Haskell Wexler (1922-2015)

28.12.2015


Medium Cool (1969).

Jean Eustache: Existência Brumosa (3)

15.12.2015


Mes petites amoureuses (1974).


La Peine perdue de Jean Eustache (1997).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.
______________________
“Jean Eustache: Existência Brumosa”: (1) · (2)

Jean Eustache: Existência Brumosa (2)

01.12.2015


La Maman et la putain (A Mãe e a Puta, 1973).

Será mostrado amanhã nas Sessões do Carvão, a primeira parte às 18:30, a segunda parte às 21:30, na Casa das Caldeiras.
______________________
“Jean Eustache: Existência Brumosa”: (1)

Cineclubes e Movimento Cineclubista no Brasil

30.11.2015

A Noite da Imagem

27.11.2015


Eraserhead (No Céu Tudo é Perfeito, 1977).

Contribuo amanhã para uma conversa sobre o campo expandido das imagens e da arte, em conjunto com João Ribas e Bruno Marques. Esta troca de palavras será moderada por Maria Teresa Cruz (NOVA). Os detalhes desta iniciativa da Anozero: Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra podem ser encontrados aqui.

Preparei uma pequena apresentação a que dei o título “A Noite da Imagem: Migração e Distracção no Cinema de David Lynch”. A ideia é discutir o cinema de contaminações estéticas de David Lynch do ponto de vista da criação e da fruição a partir dos conceitos de migração (Aby Warburg) e distracção (Walter Benjamin).

Dois Filmes sob o Signo da Palavra

24.11.2015


Ordet.


The Night of the Hunter.

Apresento amanhã dois filmes fabulosos incluídos no ciclo de cinema A Palavra: Ordet (A Palavra, 1955) e The Night of the Hunter (A Sombra do Caçador, 1955). Este ciclo, com curadoria de Abílio Hernandez e produção do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e do Fila K Cineclube, faz parte do programa da ousada edição deste ano da Anozero: Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra.

Jean Eustache: Existência Brumosa (1)

24.11.2015


Les mauvais fréquentations (1963).


Le Père Noël a les yeux bleus (1966).


Le Cochon (1930).


Odette Robert (1979).


Une sale histoire (1977).


Les Photos d’Alix (1980).


Offre d’emploi (1980).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, os segundos às 21:30, na Casa das Caldeiras.

Legou-nos apenas duas longas-metragens quando pôs termo à vida em 1981. Mas deixou uma marca indelével no cinema francês pós-Nouvelle Vague, apesar dos seus filmes para cinema e televisão raramente serem mostrados. O seu nome é muito referido, mas a sua obra permanece pouco conhecida. Jean Eustache disse uma vez que os seus filmes, peças de uma “existência brumosa” como escreveu Charles Baudelarie em As Flores do Mal, eram tão autobiográficos quanto a ficção consegue ser. Subsiste na sua obra, por vezes assumidamente documental, a pulsão do registo, que lhe dá uma fulgurante intensidade em sintonia com tudo o que filmava. Eustache foi um “etnólogo da sua própria realidade” que fez uso do cinema como “a agulha de um sismógrafo”, nas expressões exactas do crítico Serge Daney.

Sessões do Carvão: “Jean Eustache: Existência Brumosa”

23.11.2015

25 NOV.

18:30   Les mauvais fréquentations (1963), real. Jean Eustache | Le Père Noël a les yeux bleus (1966), real. Jean Eustache | Le Cochon (1970), real. Jean-Michel Barjol e Jean Eustache | Odette Robert (1979), real. Jean Eustache

21:30   Une sale histoire (1977) | Les Photos d’Alix (1980) | Offre d’emploi (1980), real. Jean Eustache

2 DEZE.

18:30   La Maman et la putain (A Mãe e a Puta, 1973), real. Jean Eustache [parte 1]

21:30   La Maman et la putain (A Mãe e a Puta, 1973), real. Jean Eustache [parte 2]

16 DEZ.

18:30   Mes petites amoureuses (1974), real. Jean Eustache

21:30   La Peine perdue de Jean Eustache (1997), real. Angel Díezport

Visualizar a Inferência

17.11.2015


CSI: Crime Scene Investigation, “Pilot” (1.01).

