Mosteiros Cistercienses

21.06.2011


Mosteiros Cistercienses: História, Arte, Espiritualidade e Património foi hoje lançado no Mosteiro de Alcobaça. Esta edição em três volumes reúne as mais de 70 comunicações que compuseram o congresso internacional Mosteiros Cistercienses: Passado, Presente, Futuro. O encontro teve lugar em Alcobaça no ano passado e participei nele com uma análise ao filme Des hommes et des dieux (Dos Homens e dos Deuses, 2010) que foi incluída no segundo volume. Folheando as centenas de páginas dos três livros, torna-se claro que esta obra se vai tornar uma referência para quem queira estudar as dimensões patrimonial, artística, espiritual, histórica, e económica da presença da Ordem de Cister em Portugal e no mundo.

O Interior: “Tecer e Voar”

20.06.2013


O Tapete Voador.


A minha terceira crónica para o jornal O Interior é sobre o filme documental O Tapete Voador (2008), realizado por João Mário Grilo, e pode ser lida aqui.

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O Interior: “Abraço ao Vento” | “A Vida Ganha”

O Lugar das Coisas Antigas e Esquecidas

04.06.2013


Operai, contadini.


É preciso então voltar ao que diz Benjamin; a revolução também é
“colocar em seu lugar coisas muito antigas, mas esquecidas” (Péguy).
Os filmes que nos fazem sentir isso são filmes políticos.
JEAN-MARIE STRAUB

Começa hoje um ciclo de cinema que programei para o Fila K Cineclube ao qual chamei “O Lugar das Coisas Antigas e Esquecidas”. Durante este mês serão mostrados os seguintes filmes na terça-feira à noite de cada semana no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha:

Scenes from the Class Struggle in Portugal (Cenas da Luta de Classes em Portugal, 1977), real. Robert Kramer;

Le diable probablement (O Diabo, Provavelmente, 1977), real. Robert Bresson;

Palombella rossa (1989), real. Nanni Moretti;

Operai, contadini (Operários, Camponeses, 2002), real. Danièle Huillet e Jean-Marie Straub.

Estas quatro obras europeias (uma delas realizada por um estado-unidense) mostram um passado colectivo que se estende ao nosso presente, a inquietação da juventude perante as mudanças de um mundo que não compreende, o cruzamento entre a vida pessoal e a história ideológica, e vozes de operários e camponeses que falam sobre a sua condição com as palavras de um escritor. Cada uma delas, e em conjunto, permite-nos pensar sobre as interrogações que invadem o quotidiano da Europa — e o espectro que persiste em andar por este continente.