Cineclubes e Movimento Cineclubista no Brasil

30.11.2015

A Noite da Imagem

27.11.2015


Eraserhead (No Céu Tudo é Perfeito, 1977).


Contribuo amanhã para uma conversa sobre o campo expandido das imagens e da arte, em conjunto com João Ribas e Bruno Marques. Esta troca de palavras será moderada por Maria Teresa Cruz (NOVA). Os detalhes desta iniciativa da Anozero: Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra podem ser encontrados aqui.

Preparei uma pequena apresentação a que dei o título “A Noite da Imagem: Migração e Distracção no Cinema de David Lynch”. A ideia é discutir o cinema de contaminações estéticas de David Lynch do ponto de vista da criação e da fruição a partir dos conceitos de migração (Aby Warburg) e distracção (Walter Benjamin).

Dois Filmes sob o Signo da Palavra

24.11.2015


Ordet.


The Night of the Hunter.


Apresento amanhã dois filmes fabulosos incluídos no ciclo de cinema A Palavra: Ordet (A Palavra, 1955) e The Night of the Hunter (A Sombra do Caçador, 1955). Este ciclo, com curadoria de Abílio Hernandez e produção do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e do Fila K Cineclube, faz parte do programa da ousada edição deste ano da Anozero: Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra.

Jean Eustache: Existência Brumosa (1)

24.11.2015


Les mauvais fréquentations (“As Más Companhias”, 1963).


Le Père Noël a les yeux bleus (“O Pai Natal tem Olhos Azuis”, 1966).


Le Cochon (“O Porco”, 1930).


Odette Robert (1979).



Une sale histoire (“Uma História Suja”, 1977).


Les Photos d’Alix (“As Fotos de Alix”, 1980).


Offre d’emploi (“Oferta de Emprego”, 1980).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, os segundos às 21:30, na Casa das Caldeiras.

Legou-nos apenas duas longas-metragens quando pôs termo à vida em 1981. Mas deixou uma marca indelével no cinema francês pós-Nouvelle Vague, apesar dos seus filmes para cinema e televisão raramente serem mostrados. O seu nome é muito referido, mas a sua obra permanece pouco conhecida. Jean Eustache disse uma vez que os seus filmes, peças de uma “existência brumosa” como escreveu Charles Baudelarie em As Flores do Mal, eram tão autobiográficos quanto a ficção consegue ser. Subsiste na sua obra, por vezes assumidamente documental, a pulsão do registo, que lhe dá uma fulgurante intensidade em sintonia com tudo o que filmava. Eustache foi um “etnólogo da sua própria realidade” que fez uso do cinema como “a agulha de um sismógrafo”, nas expressões exactas do crítico Serge Daney.

Sessões do Carvão: “Jean Eustache: Existência Brumosa”

23.11.2015



25 NOVEMBRO

18:30   Les mauvais fréquentations (“As Más Companhias”, 1963), real. Jean Eustache | Le Père Noël a les yeux bleus (“O Pai Natal tem Olhos Azuis”, 1966), real. Jean Eustache | Le Cochon (“O Porco”, 1970), real. Jean-Michel Barjol e Jean Eustache | Odette Robert (1979), real. Jean Eustache

21:30   Une sale histoire (“Uma História Suja”, 1977) | Les Photos d’Alix (“As Fotos de Alix”, 1980) | Offre d’emploi (“Oferta de Emprego”, 1980), real. Jean Eustache

2 DEZEMBRO

18:30   La Maman et la putain (A Mãe e a Puta, 1973), real. Jean Eustache [parte 1]

21:30   La Maman et la putain (A Mãe e a Puta, 1973), real. Jean Eustache [parte 2]

16 DEZEMBRO

18:30   Mes petites amoureuses (“Meus Pequenos Amores”, 1974), real. Jean Eustache

21:30   La Peine perdue de Jean Eustache (“O Fôlego Perdido de Jean Eustache”, 1997), real. Angel Díezport

Visualizar a Inferência

17.11.2015


CSI: Crime Scene Investigation, “Pilot” (1.01).