Participo hoje de manhã num painel sobre ficção televisiva e novas formas de recepção, no âmbito da 2.ª Conferência Televisão e Novos Meios, organizada pelo LabCom.IFP da Universidade da Beira Interior. Eis o resumo da comunicação que vou apresentar, “Visualizar a Inferência: Motivos de Imagem nos Policiais Processuais da CBS”:

Tendo em conta o momento presente da produção de séries de televisão e da diversificação das suas formas de recepção, é pertinente dar atenção às possibilidades de composição desenvolvidas por estas obras de ficção. O acesso à revisitação de episódios nos ecrãs que povoam o nosso quotidiano tem permitido uma fruição mais dedicada das propriedades estéticas das séries, ao mesmo tempo que justifica e facilita o seu estudo. A rede televisiva estado-unidense CBS tem transmitido um conjunto de policiais processuais com muita popularidade e, por isso, com várias temporadas, que me servirão como objecto de análise de padrões compositivos. O policial processual é um sub-género que se centra nas rotinas dos bastidores das investigações policiais e nos seus procedimentos internos. Entre as várias séries da CBS que se inscrevem nesta categoria, contam-se Criminal Minds (Mentes Criminosas, 2005-)—com duas spin-offs, Criminal Minds: Suspect Behavior (2011) e Criminal Minds: Beyond Borders (2016-)—e CSI: Crime Scene Investigation (CSI: Crime Sob Investigação, 2000-15)—com três spin-offs, CSI: NY (2004-13), CSI: Miami (2002-12), e CSI: Cyber (2015-). No contexto da programação da CBS, cada um destes programas tem características diferenciadoras que os singuralizam. É inegável que há uma lógica, podemos mesmo dizer um imperativo, comercial, não-artístico, que explica esta necessidade de diferenciação, semelhante à de qualquer produto que compete no mercado capitalista. No entanto, seria precipitado descartar a criatividade das soluções que estabelecem diferenças estilísticas entre estas séries, apenas com base nesta lógica imperativa. Os motivos de imagem (por vezes, combinados com motivos de som) desempenham um papel fundamental na diferenciação destas séries. Exactamente por serem policiais processuais, estes motivos funcionam nelas em conjugação com elementos narrativos criando modos cativantes de representar processos de inferência, derivados da análise de indícios e do seguimento de raciocínios claros.

Dois Lugares, Dois Olhares

17.11.2015


London (Londres, 1994).


Agelastos petra (A Pedra Triste, 2000).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, em colaboração com a Apordoc - Associação pelo Documentário e com apresentação de Salomé Lamas (cineasta e doutoranda de Estudos Artísticos), na Casa das Caldeiras.

Dois lugares, dois olhares, dois filmes. O primeiro filme é um retrato de Londres realizado por Patrick Keiller e filmado durante os doze meses de 1992. Foi o ano da reeleição do conservador John Major como primeiro-ministro, da Quarta-Feira Negra, e de outros eventos que marcaram o quotidiano londrino, comentados pela voz de Paul Scofield que vai transmitindo as impressões e os pensamentos de um protagonista imaginário. O segundo filme mostra uma pequena cidade industrial nos arredores de Atenas, Elêusis, com um fundo mitológico associado ao ciclo da vida e à esperança e bênção perante a morte. Filmada durante uma década, esta cidade é simultaneamente um local com alguns dos maiores complexos industriais gregos e um lugar sagrado para onde convergem peregrinos — um ponto de coexistências de onde se olha o mundo exterior e o mundo interior.

Sessões do Carvão: “Dois Lugares, Dois Olhares”

15.11.2015

18 NOV.

18:30   London (Londres, 1994), real. Patrick Keiller

21:30   Agelastos petra (A Pedra Triste, 2000), real. Filippos Koutsaftis, em colaboração com a Apordoc – Associação pelo Documentário

Comentário de Salomé Lamas (cineasta, doutoranda em Estudos Artísticos)

Estudos Fílmicos no 9.º Congresso da SOPCOM

14.11.2015

O 9.º Congreso da SOPCOM - Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, que decorre em Coimbra desde o dia 12, inclui dois painéis dedicados aos estudos fílmicos. O de hoje, às 9:30, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, será moderado por mim.

2.ª Conferência Televisão e Novos Meios

13.11.2015

Mais informação aqui.

