Cinema 2 CFP

31.01.2011

Cinema: Journal of Philosophy and Moving Image is now accepting submissions for its 2nd issue. Editors welcome articles that fall under the broad rubric of the relations between cinema and philosophy. Areas include, but are not limited to:

• philosophy of cinema today;
• epistemology and ontology of cinema and of the moving image;
• the relationship between film studies and philosophy of cinema;
• the analytic/continental divide within philosophy of cinema;
• new approaches and trends within the philosophy of cinema;
• historical approaches to philosophy of cinema and film theory;
• cinema as philosophy.

The submission deadlines are 1 Mar. 2011 (for 500-word abstracts) and 1 Jun. 2011 (for completed papers). Prospective authors should submit a short CV along with the abstract. A selection of authors will be invited to submit full papers according to the journal guidelines. Acceptance of the abstract does not guarantee publication, since all papers will be subject to double blind peer-review. Submissions are accepted in Portuguese and English (and in French and Spanish, but only from native speakers of these languages).

Cinema also invites submissions to its special sections: interviews, conference reports, and book reviews. For further details, please consult the web site.

Feel free to contact the editors, Patrícia Castello Branco, Sérgio Dias Branco, and Susana Viegas, with queries at cjpmi@fcsh.unl.pt.

Escolhas 2010

28.01.2011


Vincere.

Gostava de ter visto outros filmes—Mistérios de Lisboa (2010), por exemplo. No entanto, bastou-me ver os que vi para perceber que 2010 foi um ano de excepção. Às obras da lista em baixo, podia acrescentar Drag Me to Hell (Até ao Inferno, 2009), Brothers (Entre Irmãos, 2009), Les herbes folles (As Ervas Daninhas, 2009), Ruínas (2009), e Shirin (2008), entre outras. Ainda assim, convém relembrar que a distribuição portuguesa continua a ser marcada por desequilíbrios e decisões difíceis de explicar. O lançamento de uma obra-prima como Fantastic Mr. Fox (O Fantástico Senhor Raposo, 2009), com grandes potencialidades comerciais, directamente em DVD, demonstra-o bem.

No ano passado, o discurso em volta do cinema continuou a centrar-se no 3D, vendido como novidade espectacular. A tecnologia pode fazer brotar a originalidade artística, isto é, uma visão do mundo e da existência distinta, disponível, aberta ao mistério e à complexidade das coisas. Mas a celebração mecânica das proezas tecnológicas tem repetidas vezes envolvido uma rejeição do processo de pensar e sentir verdadeiramente o cinema que cada filme nos propõe, a nível estético e ético. É claro que é preciso filmes que procurem este tipo de resposta dos espectadores. É por isso que os filmes que se seguem merecem atenção, pelo modo como se interessam pelas matérias que convocam, pelo trabalho detalhado das suas formas, e pelo seu sentido de risco.

Bright Star (Bright Star - Estrela Cintilante, 2000), real. Jane Campion
Copie conforme (Cópia Certificada, 2010), real. Abbas Kiarostami
Danse: Le ballet de l’Opéra de Paris, La (2009), real. Frederick Wiseman
Des hommes et des dieux (Dos Homens e dos Deuses, 2010), real. Xavier Beauvois
Illusionniste, L’ (O Mágico, 2010), real. Sylvain Chomet
Scott Pilgrim vs. the World (Scott Pilgrim Contra o Mundo, 2010), real. Edgar Wright
Serious Man, A (Um Homem Sério, 2009), real. Ethan e Joel Coen
Shutter Island (2010), real. Martin Scorsese
Social Network, The (A Rede Social, 2010), real. David Fincher
Vincere (Vencer, 2009), real. Marco Bellocchio[1]
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[1] Publicado simultaneamente em Cinema2000: Balanço 2010 - As Nossas Escolhas”.