Participo hoje de manhã num painel sobre ficção televisiva e novas formas de recepção, no âmbito da 2.ª Conferência Televisão e Novos Meios, organizada pelo LabCom.IFP da Universidade da Beira Interior. Eis o resumo da comunicação que vou apresentar, “Visualizar a Inferência: Motivos de Imagem nos Policiais Processuais da CBS”:

Tendo em conta o momento presente da produção de séries de televisão e da diversificação das suas formas de recepção, é pertinente dar atenção às possibilidades de composição desenvolvidas por estas obras de ficção. O acesso à revisitação de episódios nos ecrãs que povoam o nosso quotidiano tem permitido uma fruição mais dedicada das propriedades estéticas das séries, ao mesmo tempo que justifica e facilita o seu estudo. A rede televisiva estado-unidense CBS tem transmitido um conjunto de policiais processuais com muita popularidade e, por isso, com várias temporadas, que me servirão como objecto de análise de padrões compositivos. O policial processual é um sub-género que se centra nas rotinas dos bastidores das investigações policiais e nos seus procedimentos internos. Entre as várias séries da CBS que se inscrevem nesta categoria, contam-se Criminal Minds (Mentes Criminosas, 2005-) — com duas spin-offs, Criminal Minds: Suspect Behavior (2011) e Criminal Minds: Beyond Borders (2016-) — e CSI: Crime Scene Investigation (CSI: Crime Sob Investigação, 2000-15) — com três spin-offs, CSI: NY (2004-13), CSI: Miami (2002-12), e CSI: Cyber (2015-). No contexto da programação da CBS, cada um destes programas tem características diferenciadoras que os singuralizam. É inegável que há uma lógica, podemos mesmo dizer um imperativo, comercial, não-artístico, que explica esta necessidade de diferenciação, semelhante à de qualquer produto que compete no mercado capitalista. No entanto, seria precipitado descartar a criatividade das soluções que estabelecem diferenças estilísticas entre estas séries, apenas com base nesta lógica imperativa. Os motivos de imagem (por vezes, combinados com motivos de som) desempenham um papel fundamental na diferenciação destas séries. Exactamente por serem policiais processuais, estes motivos funcionam nelas em conjugação com elementos narrativos criando modos cativantes de representar processos de inferência, derivados da análise de indícios e do seguimento de raciocínios claros.

Dois Lugares, Dois Olhares

17.11.2015


London” (“Londres”, 1994).



Agelastos petra (“A Pedra Triste”, 2000).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, em colaboração com a Apordoc - Associação pelo Documentário e com apresentação de Salomé Lamas (cineasta e doutoranda de Estudos Artísticos), na Casa das Caldeiras.

Dois lugares, dois olhares, dois filmes. O primeiro filme é um retrato de Londres realizado por Patrick Keiller e filmado durante os doze meses de 1992. Foi o ano da reeleição do conservador John Major como primeiro-ministro, da Quarta-Feira Negra, e de outros eventos que marcaram o quotidiano londrino, comentados pela voz de Paul Scofield que vai transmitindo as impressões e os pensamentos de um protagonista imaginário. O segundo filme mostra uma pequena cidade industrial nos arredores de Atenas, Elêusis, com um fundo mitológico associado ao ciclo da vida e à esperança e bênção perante a morte. Filmada durante uma década, esta cidade é simultaneamente um local com alguns dos maiores complexos industriais gregos e um lugar sagrado para onde convergem peregrinos — um ponto de coexistências de onde se olha o mundo exterior e o mundo interior.

Sessões do Carvão: “Dois Lugares, Dois Olhares”

15.11.2015



18 NOVEMBRO

18:30   London (“Londres”, 1994), real. Patrick Keiller

21:30   Agelastos petra (“A Pedra Triste”, 2000), real. Filippos Koutsaftis, em colaboração com a Apordoc – Associação pelo Documentário

Apresentação de Salomé Lamas (cineasta, doutoranda de Estudos Artísticos)

Estudos Fílmicos no 9.º Congresso da SOPCOM

14.11.2015


O 9.º Congreso da SOPCOM - Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, que decorre em Coimbra desde o dia 12, inclui dois painéis dedicados aos estudos fílmicos. O de hoje, às 9:30, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, será moderado por mim.

2.ª Conferência Televisão e Novos Meios

13.11.2015


Mais informação aqui.

O Cinema da Independência de Angola

13.11.2015


Tenho o prazer de apresentar hoje, às 18:30, no Teatro Académico de Gil Vicente, o terceiro volume de um importante projecto de investigação e divulgação do cinema angolano, Angola, o Nascimento de uma Nação. Os três livros foram coordenados pela Maria do Carmo Piçarra e pelo Jorge António, que fará comigo a apresentação. Depois de dois tomos sobre o “cinema do império” e o “cinema da libertação”, o volume agora publicado centra-se no “cinema da independência”. Este evento é organizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pela Reitoria da Universidade de Coimbra, integrando um vasto programa que celebra os 40 anos de independência de Angola.

Glauber Rocha: Fome, Sonho, Estética

11.11.2015


A Idade da Terra (1980).


Apresento hoje à tarde uma comunicação no I Encontro de Cultura Visual, no qual também modero mais tarde o painel “Do Arquivo ao Cinema Documentário”. Este encontro científico é organizado pelo Grupo de Trabalho Cultura Visual da SOPCOM - Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação.