O Cinema da Independência de Angola

13.11.2015

Tenho o prazer de apresentar hoje, às 18:30, no Teatro Académico de Gil Vicente, o terceiro volume de um importante projecto de investigação e divulgação do cinema angolano, Angola, o Nascimento de uma Nação. Os três livros foram coordenados pela Maria do Carmo Piçarra e pelo Jorge António, que fará comigo a apresentação. Depois de dois tomos sobre o “cinema do império” e o “cinema da libertação”, o volume agora publicado centra-se no “cinema da independência”. Este evento é organizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pela Reitoria da Universidade de Coimbra, integrando um vasto programa que celebra os 40 anos de independência de Angola.

Glauber Rocha: Fome, Sonho, Estética

11.11.2015


A Idade da Terra (1980).

Apresento hoje à tarde uma comunicação no I Encontro de Cultura Visual, no qual também modero mais tarde o painel “Do Arquivo ao Cinema Documentário”. Este encontro científico é organizado pelo Grupo de Trabalho Cultura Visual da SOPCOM - Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação.

Sob o título “Glauber Rocha: Fome, Sonho, Estética”, o trabalho que vou apresentar desenvolve o seguinte ponto de partida:

“A nossa originalidade é a nossa fome e nossa maior miséria é que esta fome, sendo sentida, não é compreendida.” São palavras do cineasta Glauber Rocha num texto publicado em 1965 sobre aquilo a que chamou estética da fome, uma estética revolucionária na qual a explosão de violência mostra o poder da cultura dos explorados. Seis anos mais tarde, Rocha escreveu outro texto sobre aquilo a que chamou estética do sonho, no qual lemos que a “arte revolucionária deveria não só atuar de modo imediatamente político como também promover a especulação filosófica, criando uma estética do eterno movimento humano rumo à sua integração cósmica.” Neste segundo escrito, o cineasta põe em causa o próprio uso da palavra “estética”: “Hoje recuso falar em qualquer estética. A plena vivência não pode se sujeitar a conceitos filosóficos. Arte revolucionária deve ser uma mágica capaz de enfeitiçar o homem a tal ponto que ele não mais suporte viver nesta realidade absurda.” A palavra é, no entanto, recuperada a partir da obra do escritor argentino Jorge Luis Borges—a sua é, diz Rocha, uma estética do sonho. Também o realizador vê o seu cinema como a arte de um povo que “elabora na mística seu momento de liberdade”. A estética é (re)encontrada, não como conceito filosófico, mas como dilatação da sensibilidade, coincidente com a vida, tal como ela se manifesta no cinema dele. É precisamente esta reelaboração do modo de entender a estética nos dois textos que é o foco deste estudo.

Base de Dados de Investigações Científicas sobre Imagem em Movimento

09.11.2015

A Base de Dados de Investigações Científicas sobre Imagem em Movimento é um sítio na internet que pretende recolher os dados de todas as teses académicas produzidas em Portugal ou por portugueses no estrangeiro sobre temáticas relacionadas com a imagem em movimento. Esta base de dados é uma parceria LabCom.IFP, Universidade da Beira Interior (UBI), e Associação de Investigadores da Imagem em Movimento (AIM). A apresentação pública da base de dados, hoje na Covilhã, conta com as presenças do Director do Labcom.IFP, Doutor João Correia, do Presidente da Faculdade de Artes e Letras, Doutor Paulo Serra, e do Presidente da AIM, Tiago Baptista.

I Encontro de Cultura Visual

09.11.2015

O programa e os resumos podem ser consultados aqui.

Melissa Mathison (1950-2015)

05.11.2015


E.T. the Extra-Terrestrial (1982).

Anozero ‘15: Ciclo de Cinema A Palavra

05.11.2015

Um Olhar sobre a Adolescência

04.11.2015


La solitudine dei numeri primi.

Comento hoje, às 21:30, no Teatro da Cerca de São Bernardo, com José Manuel Pinto, o filme La solitudine dei numeri primi (A Solidão dos Números Primos, 2010). Esta sessão integra-se no Ciclo de Cinema Comentado “Olhares sobre a Adolescência”, organizado pela A CORES: Associação de Apoio a Crianças e Jovens em Risco, que me dirigiu o convite simpático para participar neste evento.

Curtas de Luis Buñuel

03.11.2015


Un chien andalou (Um Cão Andaluz, 1929).


L’âge d’or (A Idade de Ouro, 1930).


