of Coimbra has granted me. The event is organised by the Humanities Center and the Department of Religion of the College of Arts and Sciences. It is part of the Ray Smith Symposium Series created in 1989. One of the keynote speakers is also Portuguese: Joaquim Pinto, who is presenting his film E Agora? Lembra-me (What Now? Remind Me, 2013). Detailed information about the conference is available here.

I present my paper on Friday, 31. It is entitled “Divinely Human: Robert Bresson’s Spiritual Reflections” and I have summarised it this way:

This talk reads Robert Bresson’s Notes on the Cinematographer, not as a mere collection of thoughts, but as spiritual reflections. These brief meditations record aspects of his film practice in condensed form and reveal the connection between contemplation and action. The contemplative tone of the book becomes perceptible through the careful observation that originates each note. The goal seems to be to set parameters for transformation—so that art changes without losing sight of its core, so that this change makes sense and explores the possibilities of the cinematographic medium.

More precisely, the spiritual nature of these reflections is twofold.

On the one hand, Bresson speaks explicitly about the soul in several passages, in an attempt not to succumb to the superficial powers of photography. For him, cinematography, or photography in motion, has the ability to capture life, the soul of living things, and not just their appearance.

On the other hand, there is a religious background to his remarks that, although well known, is only made explicit once when the author mentions a Greek-Catholic liturgy saying: “Be attentive!” The exact phrase is “Let us be attentive!” and it is even more fitting for Bresson’s notes since they are written simultaneously from the point of view of the artist and of the viewer. Both need to pay attention, to be vigilant about what may be or already is projected on the screen.

These two aspects, the vibration of the soul and the importance of attention, can be further discussed by focusing on a concept that Bresson develops: that of model (a “divinely man” or a “divinely woman” as he writes), which replaces the notion of actor. The last moments of Mouchette (1967) allow us to explore questions around the model in detail—the way that they relate to viewer presumptions about Christian perspectives on suicide and death as well as to the place of ritual in significant instants of life.

Os Traços da Ilusão

25.03.2017


Indiana Jones and the Last Crusade.

Lemos hoje o teórico húngaro Béla Balázs e encontramos uma interpelação que não perdeu pertinência: pode o cinema salvar a existência das coisas? Isto é: podemos nós evitar o esquecimento e o desconhecimento do mundo através do cinema? O cineasta alemão Wim Wenders escreveu sobre a magia ligada ao espanto do registo, quer como suspensão da inexorabilidade do tempo, quer como fixação de instantes supreendentes:

Mesmo no começo—e dele muito restou—, para mim, fazer filmes era: colocar-se a câmara algures e dirigi-la para alguma coisa muito concreta, e depois não fazer mais nada, deixá-la apenas correr. E os filmes que mais me impressionavam eram também os dos realizadores muito, muito antigos, da viragem do século, que gravavam apenas e se admiravam que depois algo tivesse no material. Estava-se, muito simplesmente, fascinado pelo facto de se poder fazer uma imagem de alguma coisa em movimento e de se poder revê-la.[1]

É a câmara como “uma arma contra a miséria das coisas, nomeadamente contra o seu desaparecimento”.[2] O espanto aparece quase como uma reacção à evidência. A câmara é um aparelho constituído por inúmeros filtros, entre os quais a objectiva que capta objectivamente a partir de parâmetros subjectivos—capta, mas não percepciona. A ilusão que este dispositivo também pode criar é aceite, uma e outra vez, pelo processo neurofisiológico da percepção humana do espectador como uma verdade (in)acreditável.

A cumplicidade com as imagens não nasce das características do simples visível, mas também, por exemplo, de complexas relações de associação. Uma imagem não existe só. Transporta referências, evoca significados, produz significações. Há filmes que abrem um continente lúdico para o espectador composto de tempos e espaços efémeros em permanente reformulação. Observe-se a sequência de perseguição que inicia Indiana Jones and the Last Crusade (Indiana Jones e a Grande Cruzada, 1989), realizado por Steven Spielberg, e, com redobrado cuidado, o fabuloso raccord que liga o jovem ao homem, através de um chapéu.

Chamemos transcendência material das imagens a estes saltos de imaginação no cinema. Em Mission: Impossible (Missão Impossível, 1996), Brian De Palma filmou de forma dedicada essa relação, escrutinando a virtualidade das imagens, as imagens das imagens. As personagens vivem num espaço sem fronteiras onde tudo é potencialmente ilusório. Toda a verdade pode ser desmontada em mentira, e vice-versa, porque uma e a outra se misturam e disputam a capacidade de existirem. Num determinado momento, os óculos-câmara desaparecem no ecrã, como que engolidos pela imagem, quando a focagem passa do primeiro plano para um plano mais distante onde está um Ethan Hunt (Tom Cruise) mascarado. Neste desaparecimento da câmara sai reforçado um olhar. Um olhar sobre os circuitos e a circulação das imagens.


Mission: Impossible.
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[1] Wim Wenders, A Lógica das Imagens [1988], trad. Maria Alexandra A. Lopes (Lisboa: Edições 70, 1990), p. 13.
[2] Ibid., p. 12.