Sob o título “Glauber Rocha: Fome, Sonho, Estética”, o trabalho que vou apresentar desenvolve o seguinte ponto de partida:

“A nossa originalidade é a nossa fome e nossa maior miséria é que esta fome, sendo sentida, não é compreendida.” São palavras do cineasta Glauber Rocha num texto publicado em 1965 sobre aquilo a que chamou estética da fome, uma estética revolucionária na qual a explosão de violência mostra o poder da cultura dos explorados. Seis anos mais tarde, Rocha escreveu outro texto sobre aquilo a que chamou estética do sonho, no qual lemos que a “arte revolucionária deveria não só atuar de modo imediatamente político como também promover a especulação filosófica, criando uma estética do eterno movimento humano rumo à sua integração cósmica.” Neste segundo escrito, o cineasta põe em causa o próprio uso da palavra “estética”: “Hoje recuso falar em qualquer estética. A plena vivência não pode se sujeitar a conceitos filosóficos. Arte revolucionária deve ser uma mágica capaz de enfeitiçar o homem a tal ponto que ele não mais suporte viver nesta realidade absurda.” A palavra é, no entanto, recuperada a partir da obra do escritor argentino Jorge Luis Borges — a sua é, diz Rocha, uma estética do sonho. Também o realizador vê o seu cinema como a arte de um povo que “elabora na mística seu momento de liberdade”. A estética é (re)encontrada, não como conceito filosófico, mas como dilatação da sensibilidade, coincidente com a vida, tal como ela se manifesta no cinema dele. É precisamente esta reelaboração do modo de entender a estética nos dois textos que é o foco deste estudo.

Base de Dados de Investigações Científicas sobre Imagem em Movimento

09.11.2015

A Base de Dados de Investigações Científicas sobre Imagem em Movimento é um sítio na internet que pretende recolher os dados de todas as teses académicas produzidas em Portugal ou por portugueses no estrangeiro sobre temáticas relacionadas com a imagem em movimento. Esta base de dados é uma parceria LabCom.IFP, Universidade da Beira Interior (UBI), e Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM). A apresentação pública da base de dados, hoje na Covilhã, conta com as presenças do Director do Labcom.IFP, Doutor João Correia, do Presidente da Faculdade de Artes e Letras, Doutor Paulo Serra, e do Presidente da AIM, Tiago Baptista.

I Encontro de Cultura Visual

09.11.2015


O programa e os resumos podem ser consultados aqui.

Melissa Mathison (1950-2015)

05.11.2015


E.T. the Extra-Terrestrial (1982).

Anozero ‘15: Ciclo de Cinema A Palavra

05.11.2015

Um Olhar sobre a Adolescência

04.11.2015


La solitudine dei numeri primi.


Comento hoje, às 21:30, no Teatro da Cerca de São Bernardo, com José Manuel Pinto, o filme La solitudine dei numeri primi (A Solidão dos Números Primos, 2010). Esta sessão integra-se no Ciclo de Cinema Comentado “Olhares sobre a Adolescência”, organizado pela A CORES: Associação de Apoio a Crianças e Jovens em Risco, que me dirigiu o convite simpático para participar neste evento.

Curtas de Luis Buñuel

03.11.2015


Un chien andalou (Um Cão Andaluz, 1929).


L’âge d’or (A Idade de Ouro, 1930).



Las Hurdes (Las Hurdes: Terra Sem Pão, 1933).


Simón del desierto (Simão do Deserto, 1965).


Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, os segundos às 21:30, na Casa das Caldeiras.

O cineasta espanhol Luis Buñuel iniciou a sua obra com duas curtas-metragens surrealistas produzidas em França no final da década de 1920. Estes filmes, fortes afrontas à cultura burguesa e ao conservadorismo religioso, desmedidas afirmações do poder da imaginação, marcaram desde logo a história do cinema. Na década seguinte, o realizador dirigiu um curto documentário em Espanha que salienta os elementos potencialmente surreais da vida de uma comunidade isolada, assombrada por uma pobreza extrema, numa região da Estremadura. Buñuel regressou ao cinema de curta duração em meados da década de 1960, no México, com um filme baseado na história de um asceta sírio do séc. V que se conta que viveu no topo de uma coluna durante 39 anos.

Sessões do Carvão: “Curtas de Luis Buñuel”

03.11.2015



4 NOVEMBRO

18:30   Un chien andalou (Um Cão Andaluz, 1929) | L’âge d’or (A Idade de Ouro, 1930), real. Luis Buñuel

21:30   Las Hurdes (Las Hurdes: Terra Sem Pão, 1933) | Simón del desierto (Simão do Deserto, 1965), real. Luis Buñuel