Las Hurdes (Las Hurdes: Terra Sem Pão, 1933).


Simón del desierto (Simão do Deserto, 1965).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, os segundos às 21:30, na Casa das Caldeiras.

O cineasta espanhol Luis Buñuel iniciou a sua obra com duas curtas-metragens surrealistas produzidas em França no final da década de 1920. Estes filmes, fortes afrontas à cultura burguesa e ao conservadorismo religioso, desmedidas afirmações do poder da imaginação, marcaram desde logo a história do cinema. Na década seguinte, o realizador dirigiu um curto documentário em Espanha que salienta os elementos potencialmente surreais da vida de uma comunidade isolada, assombrada por uma pobreza extrema, numa região da Estremadura. Buñuel regressou ao cinema de curta duração em meados da década de 1960, no México, com um filme baseado na história de um asceta sírio do séc. V que se conta que viveu no topo de uma coluna durante 39 anos.

Sessões do Carvão: “Curtas de Luis Buñuel”

03.11.2015

4 NOV.

18:30   Un chien andalou (Um Cão Andaluz, 1929) | L’âge d’or (A Idade de Ouro, 1930), real. Luis Buñuel

21:30   Las Hurdes (Las Hurdes: Terra Sem Pão, 1933) | Simón del desierto (Simão do Deserto, 1965), real. Luis Buñuel

Cinema da Palestina: Terra e Liberdade (4)

28.10.2015


Urs al-jalil (1987).


Hikayatul jawahiri thalath (1995).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.
______________________
“Cinema da Palestina: Terra e Liberdade”: (1) · (2) · (3)

Amigo entre Inimigos, Inimigo entre Amigos

23.10.2015


Svoy sredi chuzhikh, chuzhoy sredi svoikh.

Comemora-se hoje o terceiro aniversário do Centro de Estudos Russos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e o segundo aniversário do seu Clube de Cinema, estruturas muito activas na divulgação da arte e cultura russas e soviéticas. No âmbito destas comemorações, fui convidado a apresentar o filme Svoy sredi chuzhikh, chuzhoy sredi svoikh (Amigo entre Inimigos, Inimigo entre Amigos, 1974), primeira longa-metragem de Nikita Mikhalkov, por volta das 18:00. Os detalhes da sessão podem serem encontrados aqui.

I Ciclo de Cinema Comentado: “Olhares sobre a Adolescência”

20.10.2015

Cinema da Palestina: Terra e Liberdade (3)

20.10.2015


Segell ikhtifa (Crónica de um Desaparecimento, 1996).


Yadon ilaheyya (Intervenção Divina, 2002).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.
______________________
“Cinema da Palestina: Terra e Liberdade”: (1) · (2)

Cinema da Palestina: Terra e Liberdade (2)

13.10.2015


Paradise Now (O Paraíso, Agora!, 1998).


Omar (2013).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.
______________________
“Cinema da Palestina: Terra e Liberdade”: (1)

Luz de Inverno

12.10.2015


Nattvardsgästerna.

Apresento hoje, às 21:30, no Teatro Académico de Gil Vicente, o filme Nattvardsgästerna (Luz de Inverno, 1963), que se integra num ciclo com obras do realizador sueco Ingmar Bergman de título “Bergman Inesgotável”. Imperdível.

1.º Simpósio “A Fusão das Artes no Cinema” em Livro

12.10.2015

Acabou de sair um pequeno livro com as actas do 1.º Simpósio “A Fusão das Artes no Cinema” que decorreu no âmbito da última edição do festival Caminhos do Cinema Português, organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra. A minha comunicação, “As Imagens Ressonantes: A Escrita Fílmica de Marguerite Duras”, é a primeira no alinhamento do volume.

Cinema da Palestina: Terra e Liberdade (1)

06.10.2015


The Iron Wall (2006).


5 Broken Cameras (2011).

Serão mostrados amanhã nas Sessões do Carvão, o primeiro às 18:30, o segundo às 21:30, com apresentação de Denise Liege (mestranda de Estudos Artísticos), na Casa das Caldeiras.

A 29 de Novembro de 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução para a partilha do território da Palestina em dois estados. O Estado de Israel foi criado, mas o Estado da Palestina ainda não foi estabelecido. Desde 1967 que o povo palestiniano tem sofrido com a ocupação e expansão de Israel, geradora de conflito e impedimento à paz. Esta situação quotidiana reflecte-se no cinema documental e ficcional que tem sido produzido na Palestina, assim como a milenária cultura local, árabe, resistente, e humanista.

Sessões do Carvão: “Cinema da Palestina: Terra e Liberdade”

06.10.2015

7 OUT.

18:30   The Iron Wall (2006), real. Mohammed Alatar

21:30   5 Broken Cameras (2011), real. Emad Burnat e Guy Davidi

Comentário de Denise Liege (mestranda em Estudos Artísticos)

14 OUT.

18:30   Paradise Now (O Paraíso, Agora!, 1998), real. Hany Abu-Assad

21:30   Omar (2013), real. Hany Abu-Assad

21 OUT.

18:30   Segell ikhtifa (Crónica de um Desaparecimento, 1996), real. Elia Suleiman

21:30   Yadon ilaheyya (Intervenção Divina, 2002), real. Elia Suleiman

28 OUT.

18:30   Urs al-jalil (1987), real. Michel Khleifi

21:30   Hikayatul jawahiri thalath (1995), real. Michel Khleifi

Nem Pura Luz, Nem Sombra

02.10.2015


Nostalgia de la luz.

Começou ontem na Universidade de Coimbra o Colóquio “Visões da Luz” integrado nas comemorações do Ano Internacional da Luz 2015 e dos 725 anos da Universidade. Decorre durante três dias no Auditório da Reitoria. Mais informações aqui.

Participo amanhã neste encontro interdisciplinar com uma comunicação que leva o título “Nem Pura Luz, Nem Sombra: Nostalgia de la luz como Documentário Poético Politizado”, da qual deixo o resumo:

Não há pura luz
nem sombra nas lembranças:
estas fizeram-se cinza lívida
ou pavimento sujo
de rua atravessada pelos pés das gentes
—Pablo Neruda, “Não Há Pura Luz”

Com Nostalgia de la luz (Nostalgia da Luz, 2010), Patricio Guzmán continua e desenvolve uma obra documental em torno da inscrição da memória da ditadura militar fascista de Augusto Pinochet no Chile actual. Enquanto astrónomos buscam as origens da humanidade nos astros a partir do deserto de Atacama, há mulheres que procuram os restos mortais dos seus familiares no mesmo lugar. Mostrando as relações entre a ciência e o passado, por um lado, e a arte e o passado, por outro, o filme mistura e liga, caldeia, o sentido literal e o sentido figurado. Receber luz das estrelas longínquas e lançar luz sobre o destino das vítimas da ditadura são duas formas complementares de criar conhecimento e de procurar esclarecimento. Nostalgia de la luz opta pelo modo documental poético que Bill Nichols descreveu, mas problematiza a forma como ele o define. Ainda que trabalhe ritmos temporais e justaposições espaciais através de associações e padrões, dando prioridade ao tom, ao ambiente, à textura, à afecção, o filme inclui demonstrações de conhecimento e actos de persuasão, ampliando a componente retórica que costuma ser reduzida neste modo documental. Esta singular característica está relacionada com a sua perspectiva politizada, correspondendo à necessidade, articulada por Walter Benjamin, da politização da arte contra a estetização da política no combate contra o fascismo. A composição poética surge a par da dimensão da lembrança, da memória que a humanidade carrega consigo sem conhecer, da memória que as gentes chilenas não querem esquecer, investigando-a, reconstituindo-a. Em Nostalgia de la luz, que podemos descrever com rigor como um documentário poético politizado, nem a poesia é um adorno, nem a politização é um acrescento. São modos de perspectivar a realidade viva que o filme salienta como emergindo da realidade como história vivida.

Harmony Korine: América Delirante (3)

30.09.2015


Sonic Youth’s “Sunday” (1998).


Bonnie Prince Billy’s “No More Workhorse Blues” (2004).


Act Da Fool (2010).


Umshini Wam (2011).


The Black Keys’ “Gold on the Ceiling” (2012).


Spring Breakers (Spring Breakers: Viagem de Finalistas, 2012).

Serão mostrados hoje nas Sessões do Carvão, os primeiros às 18:30, o segundo às 21:30, na Casa das Caldeiras.

______________________

“Harmony Korine: América Delirante”: (1) · (2)